Dos gramados para as pistas… mas não aqui…

Martín Palermo, maior artilheiro da história do Boca Juniors; Pato Abbondanzieri, goleiro da Seleção Argentina, do próprio Boca e do Internacional; Leonel Pernía, que também tem passagem pelo Boca e futebol no sangue; Bruno Marioni, atacante com passagens por Newell’s Old Boys, Boca, Sporting, Atlas, Cruz Azul. Antes que você ache que o blog (ou seu autor) enlouqueceu, ou resolveu deixar de lado as pistas para falar dos gramados, eu explico: diferentemente do que ocorre em terras brasileiras, um fenômeno interessante tem marcado o esporte argentino.

Os quatro nomes citados, depois de pendurar as chuteiras, resolveram transformar em realidade a paixão pela velocidade, e abraçaram macacão, capacete, sapatilha e luvas. Com maior ou menor sucesso, abraçaram a nova carreira com seriedade e já começam a provocar a inveja dos ex-colegas de clube. A bem da verdade, o tenista David Nalbandián, campeão do US Open, não apenas é sócio de uma equipe de rali (o Tango Rally Team, para não ter dúvidas da origem), como já disse que, uma vez fora dos torneios profissionais, vai se juntar à brincadeira.

A bem da verdade, quem começou com a história foi Vicente Pernía, pai de Leonel. Encerrada uma carreira destacada como lateral do Boca (com 10 partidas pela Seleção), no início da década de 1980, ele resolveu se aventurar no Turismo Carretera, uma verdadeira instituição da terra do chorizo e das papas fritas. “El Tano” conseguiu bons resultados, tornou-se dono de equipe e passou as duas paixões aos dois filhos – Mariano, naturalizado espanhol, segue jogando. Leonel é nada menos que o vice-líder do TC2000, o campeonato de turismo que inspirou o Brasileiro de Marcas. Marioni resolveu se aventurar no Linea Competizione, versão argentina do Trofeo Linea, em que terminou com o quinto lugar na fase classificatória do campeonato.

“El Pato” e “El Titán”, que estão na foto abaixo vestidos com os macacões de corrida, nas indefectíveis cores azul e amarelo do Boca, estreiam domingo, no Autódromo Oscar Galvez, em Buenos Aires, na Top Race Series, preliminar da Top Race V6, outro campeonato disputadíssimo que, inclusive, já deu as caras por Interlagos e Santa Cruz do Sul. Donde eu apenas pergunto: quando é que o fenômeno vai se repetir no Brasil? Com o perdão da piadinha, olha que nenhum dos citados jogava de volante. E o que não falta por aqui é mão de obra capaz de tentar a aventura… Quem se habilita?

Top Race/divulgação

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