Por fora, bela viola…

Por dentro, mais uma máquina que se rende à tecnologia híbrida, nem tanto para respeitar o meio ambiente e poluir menos, mas para ter potência extra e passar uma imagem mais simpática das competições aos exagerados que criticam sua existência. Muito provavelmente você já conheça o Audi R18, campeão das 24h de Le Mans do ano passado com motorização diesel, mas a marca dos quatro anéis resolveu seguir a moda (e a possibilidade aberta pelo regulamento do Mundial de Endurance) e dotar seu protótipo de um sistema extra de propulsão. Nada diferente do escolhido pela Toyota para seu TS030: a energia das frenagens no eixo dianteiro (sem limites de acumulação, diferentemente da F-1) é repassada para uma roda livre (flywheel) que, ao girar a velocidades altíssimas (em torno de 40 mil RPMs), a transforma em energia elétrica e a converte em energia cinética. Resumindo, o carro ganha, ainda que por momentos, tração nas quatro rodas – daí a menção ao lendário nome Quattro, criação da fábrica de Ingolstadt. O mais incrível no R18 e-tron Quattro não é nem tanto a tecnologia embarcada, mas a decoração escolhida, que ficou sensacional… A concorrência é que pode levar um choque a partir das 6h de Spa, quando a novidade estreia, com o perdão do trocadilho…

Nos mínimos detalhes…

Que a Ferrari gosta de brincar com os nomes de suas máquinas, de pista ou de rua, não é propriamente uma novidade. E o mais interessante é que cada denominação escolhida tem sua razão de ser. Assim sendo, na apresentação oficial do modelo que eu comenteu nos posts anteriores, o mistério foi desfeito. Neste caso, um nome mata três coelhos numa única cajadada: F12 de 12 cilindros, de 2012 e das 12 ligas de alumínio que, unidas, dão origem ao chassi e à carroceria que dão, ao bólido, o peso razoavelmente limitado de 1.525kg.

Pois a F12 Berlinetta, desenhada em conjunto com os Estúdios Pininfarina, com a colaboração do Centro de Estilo Scaglietti, tem uma ficha técnica de tirar o fôlego: V12 de 6.262cc e 740cv, 0-100 km/h em 3s1, 0-200 km/h em 8s5 e velocidade máxima de 340km/h. Carbono, cerâmica (nos freios) e outros metais nobres usados em abundância, coeficiente aerodinâmico (CX) de 0,299, além de novidades como as entradas de ar para refrigeralção dos freios que se abrem apenas nas temperaturas mais altas e, em meio à sopa de letrinhas de ajuda à condução, aparece o Aero Bridge, sistema que direciona o fluxo de ar sobre o capô para as laterais. De resto, melhor que as imagens falem…

Ufficio Stampa Ferrari/divulgação

Aqui está ela…

Bom, já que surgiram imagens antes da hora, o blog reproduz. Aí está a Ferrari 620 Scaglietti, com seu V12 de 700cv, a mais potente máquina já produzida nos galpões de Maranello. Nem é preciso dizer que a comparação com a antecessora 612 é desleal – a atual tem muito mais sal (e pimenta) que a anterior. Legal seria se alguém topasse a missão de transformá-la numa versão de corrida, a exemplo do que a Prodrive e a NTechnology fizeram com a 575 Maranello. Sensacional, maravilhosa…

Não é de corrida, mas bem que poderia

Tudo bem que estamos falando aqui de um automóvel de produção normal, se bem que as duas palavras soam algo fora do lugar em se tratando de Ferrari. Melhor dizer uma máquina, de produção artesanal como só pode ser a da lendária fábrica de Maranello, mesmo com toda a evolução e tecnologia. E se os puristas torcem o nariz para a F2012 de Felipe Massa e Fernando Alonso, o blog resolveu mostrar, ainda que sob a forma de um “teaser” (os vídeos usados na indústria de veículos para apresentar partes sem revelar o todo e criar uma expectativa) o mais novo brinquedo da linhagem iniciada pelo commendatore Enzo. Quarta-feira ela será mostrada sem disfarces e sua primeira aparição pública tem data e local marcados: o Salão de Genebra, a partir do dia 6. Como diz o título do post, não se trata de um modelo de corrida, mas tanto poderia ser que merece um espaço no blog. Imagine só a mais potente Ferrari de rua já construída, movida por um V12 que despeja algo em torno de 700cv, mais do que a grande maioria das categorias de pista. Um bólido que surge com a inegável colaboração dos Estúdios Scaglietti e que, graças ao uso irrestrito do alumínio e de outros materiais nobres, deve chamar a atenção também pelo peso limitado, outra das preocupações do criador da marca. Há quem torça o nariz para as Ferraris com motor dianteiro e prefira os V8, por exemplo, da 458 Italia, mas é dificil ficar alheio a qualquer coisa que saia das oficinas da Via Abetone Inferiore 4, em Maranello…

Não é de corrida, mas bem que poderia

Tudo bem que estamos falando aqui de um automóvel de produção normal, se bem que as duas palavras soam algo fora do lugar em se tratando de Ferrari. Melhor dizer uma máquina, de produção artesanal como só pode ser a da lendária fábrica de Maranello, mesmo com toda a evolução e tecnologia. E se os puristas torcem o nariz para a F2012 de Felipe Massa e Fernando Alonso, o blog resolveu mostrar, ainda que sob a forma de um “teaser” (os vídeos usados na indústria de veículos para apresentar partes sem revelar o todo e criar uma expectativa) o mais novo brinquedo da linhagem iniciada pelo commendatore Enzo. Quarta-feira ela será mostrada sem disfarces e sua primeira aparição pública tem data e local marcados: o Salão de Genebra, a partir do dia 6. Como diz o título do post, não se trata de um modelo de corrida, mas tanto poderia ser que merece um espaço no blog. Imagine só a mais potente Ferrari de rua já construída, movida por um V12 que despeja algo em torno de 700cv, mais do que a grande maioria das categorias de pista. Um bólido que surge com a inegável colaboração dos Estúdios Scaglietti e que, graças ao uso irrestrito do alumínio e de outros materiais nobres, deve chamar a atenção também pelo peso limitado, outra das preocupações do criador da marca. Há quem torça o nariz para as Ferraris com motor dianteiro e prefira os V8, por exemplo, da 458 Italia, mas é dificil ficar alheio a qualquer coisa que saia das oficinas da Via Abetone Inferiore 4, em Maranello…

Piolho veloz…

O blog já comentou, ano passado, o caso de amor entre os ex-jogadores de futebol na Argentina e o automobilismo. Coisa que não é nova, mas que ganhou impulso recentemente quando o ex-goleiro Abbondanzieri e o artilheiro Martín Palermo resolveram acelerar na Top Race, categoria de pista disputada com chassis tubulares escondidos sob as carrocerias de sedãs de luxo, como Ford Mondeo, VW Passat, Mitsubishi Lancer ou Mercedes Classe S. Pois o fim de semana marca a abertura do Campeonato Argentino de Rali, o “Rally de las Sierras Chicas”, em Rio Ceballos, na província de Córdoba, onde a modalidade impera.

Pois olhando a lista de inscritos, aparece na Classe 3 (os carros 4×4 com motores 2.000cc turbo, a antiga categoria N4), ao lado do experiente navegador Fabian Cretu, um “tal” Claudio López, com um Mitsubishi Lancer do Tango Rally Team – aliás, a equipe tem, como um dos sócios, o tenista David Nalbandian, outro que pretende acelerar em breve.

Quem conhece alguma coisa do esporte bretão haverá de ter perguntado, e eu respondo de cara: é ele mesmo, Claudio “el Piojo” (o Piolho) López. Pois o ex-atacante de 37 anos, com passagens por Estudiantes, Racing, Lazio, Valencia e América-MEX, além de gol em Copa do Mundo e medalha olímpica resolveu levar a coisa a sério. E a melhor prova de que está fazendo direitinho o dever de casa foi o desempenho no shakedown, o aquecimento que antecede a prova: registrou 2min37s2, apenas seis segundos a mais que o atual campeão da categoria, José Cantón. Tudo indica que o Piolho, no rali, também vai bater um bolão…

As duas faces de um número…

Responda rápido: o que têm em comum Emerson e Christian Fittipaldi além do fato de serem tio e sobrinho? Se você prestou atenção no título, deve ter uma pista. É exatamente um número o que liga as histórias das duas gerações, além de outros tantos fatos. Vendo o primeiro dos DVDs sobre a década de 1970 no Mundial de Fórmula 1 (as imagens são sensacionais, mas sobre elas falo em outro post), me dei conta de que Emerson Fittipaldi estreou no Mundial, no GP da Inglaterra de 1970, com uma Lotus vermelha e dourada de número… 24. Que não tem boa fama por estas bandas por conta do Jogo do Bicho, e tal, e tal – coisa típica de brincadeirazinha da turma politicamente incorreta.

Pois Christian, em 1992, ao estrear na categoria, pela Minardi, estava destinado a ostentar o mesmo número, não numa corrida só, como o tio (nos primórdios apenas o campeão levava numeração fixa, as demais mudavam de GP a GP). Sabe-se lá como foi a conversa com Giancarlo Minardi e o companheiro Gianni Morbidelli, mas tudo se resolveu sem problemas e o brasileiro passou a andar com o 25.

Recordar é curtir…

Ou, como diz a marchinha de carnaval, recordar é viver. Especialmente quando se fala de Fórmula 1, e mais ainda de tempos não vividos por muitos, ou vividos de forma diferente. Não custa lembrar que a categoria só passou a ter a dimensão que merecia no Brasil quando Emerson Fittipaldi aportou no circo, e mesmo assim nos primeiros anos o jeito era acompanhar pelas ondas da Rádio Panamericana, com as narrações do “Barão” Wilson Fittipaldi, pai do bicampeão. Tempos sem TV ao vivo, de videoteipes que demoravam eternidades para aparecer, e mesmo assim nas casas de quem podia se permitir a compra de um aparelho – quem não podia, reza a lenda, filava as imagens de um vizinho, um conhecido ou parente.

Pois eis que chegam às minhas mãos, por obra do editor de Cultura do Estado de Minas, João Paulo Cunha, duas caixas com material que é ouro em pó para os amantes da velocidade. Dez, sim dez DVDs divididos em duas caixas, com as imagens mais marcantes, temporada a temporada, dos Mundiais de 1970 a 1980. Material em boa parte inédito por estas bandas, que permite ver os títulos não apenas de Emerson, mas de Rindt, Stewart, Lauda, Hunt, Andretti, Scheckter e Jones. Gravações reunidas pela Brunswick Films, uma das raras produtoras que acompanhavam o circo nos primórdios, reunidas pela Duke DVD (que registra praticamente tudo de praticamente todas as categorias britânicas e mundiais) e agora à venda no Brasil, trazidas pela ST2 Video – com preços sugeridos de, respectivamente, R$ 129,90 e R$ 149,90. Com 52 minutos de duração em cada DVD, serão mais de 9 horas de diversão garantida – sabendo de como foi o período, só dá para esperar coisa boa, mas eu prometo resenha tanto no jornal impresso quanto no blog. E pode ser uma bela sugestão de sorteio para o segundo aniversário do blog, no começo de março. Quem sabe?

Agora só faltam duas…

Mas, cá pra nós, Hispania e Marussia não vão mudar o preço do dólar, ou resolver a crise econômica mundial, muito menos despertar (eu imagino, claro…) tanta atenção quanto esta aí embaixo. Que já havia sido surpreendida em uma foto “espiã” (que o blog não mostrou em respeito à revista Autosport, que viu seu flagra reproduzido a torto e a direito sem o devido crédito), mas que agora pode ser admirada em todas as suas formas. Diante de tanta especulação envolvendo a W03, você haverá de pensar: “mas não tem nada de tão radical assim”. E a impressão é essa mesma. Só que não custa lembrar que a Brawn de 2009 além de tudo parecia mais parruda que as adversárias, e tinha segredos escondidos que a fizeram surpreender o circo mais tarde. Certo, é difícil esperar que ocorra o mesmo desta vez, mas o mínimo que dá para dizer é que Ross Brawn, Geoff Willis e Aldo Costa procuraram levar cada ponto do regulamento ao limite. E que a preocupação com o fluxo de ar e a carga aerodinâmica são extremos. Tem a história da tal suspensão traseira que se regularia automaticamente, por algum mecanismo aprovado (por enquanto) pela FIA, mas até que se descubra a traquitana, é difícil afirmar algo. A não ser que as Flechas de Prata sempre são especiais, pelas cores e tradição. E é lógico que seria muito bom vê-las também no pódio, principalmente com um “certo” Michael Schumacher… É esperar para ver… E conter a impressionante ansiedade pelo momento em que Hispania e Marussia serão mostradas… Ironia? Nada…

Em dia com a tecnologia…

Me arrisco a dizer que nada substitui a experiência de acompanhar um GP de Fórmula 1 de perto – a inconfundível mescla de sons, cores e cheiros – ainda que os carros passem rápido demais, ou que a visibilidade não seja das melhores, e nem sempre há um telão próximo para ajudar. Mas, excetuando-se quem trabalha no circo ou uns poucos afortunados capazes de se permitir tal “extravagância”, o jeito para a maioria é acompanhar pela TV, ou pelo rádio e, em tempos mais recentes, pela internet e seus aplicativos. Como a rede mundial de computadores ganhou agora os celulares, é possível ter uma experiência mais completa na tela do seu, desde que ele seja um Iphone, Blackberry ou rode a plataforma Android, presente em vários smartphones.

E a própria categoria tem seu aplicativo oficial. Por meio dele, é possível ter a noção da distribuição dos carros pelo traçado (é alimentado por GPS), das diferenças e inclusive dos compostos de pneus usados no momento. Outra bossa é a adoção de um recurso que mostra a zona de ativação da asa móvel (DRS) e quem se vale dela para tentar uma ultrapassagem. Segundo os criadores do brinquedo, o sistema de cronometragem serve tanto para complementar o disponível na TV quanto para oferecer informações extras. Os dados da temporada estão à distância de alguns toques, assim como os mapas 3D dos circuitos, notícias e comentários. Na imagem dá para ter uma ideia de como é o aplicativo, que só tem um grave defeito: não é gratuito. Na Inglaterra custa 20 libras (menos de R$ 60, no câmbio atual), e pelo link www.formula1.com/mobile é possível ter noção dos custos e termos de funcionamento para usuários brazucas. Interessante…

http://www.formula1.com/divulgação