Por Buddh – Coluna Sexta Marcha (Estado de Minas/Correio Braziliense)

*** Se o resultado foi o de costume, a boa surpresa do fim de semana ficou com o circuito indiano. Taí no texto que é compromisso de todas as segundas-feiras depois dos GPs de F-1: a versão impressa da coluna Sexta Marcha, tal como é publicada no Estado de Minas e Correio Braziliense. Pra quem ainda não viu, boa leitura…

POR BUDDH

“Buddh, palavra derivada de Buda, que remete a paz e sossego”. Como Buda, segundo a doutrina da religião, é uma categoria de seres especiais, que alcançaram a realização espiritual. Sem fazer comparações, mas apenas traçando um paralelo, não parece que os dois casos definem bem tanto a primeira edição do GP da Índia quanto seu vencedor, um certo Sebastian Vettel, que já soma mais triunfos do que Mika Hakkinen, Fernando Alonso, Jack Brabham, Stirling Moss, Graham Hill e Emerson Fittipaldi, só para citar alguns exemplos? Pois paz e sossego refletem bem o que foram as 60 voltas no traçado próximo a Nova Délhi para o alemão. Ajudado pela ótima largada de Jenson Button, que se instalou com armas e bagagens na segunda posição, ele nem sequer se viu diante do dilema de ajudar ou não o companheiro Mark Webber. Fez uma corrida à parte, com tranquilidade para se adaptar aos desafios de uma pista com P maiúsculo.

Sim, e pensar que eu já critiquei tanto Hermann Tilke, compatriota do bicampeão de Heppenheim, que se transformou em arquiteto e desenhista oficial de pistas do circo. Confesso que, quando vi o desenho do circuito que inicialmente se chamaria Jaypee, mas se transformou em Buddh, não levei muita fé. Também, admito que não tenho simulador em casa, nem mesmo videogame, que dirá os equipamentos a laser que fazem a varredura do traçado e ajudam a alimentar os potentes equipamentos de realidade virtual das equipes, que fizeram os pilotos chegar à mais nova fronteira da F-1 preparados.

Mas foi só ver as primeiras imagens para tirar o chapéu. Aleluia, não estamos condenados às pistas no formato “retas longas + freadas fortes e hairpins”, como Sepang ou Xangai. Ainda resta espaço para a criatividade, e já que a topografia da região ajudou, tanto melhor. Curvas cegas em subida, outras longas com mudança de raio, trechos com mais de uma trajetória possível, uma reta oposta que sobe e desce e lembra a de Kyalami, na África do Sul, não me admira que todas as estrelas da festa tenham gostado muito do que encontraram. E tende a ser muito melhor a partir do ano que vem, quando a poeira no asfalto estiver limpa e o manto escuro tiver a camada de borracha que merece. E quando tirarem do caminho os pedaços de concreto disfarçados de zebra laranja que resolveram entrar no caminho de Felipe Massa nos treinos e na corrida. Ele não foi mais agressivo do que os demais – quem já furou um pneu ao passar por um buraco sabe do que estou dizendo, acontece com alguns, com outros não, e no caso parecem ter faltado preces a Buda.

No mais, é bom constatar que, diferentemente do que parece ser o caso na Coreia do Sul, a F-1 tem tudo a ver com a Índia. O país já tem equipe, pilotos, público e está disposto a criar categorias para revelar campeões e investir em seus talentos. Escolheu o local certo para o circuito e, muito embora uma fortuna tenha sido gasta, não há exageros ou firulas na estrutura. Um cenário promissor e animador. Tomara que, de 2012 em diante, algo mais esteja em jogo na terra de Mahatma Gandhi além do degrau mais alto do pódio. Aí, vai ficar perfeito.

 

Fim do Giro

Veio o domingo e com ele chegou ao fim a “edição do renascimento” do Giro d’Italia, não o das bicicletas, mas o dos carros de corrida. Foram cinco dias, passagens pelos autódromos de Monza, Imola, Mugello, Modena (recém-inaugurado), Magione e o fim em Vallelunga, traçado romano. Tudo recheado com várias provas especiais em estrada, na melhor tradição do rali, totalizando 1.600km, ou mil milhas, exatamente para homenagear a histórica Mille Miglia.

Pois se os três primeiros dias foram marcados pelo domínio da Lamborghini Gallardo de Antonio Forato, Ivan Gasparotto e Riccardo Bianco, os problemas mecânicos em Imola tiraram a liderança do trio, e deram a Andrea Gagliardini e Michele Pitorri a chance de se impor com uma Porsche Cayman. E o melhor de tudo é que, depois dessa distância toda, pouco mais de um minuto separou os dois primeiros. Vallino e Fraschia completaram o pódio, com um Seat Leon.

Bem verdade que a ocasião de festejar os 150 anos da unificação da Itália foi o principal motivo para o ressurgimento da prova, mas o sucesso desta edição deve garantir sua permanência no calendário. Tomara que sim… E bem que a ideia podia ser “imitada” por estas bandas. Imagine por exemplo sair do Rio, passar por Interlagos e chegar em Curitiba… Olha que dá…

Agendinha atrasada…

Atrasada mas ainda em tempo. Fica faltando o treino oficial para o GP da Índia, que já é passado, com Vettel pela 13ª vez no ano saindo na frente, mas tem as várias atrações dominicais na TV, a começar pela própria corrida no circuito de Buddh. E que circuito, apesar da poeira e das obras inacabadas. Tem ainda Racing Festival no Velopark, com a consagração do campeão da F-Futuro, Sul-Americano de F-3 em Brasília e Brasileiro de Marcas em Jacarepaguá. Vale ficar ligado…

Domingo

7h30   Fórmula 1: GP da Índia                          Globo

12h     Racing Festival (etapa do Velopark)      Sportv2

13h15 Sul-Americano de F-3 (etapa de Brasília)       RedeTV

14h     Brasileiro de Marcas (etapa de Jacarepaguá)      RedeTV

Mais Giro

Terceiro dia do Giro d’Italia automobilístico, que voltou a ser disputado este ano com seu formato bastante característico – pilotos e navegadores são testados em especiais de rali, no asfalto, corridas e provas em linha em circuitos, entre os quais Monza e Vallelunga. E a caravana chegou a Modena, sinônimo não apenas de automóvel, mas de automóvel italiano, já que a terra do vinagre balsamico e do lambrusco é também a sede de Ferrari (em Maranello) e Maserati. E acabou de inaugurar um autódromo de 2.500m, voltado inicialmente aos cursos de direção segura e escolinhas de pilotagem, mas que em breve ganhará competições.

E muito embora haja Ferraris e Maseratis na briga, a liderança segue com outro esportivo 100% italiano, mas fabricado em uma cidade não muito distante, Sant’Agata Bolognese, também na Emilia Romagna. É a Lamborghini Gallardo (foto) de Antonio Forato/Ivan Gasparotto (a dupla do rali) e Riccardo Bianco, que acelera nas pistas. O trio tem vantagem de 5min05 para Michele Pitorri e Andrea Gagliardini, com uma Porsche Cayman. Hoje serão duas corridas – Imola e Mugello no mesmo dia, coisa para gente grande – além de duas especiais em linha, antes do grande encerramento, amanhã. Eu conto mais…

Quando o cara é bom…

Títulos mundiais definidos, o circo desembarca na Índia e a Pirelli, que estreou este ano como fornecedora única de pneus resolve bolar uma brincadeira envolvendo o bicampeão Sebastian Vettel. O desafio: encarar o diretor de competições da fábrica de Milão, Paul Hembery, numa corrida insólita. Montar um pneu numa roda, enchê-lo com a pressão correta e balanceá-lo em menos tempo. Sob os olhares curiosos dos especialistas no assunto (são 20 técnicos, ou fitters, a cada GP), os dois superaram a missão, mas, diferentemente do que se poderia esperar, o alemão da Red Bull levou a melhor. Gastou 5min13, contra os 5min44 do inglês. Até para montar pneu o prodígio de Heppenheim é o mais rápido, impressionante. Prêmio houve para ambos. Um pneu em escala 50% para Vettel e um pedaço da Red Bull RB7 para Hembery…

Pirelli Media Office/divulgação

E o Giro continua

Segundo dia da edição 2011 do Giro d’Italia (automobilístico, para quem chegou agora), e o primeiro com todo o tipo de prova previsto na competição. A quinta-feira começou com uma corrida propriamente dita em Monza, prosseguiu com duas especiais cronometradas em estrada e terminou com uma especial em linha no Autódromo de Franciacorta, em Brescia. Temperaturas baixas, disputa animada e a liderança segue com a Lamborghini Gallardo de Antonio Forato (que acelera nas estradas), o navegador Ivan Gasparotto e Riccardo Bianco, especialista nos circuitos, apenas três minutos à frente de Michele Pitorri e Andrea Gagliardini, com uma Porsche Cayman. Em oitavo, como curiosidade, a Maserati GT de Riccardo Romagnolli (que já correu a F-3 Sul-Americana nos áureos tempos, de Christian Fittipaldi e Rubens Barrichello). O simpático Fiat 500 de Michele Tassone e Arturo Merzario segue firme na quarta posição. O menu desta sexta-feira reserva corrida em Franciacorta, duas especiais novamente em estrada e uma superespecial no recém-aberto Autódromo de Modena, não Fiorano, pista particular da Ferrari, mas uma estrutura criada inicialmente para cursos de direção segura e escolinhas de pilotagem, que deve também receber provas a partir de 2012.

E o Giro começou…

Como prometido, notícias do primeiro dia do Giro d’Italia, que começou em Turim com direito a largada promocional prestigiada por feras como Sandro Munari, “il Drago” craque dos ralis na década de 1970, tempo em que sua Lancia Stratos com as cores da Alitalia brilhava pelo mundo. No fim das contas, 20 carros se apresentaram para a disputa que, a bem da verdade, não exige uma logística das mais simples – e é claro que o sucesso da prova de 2011 vai multiplicar muito o número para o ano que vem.

Pois os competidores atravessaram as regiões do Piemonte e da Lombardia com três provas cronometradas em estrada, passaram pela Piazza Cavour, em Como (de onde se originou o Gini do sobrenome deste que vos escreve), atravessaram paisagens de tirar o fôlego – taí a foto que não me deixa mentir – e chegaram a Monza, onde tudo recomeça hoje, com uma especial no circuito lendário.

A liderança neste primeiro dia é da Lamborghini Gallardo de Antonio Forato (piloto com experiência nos ralis e subidas de montanha) e Ivan Gasparotto, à frente do surpreendente 500 Abarth do jovem Michele Tassone e do interminável Arturo Merzario, aquele mesmo que salvou Niki Lauda da morte em Nurburgring’1976, além de ser um baita piloto. E em seguida vêm Maserati, Seat León, uma histórica Talbot Lotus, Ferrari 430. Nesta quinta serão 287 quilômetros, com a prova em Monza, duas especiais em estrada e uma superprime no Autódromo de Franciacorta, em Brescia. Depois eu conto mais dessa prova diferente e bem interessante. Bem que dava vontade de estar lá e participar…

Ausência preocupante (e vergonhosa…)

O projeto começou ano passado, já impulsionado pelo novo presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Jean Todt: a criação de uma academia que testaria pilotos de potencial de todo o mundo, de pista e rali, sob a supervisão do austríaco Alexander Wurz (ex-piloto de F-1, duas vezes vencedor em Le Mans, ainda em ação com um protótipo Peugeot) e de Robert Reid, navegador do inesquecível Richard Burns.

Pois a entidade máxima do automobilismo revelou ontem a lista dos 30 escolhidos para a seletiva em Melk, na Áustria, que indicará os dois vencedores. Muito bom ver nações sem grande tradição como Malásia, Emirados Árabes, Líbano, Síria e Costa Rica representadas, mas a simples inclusão de pilotos da Itália, Grã-Bretanha, França, Austrália, Alemanha e Bélgica mostra que o objetivo da iniciativa é ser, acima de tudo, democrático, e premiar o talento, independentemente de onde venha.

E quantos brasileiros estão na lista, você haverá de perguntar? ZERO. Nenhum. Que não fôssemos escolhidos na lista final ainda vai. Mas não termos um piloto sequer lembrado, chega a ser vergonhoso. Que não estamos revelando talentos em quantidade é fato, mas temos gente que nos representaria bem em qualquer seleção. Feras como Nicolas Costa, Lucas Foresti, Victor Guerin, Guilherme Silva, Fabiano Machado, ou mesmo o ralizeiro Luccas Arnone. Faltou mandar o currículo, faltou fazer pressão política, marketing, ou o quê? De todo modo, é triste não ver o verde e amarelo entre as tantas cores. Em tempo, aí vai a lista dos “sortudos” 30 e suas respectivas idades e países:

Marius Aasen, 19 (Noruega)

Mohamed Al Mutawaa, 18 (Emirados Árabes)

Klaus Bachler, 20 (Áustria)

Andrea Bate, 22 (África do Sul)

Craig Breen, 21 (Irlanda)

Andrea Caldarelli, 21 (Itália)

Gabriel Chaves, 18 (Colômbia)

Jonas Gelzinis, 23 (Lituânia)

Joseph Ghanem, 21 (Líbano)

Parth Ghorpade, 18 (Índia)

Samin Gomez, 19 (Venezuela)

Richard Gonda, 17 (Eslováquia)

Ashley Haigh-Smith, 19 (África do Sul)

Yazan Hamadeh, 18 (Síria)

Muhammad Nabil Jan Al Jeffri, 17 (Malásia)

Michael Klitgaard Christensen, 21 (Dinamarca)

Jack Le Brocq, 19 (Austrália)

Michael Lewis, 20 (EUA)

Olivier Lombard, 20 (França)

Alexander Lynn, 18 (Grã-Bretanha)

Diego Menchaca, 17 (México)

Jose Andres Montalto, 21 (Costa Rica)

Thierry Neuville, 23 (Bélgica)

Andrea Nucita, 22 (Itália)

Ramon Pineiro, 19 (Espanha)

Brendan Reeves, 23 (Austrália)

Pontus Tidemand, 20 (Suécia)

Timo van der Marel, 22 (Holanda)

Sepp Wiegand, 20 (Alemanha)

Lewis Williamson, 21 (Grã-Bretanha)

Giro d’Italia… Sim, Giro d’Italia…

*** Antes do post propriamente dito, só um lembrete para quem ainda não viu. Cá embaixo, no de sábado, estão as imagens da experiência deste que vos escreve no Rali de Sete Lagoas, até que um barranco enlameado segurou o carro e deu fim à brincadeira antes da hora…

O leitor pode estranhar, mas o blog não começou repentinamente a falar de ciclismo. Ocorre que, na terra da bota, existe um Giro d’Italia automobilístico que começou no primeiro ano do século passado (sim, 1901) e, entre inúmeras interrupções, idas e vindas, está de volta ao calendário. E a edição de 2011 começa nesta quarta-feira, em Turim, de onde os competidores largam rumo a Roma.

O evento não tem nada de comum. Para começar, mistura provas cronometradas em estrada aberta (como no rali, o que exige a presença de um navegador), deslocamentos, provas em circuito, e que circuitos – Monza, Franciacorta, em Brescia, Imola e Vallelunga – além de classificatórias individuais dentro das pistas. Nos tempos de glória, sobrenomes como Patrese, Biasion, Nannini, Alboreto, Giacomelli, Merzario, sem contar os estrangeiros, eram coisa comum. E um detalhe, normalmente cada carro é conduzido por um trio: um piloto vindo do rali, o navegador e o piloto de pista. Tem quem acumule as funções, caso de Alex Caffi, que acelerou no circo com Osella, Scuderia Italia e Footwork, entre outras. Desta vez, comandará uma Porsche 911 RS GT2.

A edição do renascimento, como vem sendo conhecida, se estende por cinco dias e 1.600 quilômetros, uma referência à Mille Miglia (Mil Milhas). E como o regulamento é aberto a qualquer modelo de rali, turismo ou GT, temos, desde os Fiat 500 e Kia Venga (movido a GLP) às Ferraris 430, passando por Lamborghini Gallardo, BMW M3, Porsches 911 e Cayman. Pelo caminho, Modena (como não podia deixar de ser), Florença, Arezzo e Perugia, até a cidade eterna. A grande estrela é o superesportivo Montecarlo, fabricado em escala mínima no início da década de 2000, e que reaparece com nova mecânica e também movido a gás liquefeito de petróleo. Taí um esboço do bicho, mais informações eu conto durante a semana neste batcanal.

Ciao, Sic…

Sick, em português, quer dizer enjoado, doente, e não haveria outra palavra melhor para descrever a segunda tragédia nas pistas em uma semana, desta vez sobre duas rodas. Basta tirar a última letra e lá está o apelido pelo qual carinhosamente os italianos tratavam seu compatriota. Se Valentino Rossi era Vale, Marco Simoncelli era Sic. Depois de Dan Wheldon, já um campeão consumado, que se preparava para viver uma segunda juventude na Indy, foi a vez de um garoto de 24 anos que, a exemplo do compatriota hoje mais famoso, entrou no mundo do motociclismo chutando a porta. Não para ser mais um, mas para ser diferente. Nem venceu tanto quanto seu potencial permitiria, mas com certeza não marcou sua passagem pela indiferença. Ele era certamente mais do que a vasta cabeleira que parecia brotar tão logo tirava o capacete – os adversários sabiam bem o que representava ter a moto 58 por perto. E o caminho rumo ao topo foi na melhor tradição da terra de Rossi, Rossi pai (Graziano), Agostini, Capirossi, Cadalora e tantos outros campeões: começo nas 125cc, experiência suficiente para pular para as 250cc e, então, chegar ao topo.

Sim, Sic não era um piloto “normal”. Basta lembrar que chegou a ser jurado pela torcida espanhola ao entrar duas vezes no caminho de adversários da terra – Dani Pedrosa e Jorge Lorenzo, que praticamente abriu mão do sonho do bicampeonato com o tombo na França. Por vezes acreditava mais do que devia, e acompanhar as câmeras instaladas em sua Honda era garantia de espetáculo, ou de tombo. Mas os puxões de orelha e o maior tempo de voo com sua RCV fizeram aparecer um lado mais contido, mais concentrado, de quem finalmente conseguia canalizar o potencial da forma correta, e começaria a colher os frutos. Em 2012, teria moto oficial, como as de Stoner e Pedrosa.

Ironia do destino, Simoncelli se foi não por excesso de arrojo, por uma manobra desastrada, mas por uma conjunção de fatores que é o terror em qualquer campeonato do motociclismo no asfalto. Escorregue sozinho, saia rolando rumo à caixa de brita, sinta a dureza do piso sem ninguém por perto e pode até doer, mas não será nada tão sério. O equipamento nunca protegeu tanto, hoje macacões, capacetes, botas e luvas estão lotados de fibra de carbono e outros materiais para amortecer impactos. Mas, perca o equilibrio em meio a um pelotão e o risco de ocorrer o que se viu em Sepang é muito grande. Culpa de Simoncelli? Nenhuma. Culpa de Rossi e Edwards, igualmente nenhuma. Triste fatalidade. E se na Indy o acidente que levou Wheldon embora pode servir de divisor de águas para que situações do gênero não se repitam, nas motos pouco se pode fazer. Claro que é perigoso, arriscado, mas, se fosse a regra, e não a exceção, não se correria mais. Vai-se embora um garoto que não apenas era muito bom sobre duas rodas, mas também começava a se apaixonar pelas quatro. Chegou a visitar a sede da equipe oficial Ford do Mundial de Ralis e a fazer um teste com um Fiesta WRC, que esperava comandar no tradicional Rally de Monza, disputado dentro do autódromo, e que tem como uma das estrelas justamente o amigo e ídolo Valentino. Não deu. Sim, ele terá companhia nobre no grid lá de cima, mas ainda tinha muito o que mostrar por estas bandas. Ciao, Sic, ci manchi davvero… #58