Sim, é possível…

Em pleno fim de semana de F-1, GP2, Indy e Stock Car (aliás, atenção à agenda, que vem daqui a pouco), o blog decide nadar contra a maré e busca um extremo oposto, sempre nas pistas. Pense bem você que sempre sonhou correr em alguma categoria, no kart que fosse, mas nunca teve as condições ideais – e normalmente a falta do combustível financeiro é o principal obstáculo. Já cansou de ver corridas na TV ou ao vivo e, de alguma forma, ainda alimenta o desejo de ser parte do espetáculo em primeira pessoa, não para se gabar com ninguém, mas pelo “simples” prazer de viver a paixão pela velocidade.

No rali a situação é conhecida como “descer o barranco” – quem um dia estava do lado de lá, como torcedor, finalmente dá o salto e passa para o lado de cá, atravessado pelas máquinas à toda. E como a vontade não move montanhas mas é um aliado poderoso para alcançar o que se almeja, a história várias vezes tem final feliz, como é o caso com uma dupla de Erechim (RS). Fabiano Palharini e Edgar Marsarotto Junior nasceram na meca da modalidade no país e, de tanto acompanhar, decidiram arregaçar as mangas. Começaram uma vaquinha, com direito a página na internet, buscaram apoios aqui e ali e, sem a menor vergonha, vão alinhar na primeira etapa do Campeonato Gaúcho, em Severiano de Almeida, com um Fiat 147 da categoria Clássicos. Nem era necessário mostrar a foto para imaginar que o equipamento está mais do que rodado, pouco importa. Eles conseguiram, e seguem na luta para correr a temporada toda. História que faz lembrar a de um certo jornalista, que começou assim também. Como diz o próprio nome da equipe, “Simehpossivel”

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Rápida é a patroa…

Se a grande maioria das mulheres, namoradas ou noivas de pilotos costuma apoiar as escolhas dos companheiros, entender o profissionalismo e o risco que envolvem a atividade, poucas são as que acabam contaminadas pelo bichinho da velocidade e resolvem se arriscar a mostrar serviço. Aliás, se tornou um clássico no YouTube o vídeo em que Riccardo Patrese leva a patroa, aterrorizada, para uma volta à toda. Severine Loeb, casada com o octacampeão mundial de rali Sebastien Loeb tem, nos últimos tempos, multiplicado as experiências como navegadora em provas, digamos, “festivas”.

Pois há uma respectiva que não se limitou a acompanhar e resolveu fazer o mesmo que o marido. Estou falando de Cora Schumacher, a espalhafatosa esposa de Ralf. Já nos tempos da F-1 ela se aventurava em provas para celebridades ou categorias monomarca como o Mini Challenge alemão ou a Copa Cruze. Hoje o irmão mais novo de Michael se estabilizou no DTM, depois de uma adaptação complicada, e Cora vai mais uma vez mostrar seus atributos… de pilotagem com o Mini. E pode encarar um desafio maior: ela acelerou em treinos coletivos no circuito de Paul Ricard o recém-lançado Camaro GT3 e não se intimidou com o V8 e os mais de 450cv do bicho. Nada está acertado ainda, mas tudo indica que ela poderá integrar a equipe Reiter no ADAC GT Masters, o campeonato alemão de GT. Ralf que se cuide…

Stepneygate em miniatura

Era uma vez um calhamaço cibernético com os detalhes da Ferrari F2007 que, levado por Nigel Stepney, hoje diretor da equipe JRM que disputa o Mundial de Endurance, foi parar nas mãos de Mike Coughlan, então na McLaren, depois de um nebuloso incidente descoberto pelo funcionário da loja de cópias usada pelo segundo para imprimir os desenhos e detalhes do projeto. Kimi Raikkonen foi campeão com a Ferrari, os dois punidos com uma quarentena (Coughlan voltou em grande estilo, como diretor técnico da Williams), além da aplicação de uma multa de US$ 100 milhões pela FIA, mais tarde reduzida com a anuência do time de Maranello.

Parecia o último caso de espionagem industrial no circo, até a Force India alegar que o Team Lotus (atualmente Caterham), no projeto de sua primeira máquina, em 2010, se valeu de informações confidenciais, repassadas pela Aerolab, empresa italiana comandada pelo projetista francês Jean-Claude Migeot e que presta consultoria independente a equipes e fabricantes. Os anglo-indianos chegaram ao extremo de identificar, na máquina verde e amarela, similaridades que configurariam a cópia descarada.

Pois dois anos depois, finalmente a Justiça britânica se pronunciou sobre o caso, e tirou a razão de quem acusou. Trazendo a verdade à tona. A Force India contratou a Aerolab e não pagou. Em condições normais, haveria um período para que os técnicos apagassem todos os arquivos e levassem embora seus guardados, mas, diante do calote, a ordem foi limpar por conta própria as salas – e é aí que algo pode ter ficado para trás e aproveitado pelo Team Lotus (este sim pagou em dia). Pois o magistrado Justice Arnold determinou indenização de 850 mil euros (cerca de R$ 2,2 milhões), que vão sair da conta de Vijay Mallya direto para o Aerolab. E cópia não houve, efetivamente…

O profeta Jenson Button (Coluna Sexta Marcha)

Como a grita da imprensa italiana contra Felipe Massa depois do desempenho decepcionante no GP da Austrália (a equipe agora afirma que o chassi usado pelo brasileiro tinha um problema sério e será trocado, o que ajudaria a explicar a dificuldade) acabou tendo destaque, a publicação da versão impressa da coluna Sexta Marcha atrasou um dia. Tarda mas não falha…

    Interlagos, fim da tarde de 27 de novembro e, no clima de fim de feira que tomava o autódromo (e o circo da F-1, depois de uma longa temporada), um “certo” jornalista – antes que alguém pense errado, era este que vos escreve, está lá registrado no site da FIA – pergunta a Jenson Button, que havia definido o ano que chegava ao fim como bom, diante das circunstâncias, mas ao mesmo tempo ruim, por conta da dupla sentada a seu lado com touros vermelhos nos macacões. “Com uma pré-temporada decente, sem problemas, você acredita que é possível superar constantemente as Red Bulls e brigar pelo título?”.

    Só para refrescar a memória, a McLaren concebeu, em tempos de farra com os gases de escapamento, uma sistema que ganhou o apelido de octopus, ou polvo (nada mais adequado numa categoria que agora está repleta de ornitorrincos e comparações com animais). Seriam oito saídas de escape, uma por cilindro, mas os primeiros testes foram um fracasso e o time de Woking foi obrigado a correr em busca de uma solução convencional, enquanto os rivais, e especialmente os carros de Vettel e Webber, engoliam quilômetros nas pistas da Espanha. E, ainda assim, as Flechas de Prata foram as principais adversárias das criaturas de Adrian Newey.

    “Tenho certeza de que a diferença não é tão grande, tanto assim que nos aproximamos bastante ao longo do ano e conseguimos vencer GPs. Se pudermos desenvolver o carro sem sustos, temos tudo para começar o próximo campeonato em situação bem melhor. Nos 12 dias entre Jerez e Barcelona, raramente Button e Hamilton apareciam no topo da lista de tempos, mas davam toda a pinta de ter muita reserva na manga do paletó. Não por acaso o patrão Martin Whitmarsh fazia questão de destacar. “Nós e as Red Bulls não andamos em nenhum momento com pouco combustível, em condições de qualificação”. Podia ser apenas conversa de pré-temporada, quando tudo é possível e nada é certeza. Aliás, até que os carros chegassem a Melbourne, prevalecia um mantra entoado com a mesma convicção ao longo de todo o paddock, do bicampeão Vettel ao faxineiro da Hispania (se é que a nanica tem dinheiro para tamanha extravagância). “Estamos confiantes e satisfeitos, mas só teremos uma ideia real de nossa condição uma vez na Austrália”.

    Pois eis que depois da longa espera, de muito se apostar, arriscar, tentar interpretar números ou buscar indícios, o cronômetro, implacável, trouxe as primeiras conclusões. E mostrou que Jenson Alexander Button, além de sensacional piloto, tem futuro como profeta. Ainda calou todos aqueles que viam, no MP4/27, “uma simples cópia do antecessor”, “uma máquina sem soluções inovadoras”, ou se perguntavam o motivo de o grupo comandado por Tim Goss seguir caminho oposto ao dos rivais, sem degrau no bico, não por questões estéticas. A maioria das cabeças (e computadores) pensantes da F-1 apostou em aumentar a área livre sob a dianteira dos carros para permitir um melhor escoamento do ar. A McLaren manteve o chassi mais baixo e deixou os adversários perplexos. Como as mudanças na saída dos escapamentos tiraram muita aderência da parte traseira, era nítida a instabilidade nas freadas e reacelerações, a briga para manter a casa em ordem, exceção feita aos carros de números 3 e 4, mais o primeiro do que o segundo.

    O que para alguns foi um cenário de sonho – e não dá para falar em fracasso de Newey e da Red Bull quando, depois de uma qualificação inesperadamente ruim, os dois carros terminam entre os quatro primeiros – para outros teve contornos de filme B de terror. Sim, a própria Ferrari tratou de baixar a bola e prever um começo complicado, mas é impressionante como Felipe Massa sofre sempre com os problemas muito mais do que Alonso. Se o casamento do paulista com Rafaela vai muito bem, obrigado, o relacionamento com os pneus continua problemático, sem perspectivas de solução. A ótima largada iludiu, mas as 52 voltas pelo Albert Park o trouxeram de volta à dura realidade. Mercedes e Lotus deram provas de que vão incomodar; a disputa no pelotão intermediário foi animada como se previa e a lambança de Pastor Maldonado, que numa só corrida podia ter somado o dobro dos pontos da Williams em todo 2011, ajudou a esconder o começo não tão bom de Bruno Senna. Por fim, aplausos para a Marussia, que não treinou, mas viu seus dois carros chegarem ao fim enquanto a Caterham abandonava e a Hispania nem isso. Melhor de tudo é que semana que vem já tem mais…

Massa com batata… assando

Que o torcedor italiano e também a imprensa do país da bota são apaixonados e passionais ao extremo você pode imaginar, ainda que acompanhe o que se passa por aquelas bandas de longe, de vez em quando. Pois a imagem usada por Fernando Alonso para descrever o que foi o GP da Austrália para a Ferrari (um copo d’água cheio pela metade) acabou se tornando ponto de partida para um inflamado editorial pedindo a cabeça de Felipe Massa. Não se trata de imprensa marrom, de qualquer jornaleco de província ou blog livre das amarras de censuras, trata-se da mais importante revista automobilística do país, que tem rival apenas na inglesa Autosport quando se pensa em relevância mundial. E saiu da pena do diretor Alberto Sabbatini, filho de Marcelo Sabbatini que, há exatos 51 anos, tomou para si a missão de criar, do nada, um periódico que alimentasse o amor dos italianos pela velocidade, com circulação semanal e nas bancas da terra dos tifosi já hoje à noite – acompanhar o trabalho dos enviados especiais da Autosprint a cada GP é uma aula de jornalismo, posso garantir.

Pois Sabbatini foi além da imagem brilhantemente usada pelo espanhol em seu perfil no Twitter e, de tamanha indignação, publicou o editorial que está na revista também em seu blog, e pede providências rápidas. Para o colega, a metade vazia do copo se chama Felipe Massa. O pior é que poderia ser o caso de atirar pedras, de clamar pelo absurdo, mas são palavras com um bocado de razão.

“O brasileiro é um caso à parte, desastroso no treino oficial e embaraçoso na corrida. No ano passado tinha a desculpa de que não conseguia aquecer adequadamente os pneus, agora ocorre o contrário, os destrói em poucas voltas. Olhando assim, Felipe é inútil para a equipe, não soma pontos para o Mundial de Construtores, não aproveita quando o ‘capitão’ comete erros. Massa é a sombra pálida do belo piloto de um tempo, raçudo e veloz numa volta de qualificação. É triste dizer, mas não há como negar a evidência: aquele piloto não existe mais desde agosto de 2009. Algo ocorreu e apagou a luz do talento. A Ferrari já lhe deu tantas oportunidades, mas deve decidir apressadamente se quer perder mais uma temporada ou ainda pretende brigar pelo Mundial de Construtores.Para fazê-lo, é preciso contar com alguém consistente e rápido ao lado de Alonso. Deve ter coragem de cortar o cordão umbilical com Massa. Não no fim do ano, mas imediatamente, ou no máximo em algumas semanas. Maranello afirma não haver alternativas no mercado, mas vejo duas, concretas e descomplicadas – dois nomes treinadíssimos e sem vinculos contratuais complicados, o mexicano Sérgio Pérez, que do último lugar no grid terminou em oitavo na Austrália, superando o brasileiro, ou Jarno Trulli, acostumado a sofrer e a desenvolver carros”.

Questionamentos patrióticos à parte (Giancarlo Fisichella também seria o piloto perfeito para substituir o paulista depois do acidente em Budapest e foi um desastre no comando do carro vermelho), é difícil discordar. Ainda que com problemas, com dificuldades técnicas, Felipe há dois anos não é capaz de mostrar nem sequer um lampejo de sua habilidade. E depois de tantos deslizes, é complicado esperar que ele repita 2008, quando começou mal, venceu no Barein e deu início a uma recuperação sensacional que o deixou a um ponto do titulo, com direito à trapalhada da equipe em Cingapura. Àquela época a pressão era bem menor, todas as atenções estavam focadas em seu então colega, Kimi Raikkonen, campeão mundial, e o carro nasceu muito melhor. É até crueldade, mas seria o caso de acrescentar um terceiro nome que, no estado de ânimo atual e sem vaidades de título, como vinha sendo o caso na Williams, foi capaz de fazer bem mais. Sim, Rubens Barrichello. Por mais que Massa negue, que tente aparentar tranquilidade, só mesmo uma atuação digna dos grandes tempos (algo como Turquia 2007 ou Interlagos 2008) para dar fim à espiral negativa. E no andar atual da carruagem, não se trata apenas da sobrevivência na Ferrari, mas do fim de um ciclo na F-1. A continuar assim, nem é necessária a sombra de Robert Kubica planando sobre o F2012. A pior forma de se tornar nº2 é não mostrando qualquer esboço de perigo ao companheiro de equipe e não fazer nem o mínimo com um carro que não é lá essas coisas… Tomara que ainda dê tempo, mas é difícil…

Vi, gostei e recomendo…

Antes de falar sobre o GP da Austrália – e aí é melhor esperar pela coluna impressa do Sexta Marcha, que estará de volta amanhã às páginas do Estado de Minas e do Correio Braziliense – vou “gastar” o post com outra prova de tirar o chapéu. Se você leu o post anterior, descobriu que o site do recém recriado Mundial de Endurance da FIA transmitiu, na íntegra, e com todas as firulas possíveis, as 12h de Sebring, em sua 60ª edição. Antes que alguém pense que eu sou maluco ou não tenho mais o que fazer, esclareço: não vi a prova toda, mas valeu ter ficado diante da tela do computador cada minuto. Uma coisa é ter ideia do que se passa numa prova com 63 carros no grid espalhados por pouco mais de 5km de extensão, outra é ver as Audi R18 Diesel abrindo caminho na marra, ou sendo obrigadas a frear em cima dos Porsches da categoria NGT, quase 20s mais lentos por volta. Com o cair da noite, então, ficou ainda mais sensacional. Seis categorias representadas na mesma pista, Ferraris brigando com BMWs, Corvettes, Porsches, Aston Martin (era um só, sem plural mesmo), os LMP1, verdadeiros F-1 carenados, LMP2 e LMPC (protótipos Oreca Chevrolet V8) em que, aliás, Rafa Matos e Bruno Junqueira fizeram bonito, chegaram a andar entre os 20 primeiros na geral, mas viram a prova comprometida por problemas mecânicos, e ainda assim chegaram ao fim.

Foi sensacional ver, do helicóptero, aquela serpente iluminada que mais parecia engarrafamento de fim de tarde em São Paulo; ou grupos de 10, 12 carros dividindo a freada e buscando seu espaço no fim da reta dos boxes. O trabalho incessante dos times, as falhas e quebras que podem mudar o resultado até a última volta, a decisão na categoria GT nos últimos segundos; os pilotos calmamente almoçando seu macarrão enquanto os companheiros seguiam acelerando. Muito diferente do circo e de suas restrições, seu profissionalismo exagerado, da paranóia que leva a esconder tudo de todos. No fim, vitória justa para o trio mais qualificado e experiente das provas de longa duração: Tom Kristensen, Allan McNish e Dindo Capello levaram mais uma. Um início mais que auspicioso para uma competição que não deveria ter desaparecido, e felizmente está de volta. Nunca é demais lembrar, com direito a parada no Brasil, em setembro. E em 5 de maio será a vez das 6h de Spa-Francorchamps, quando a Toyota fará a estreia oficial de seus TS030 Hybrid, com direito a mais transmissão, câmeras onboard e o ronco sensacional dos motores de todos os tipos. Anote na agenda, porque vale…

Agenda, parte 2

Esta não entrou na agenda a tempo porque eu só fui descobrir mais tarde, mas sempre é tempo. Como ainda não há nenhuma emissora transmitindo o Mundial de Endurance para essas bandas, o site oficial do campeonato está mostrando as 12h de Sebring com tudo o que têm direito: várias câmeras onboard, movimentação nos pits, vídeos históricos. Sensacional. Corre lá…

www.fiawec.com

Rápidas…

Como assim? Toda informação sobre automobilismo é rápida, ou não? Brincadeiras à parte, é apenas para fazer alguns registros sobre posts recentes

* Christian Fittipaldi confirmou a participação em cinco provas do campeonato italiano Superstars (para sedãs grandes, com motores V8 e preparação limitada), no comando de uma Maserati Quattroporte do Swiss Team, semelhante à que Andrea Bertolini levou ao título internacional da categoria – além das etapas em solo italiano, algumas ocorrem em outros países europeus (houve recentemente uma prova em Kyalami, África do Sul) e o ex-piloto e hoje organizador Maurizio Fiammini já pensa em Brasil, EUA e Japão para os próximos anos. Nas corridas em que o sobrinho de Emerson não estiver, Mika Salo ocupa seu posto. E enquanto Vitantonio Liuzzi já testou uma Mercedes, Jarno Trulli é outro que namora a série com atenção. E não é refúgio de aposentados da F-1 não, muito pelo contrário. Tem gente saindo direto da F-3 ou voltando da GP2 para brigar no pelotão de carrões. Muito bom…

* Tem brasileiro na pole das 12h de Sebring. Infelizmente não na primeira fila, já que os pilotos verde e amarelos não fazem parte das escolhas recentes da Audi, mas na categoria LMPC, para protótipos Oreca Chevrolet V8, que integram as classes da American Le Mans Series. Bruno Junqueira foi o mais rápido no qualificatório e briga por uma boa posição, assim como Rafa Matos, que teve problemas no treino e sai em nono. Como estamos diante de 12 massacrantes e exigentes horas de corrida, tudo pode acontecer. O importante é que, quando a bandeira verde for mostrada pela primeira vez, às 11h30 (de Brasília), estará começando uma nova era, com a retomada do Mundial de Endurance. Que venha para não desaparecer mais…

Que beleza…

Sim, ela não é a primeira do ano, já teve automobilismo na TV ao vivo na atual temporada, mas… Fórmula 1 é Fórmula 1, especialmente quando traz a reboque, semana que vem, o início da Indy, Stock Car, GP2, Brasileiro de Marcas, Copa Montana, Moto GP, Sul-Americano de F-3, assim como os campeonatos que já estão rolando (F-Truck, por exemplo). Poderia ser o caso de dizer que, neste fim de semana, é “só” o GP da Austrália, mas, vamos e venhamos, depois de quatro meses de espera angustiante e notícias esparsas, é agenda pra ser comemorada, acompanhada a cada minuto, sinônimo de motores roncando e emoções televisivas por um bom tempo… Que beleza…

Sábado

0h  F-1: GP da Austrália – terceiro treino livre          (Sportv)

3h  F-1: GP da Austrália – qualificação   (Globo)

Domingo

3h   F-1: GP da Austrália – corrida (Globo)