KERS OU NÃO KERS

   O ano era 2008. Preocupada com a imagem da F-1 e disposta a se alinhar à preocupação global com o meio ambiente, a FIA resolveu lançar mão de um dispositivo capaz de converter um pequeno percentual da energia dissipada nas frenagens sob a forma de calor em potência extra. Estava criado o Sistema de Recuperação de Energia Cinética que, na sigla em inglês, virou Kers. Todos deveriam ter, quase todos gastaram fortunas desenvolvendo sua versão da traquitana e, quem a instalou no carro ano passado preferiu retirá-la, por mais que trouxesse vantagem nas largadas e nas retas. A justificativa era de que custava muito e não trazia o benefício esperado. Passou uma temporada, o Kers parecia condenado à morte e eis que equipes como Williams, Renault e Ferrari defendem a sua volta. As duas últimas teriam inclusive desenvolvido uma nova versão bem mais barata e advogam seu retorno já em 2011, mesmo com os motores atuais (para 2013 está em estudos a adoção de propulsores turbo de menor cilindrada). Ora, ano passado saíram asas, aletas, defletores e outras coisas mais e os carros ficaram mais largos, além de ganharem pneus slicks. Este ano, os tanques dobraram de tamanho. Para o ano que vem, as rodas devem ganhar novas dimensões. Mais o Kers? Houve um tempo em que a estabilidade era um dos segredos do sucesso da F-1. Agora, pelo visto, a ordem parece ser mudar sempre…

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