NAS DUAS, COMO NAS QUATRO RODAS…

Responda rápido, sem olhar a foto que está no pé do post: o que têm em comum Alain Prost, Fernando Alonso, Jarno Trulli e os brasileiros Cristiano da Matta, Bruno Junqueira, Tony Kanaan, Rafa Matos e Christian Fittipaldi além do fato de serem todos pilotos com carreiras destacadas no automobilismo?

Cronômetro zerado, já deu tempo para pensar, e eu respondo, inspirado pelo exemplo pessoal (embora quem seja eu pra me comparar a essas feras…): um modo de manter a forma física que combina o útil ao agradável, e tem um quê de paixão. São todos loucos pelo ciclismo, em suas mais variadas modalidades. Entre eles há até quem tenha começado sobre duas rodas para, então, abraçar as quatro – Bruno Junqueira foi um dos destaques das categorias menores do bicicross nos anos 1980 até passar para o kart.

E não é só um treino com rodas o que atrai essa turma, que poderia correr, nadar ou jogar tênis. Todos são extremamente alucinados com as magrelas. Procuram notícias nos sites, se informam sobre as últimas novidades, tratam as bikes com um ciúme danado e não se contentam em simplesmente completar quilômetros. Querem a sensação das pernas queimando, o mix de sofrimento e felicidade que só quem experimenta pode definir. Nos tempos em que morava em Mônaco, por exemplo, Cristiano tinha como hobby tentar encarar algumas subidas de montanha percorridas no Tour de France – só não conseguia entender como Lance Armstrong tinha conseguido fazê-lo tão mais rápido. Antes disso, em 2001, ele apostou com Tony que quem vencesse uma prova da Indy no ano ganharia uma bicicleta top do outro. Moral da história: o baiano ganhou duas bikes para a coleção.

E eles não brincam. Já virou tradicional o “Pega da Galera”, diversão de fim de ano criada, entre outros, por Cristiano – um desafio de mountain bike que reúne ainda a turma do enduro, de outros esportes radicais. Prost chegou a ser sócio de uma fábrica de bicicletas e foi prestigiar a quinta etapa do Tour de Omã, ao lado de ninguém menos que Eddy Merckx e Bernard Hinault, duas das maiores lendas do pedal.

Antes que você pense que pode ser um esporte mais seguro que o rali, vale comentar. O próprio Alonso disse quase ter sido atropelado durante um treino. Felizmente, na maioria dos casos, não é o que acontece. E mais um exemplo de que andar sobre rodas, seja sobre duas ou quatro, pode ser igualmente divertido. Nenhum deles vai me desmentir…

Alain Prost, em Omã

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