Sobre a São Paulo Indy 300

Ano passado eu tentava desviar das gotas e passeava de capa enquanto os carros alinhavam para uma corrida que começou no domingo e terminou na segunda-feira, desta vez acompanhei pela TV, mas só reafirmei a certeza de que algo que parecia uma maluquice quando anunciado, no fim de 2009, tem toda a razão de ser. Trazer a F-Indy para Interlagos dificilmente levaria públicos à altura da F-1, além de levantar as inevitáveis comparações. Soltar os carros entre os muros de um traçado de rua que causa impacto relativamente baixo para a maior metrópole sul-americana se mostrou uma ideia e tanto – fosse onde fosse, o GP exigiria algum investimento público, provocaria algumas críticas e descontentamentos e interferiria na vida da cidade.

Poderia perfeitamente recuperar os comentários do ano passado. Para quem não pôde estar lá, vale a explicação: num raio de, no máximo 200m, estão o hotel que recebe equipes, pilotos, imprensa, convidados e pessoal de apoio, as salas de imprensa e entrevistas, o pavilhão do Anhembi, com espaço mais do que suficiente para os carros e todo o equipamento; a reta dos boxes e o retão dos Bandeirantes. Nesse aspecto, dá de 10 em qualquer outro evento automobilistico, já que em termos de logística fica tudo muito mais fácil.

A corrida teve suas ultrapassagens e disputas interessantes; os esperados excessos de otimismo na freada da reta do Sambódromo e o domínio de Will Power apenas confirmou as expectativas. Esqueçamos que as garrafas de champanhe no pódio não abriram, o maior pecado (dos poucos registrados nesta terceira edição, que mostrou evolução em relação às anteriores) esteve na direção de imagens. Não faço ideia de quem estava na mesa de comando, mas cortar várias manobras de ultrapassagens, trocar brigas emocionantes por cenas do retão vazio ou escolher as câmeras a esmo, sem que elas tivessem muito a mostrar, pega mal, especialmente quando tudo foi mostrado “para 130 países”, como bem fez questão de propagandear a emissora (Band) que, ainda por cima, é a promotora do evento. Noves fora isso, que venha 2013…

A maior do ano…

Em alguns finais de semana a agenda dos eventos da velocidade na telinha chama a atenção pela qualidade. Um bom exemplo está próximo: 27 de maio reserva, como é de hábito, o GP de Mônaco de F-1 e, horas depois, as 500 Milhas de Indianápolis. Outras vezes, o destaque é a quantidade de categorias à disposição na TV. Melhor ainda quando é possível juntar as duas coisas, como é o caso desta vez. Muito por conta da São Paulo Indy 300, a etapa brasileira da categoria, no circuito de rua do Sambódromo do Anhembi, com ampla cobertura pela TV aberta e, a seu reboque, a estreia da Top Series, campeonato de Endurance que chega com a proposta de finalmente consolidar uma modalidade tão interessante – pena que dá espaço apenas aos GTs e protótipos, sem dar espaço a outros tipos de máquina, típicas das nossas oficinas e garagens. Mas tem ainda Mundial de Moto GP e a GP2 de volta ao Barein, bem menos falada (e com protestos bem mais tímidos) que os da semana passada. Melhor falar (e ver) de coisa boa, se bem que vai ser o caso de ficar zapeando entre os canais no sábado pela manhã … Aliás, é tempo de início de uma nova era no DTM, mas sobre ele eu falo num próximo post…

Sábado (28)

8h        Mundial de Motociclismo (etapa de Jerez) treinos de qualificação Moto 3/Moto2/Moto GP       Sportv

8h        GP2 (etapa do Barein) Sportv 2

8h        São Paulo Indy 300 treinos livres e qualificação) Band

15h10  Top Series Endurance (etapa de Interlagos) Band

Domingo (29)

6h     Mundial de Motociclismo (etapa de Jerez) corridas Moto 3/Moto2/Moto GP Sportv

12h    São Paulo Indy 300                      Band

Falando em provas sensacionais…

Pois é, o post abaixo fala do recém-iniciado Rali da Argentina e logo surge outro evento fora do comum no calendário do amante da velocidade e do automobilismo. Aliás, impressionante como 2012 é marcante para a história do esporte motor. Já se comemorou a 60ª edição das 24h de Daytona, a 80ª das 24h de Le Mans se aproxima como um protótipo voando na reta de Les Hunaudiéres e, de 17 a 20 de maio, serão disputadas pela 40ª vez as 24h de Nurburgring. Que já seriam de chamar a atenção por se tratarem, com as etapas do circuito VLN de Endurance, das únicas competições disputada no traçado lendário da pista alemã, com 25.297m e 170 curvas, muitas deles mitológicas, como Hohe Acht, Flugplatz ou o Karussell. Quem é leitor assíduo do blog sabe que o regulamento prevê praticamente espaço para toda e qualquer máquina com um mínimo de esportividade – não por acaso o grid é repleto de Minis, velhos VW Golfs ou Sciroccos, Mercedes 190 ou Opel Manta. Mas, as atrações principais são os GTs de última geração – Porsche 911 GT3 RSR, Audi R8, Mercedes SLS, Corvette Z06, Aston Martin Vantage, Lexus SC, Ferrari 458 Italia, 430 e o P4/5, outro modelo que você viu por aqui, construído pelo desejo do milionário norte-americano Jim Glickenhaus, com inspiração numa das Ferraris mais sensacionais já saídas das oficinas de Maranello.

Mas não está somente aí o charme. Muito espaço é sinônimo de muitos carros, e este ano serão 219. Sim, você não leu errado, é quase como uma largada de maratona, e só dá para imaginar o tráfego em meio àquelas estradas muitas vezes estreitas e cercadas de guard-rails e árvores (não vi a corrida, mas tive a chance de conhecer este palco sagrado. Algo que exige uma logística tipicamente germânica, mas que, como é público e notório, dá certo. E com o temor cada vez mais fundado de que Nurburgring feche as portas, diante das contas no vermelho, nunca se sabe quando poderá ser a última, ainda que não seja o caso por enquanto. É a mais democrática prova de velocidade do planeta, pena que a participação brasileira nesses 40 anos seja tão tímida. Mas vale acompanhar mesmo assim. O blog vai ficar de olho em mais uma edição da festa…

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A prova dos sonhos…

Em primeiro lugar, um pedido de desculpas pelos problemas técnicos – logo logo o blog volta ao formato normal, e nem isso é motivo para deixar de escrever. Especialmente quando não faltam assuntos. Um deles nem está tão distante daqui (entenda por aqui qualquer parte do território brasileiro). Falo de Córdoba, sem medo de errar a cidade mais apaixonada pelo rali no mundo de que se tem notícia. Falar em lugares como Las Cumbres, Ascochinga, Carlos Paz, Falda del Carmen é desvendar um mundo mágico de estradas de terra, pedras e cercado de guados, os pequenos rios que só tornam o espetáculo ainda mais belo.

Pois a cidade argentina, até domingo, será invadida por milhões de espectadores de todos os lados, unidos pelo mesmo amor à velocidade. Gente que não ligará para o frio, para o fato de dormir acampada em barracas modestas, no meio do nada, só para ver de perto esses carros fantásticos e seus pilotos e navegadores sensacionais. Que vão fazer o cheiro do asado invadir as sierras da região, como acontece há 32 anos. Uma multidão normalmente ordeira e acostumada, mas, que algumas vezes chega a ser tamanha que leva os organizadores a cancelar algumas especiais. Felizmente, coisa rara.

Nunca tive oportunidade de ver a prova de perto, e este é daqueles sonhos que, espero, se realize logo. Mas já vi fotos e ouvi relatos de quem lá esteve que só ajudam a dar uma noção do que é uma etapa do Mundial de Rali num país que respira a modalidade. Todos podem chegar perto, se aproximar dos profissionais, pedir autógrafos, tirar dúvidas e torcer para suas duplas prediletas. Só entre patrocinadores e apoiadores são 17. Se o Brasil sonha em voltar a ser parte da festa (o hoje presidente da FIA, Jean Todt, chegou a andar por estas bandas, como navegador, assim como a responsável pela modalidade na entidade, a francesa Michele Mouton, que venceu aqui em 1981, e ambos são favoráveis), ninguém cogita tirar a Argentina do circuito, e com toda razão. Fica a torcida para que Paulo Nobre, o Palmeirinha, e Edu Paula, gente finíssima, consigam finalmente completar uma etapa este ano com o Mini John Cooper Works WRC do time oficial, assim como Daniel Oliveira e seu Ford Fiesta WRC do Brazil Rally Team. E que o 32º Rally Argentina seja marcante e inesquecível como tradicionalmente é. E Córdoba que me espere, pois cedo ou tarde eu apareço…

A estrada de Abbey (Coluna Sexta Marcha)

Aí está a coluna Sexta Marcha, tal e qual publicada na edição desta segunda-feira do Estado de Minas, falando, como não podia deixar de ser, do GP do Barein. Não há muito a acrescentar, já que o texto fala por si só, a não ser reafirmar que manter a corrida acabou se mostrando a decisão correta…

A estrada de Abbey

Começo com uma pergunta, com um quê de constatação, válida para calar boa parte dos argumentos contrários ao GP do Barein: em meio a um contexto político ainda mais dramático e sangrento em países como o Egito, a Líbia e mais recentemente a Síria, alguém daria atenção às reivindicações e à mobilização da maioria xiita por reformas no emirado não fosse por conta da celeuma em torno da presença da Fórmula 1? A resposta é simples: não. Por mais séria que seja a situação, por mais que os dois lados passem às vezes das medidas, e aí entram os confrontos, as bombas de gás lacrimogêneo e as cenas lamentáveis há muito tempo mostradas, o que se passa no pequeno país que se tornou independente do Império Britânico em 1970 só deixou de ser pé de página na imprensa de todo o mundo quando a principal categoria do automobilismo questionou sua presença no arquipélago da terra “entre dois mares”.

E neste aspecto, qualquer que seja a opinião ou a postura política diante das divergências internas, é de se aplaudir a postura de todos os lados envolvidos. A monarquia sunita da família Al-Khalifa teve coragem ao abrir as portas para os jornalistas de todo o mundo – bem verdade que um repórter do italiano La Stampa teve o visto inicialmente negado por ter entrevistado um líder dos movimentos de oposição, o que exigiu a interferência da FIA, diferentemente do governo sírio, que tenta vender ao mundo uma impressão de normalidade sem permitir que o resto do globo saiba exatamente a extensão dos confrontos. Os relatos vindos do emirado revelam que bastava sair das vias principais, procurar um pouco, para registrar os protestos, em sua grande maioria pacíficos. Os sunitas também optaram por manter a linha moderada, não foram adiante em seus propósitos de transformar a presença do circo nos “dias de raiva”.

E que corrida teriam perdido os amantes do esporte caso a intolerância e a selvageria prevalecessem – é bom que se ressalte, o importante não é que apenas aqueles ligados à prova tenham tido dias tranquilos em solo barenita, mas que nada mais sério tenha ocorrido com os cidadãos do emirado. As 57 voltas pelo arenoso asfalto de Sakhir trouxeram o quarto vencedor do ano, reafirmaram tudo aquilo que a pré-temporada fazia supor (que nenhum time dominaria como a Red Bull em 2011) e ampliaram o time das escuderias que lutam pelo prêmio de personagem principal e não se contentam com o papel de coadjuvantes. A Lotus prometia muito desde as primeiras voltas do E20, iniciou o ano com um terceiro lugar de Romain Grosjean no grid em Melbourne e acabou monopolizando dois terços do pódio ontem. Raikkonen pode ser monossilábico, sem sal, mas, uma vez dentro do carro, ainda é um piloto diferenciado. E o francês mostrou como uma segunda chance, se vinda na hora certa, pode dar asas.

A perda de aderência com o fim do difusor explodido obrigou as equipes a tirar carga aerodinâmica também da dianteira, o que explica o comportamento mais nervoso dos carros. A Pirelli, como prometido, embaralhou as cartas ao aproximar o desempenho dos compostos de pneus, e as condições únicas da pista se encarregaram do resto. Assim, até dá para elogiar os circuitos “by Hermann Tilke”: as curvas de raio amplo depois das fortes freadas não perdoam. Basta frear um centímetro mais tarde e a reaceleração é comprometida, e quem estava atrás passa de passagem. Algumas defesas de posição, aliás, foram além do limite da correção e da ética das pistas.

Felipe Massa finalmente fez o que se esperava dele diante das circunstâncias, mas continua sofrendo com os pneus mais do que Alonso. A McLaren ajudou Hamilton a sair da briga e foi a vez de a Force India dar seu grito de independência. Como foi, nem há o que reclamar da vitória cristalina (e nem por isso fácil) de Sebastian Vettel. O alemão é o primeiro a saber que Abbey (o nome escolhido para sua RB8), numa referência direta ao estúdio dos Beatles, terá uma estrada bem mais complicada que a antecessora Kinky Kylie. A F-1 sai do Barein. Mas que o que ocorre no emirado não saia das mentes e corações de todos, uma vez que a cortina do circo caiu.

Guarde tempo, que a agenda é grande…

Há alguns finais de semana da temporada que parecem reunir todas as categorias, ou quase. Tudo bem, neste sábado e domingo não há Indy, que faz as malas para São Paulo, e MotoGP, mas, fora isso, é preparar o sofá e a TV. Salvo reviravoltas de última hora, o GP do Barein vai adiante como previsto, e com ele a segunda rodada dupla da GP2. Em terras verde e amarelas, atração em dose dupla, com a abertura de mais uma temporada do renovado Brasileiro de Marcas, em Interlagos, com a Mitsubishi se juntando a Ford, Toyota, Honda e Chevrolet e, em Santa Cruz do Sul, a primeira rodada dupla do GT Brasil, agora sem patrocinador principal, mas com novas máquinas e a chegada forte da BMW e, a reboque, o Mercedes Grand Challenge.

Sábado (21)

5h    Fórmula 1: GP do Barein (treino livre)             Sportv

8h    Fórmula 1: GP do Barein (treino oficial)          Globo

Domingo (22)

4h30 GP2 (etapa do Barein)                                   Sportv

7h     Mundial de Superbike (etapa de Assen)          Bandsports

9h     Fórmula 1: GP do Barein (corrida)                  Globo

13h   Brasileiro de Marcas (etapa de Interlagos)      RedeTV

14h30   GT Brasil e Mercedes Grand Challenge (etapa de Santa Cruz do Sul)      Rede TV

Arte sobre rodas…

Não é de hoje que o automobilismo é uma senhora inspiração para obras de arte – por mais que as fotos traduzam muito de sua beleza, os traços, cores e interpretações livres sobre o tema muitas vezes rendem resultados sensacionais. Com calma, depois, falo dos cartazes históricos de provas como as 500 Milhas de Indianápolis, as 24h de Le Mans ou as 12h de Sebring. Agora o assunto é a imagem criada pelo artista plástico Paulo Branco para a classificatória mineira à final da Seletiva Petrobras de Kart, neste fim de semana, em Vespasiano. A cada prova será um desenho diferente, sempre procurando capturar o espírito do evento. Ficou muito bom, e o blog revela aqui. Em tempo, a notícia do cancelamento da Fórmula Futuro é mais do que uma ducha de água fria nos sonhos de nossos jovens pilotos. Culpados pela situação há vários, oferecer condições mais vantajosas que as praticadas é quase impossível, mas promotores, organizadores e CBA também tem sua parcela. É lamentável imaginar que, no fim dos anos 80, os grids de uma etapa da F-Ford reuniam 30, 34 pilotos, que deles saíram Gil de Ferran, Rubens Barrichello, Cristiano da Matta, que depois vieram Chevrolet e Renault, mas nenhuma delas foi adiante. Pelo visto vamos fazer como a Argentina, que direciona seus talentos às categorias de turismo e GT, e há tempos não sabe o que é ter representantes na Indy ou na F-1…

Fenômeno de Massa

Passam as etapas do Mundial de Fórmula 1 e a falta de resultados de Felipe Massa, que segue sem marcar pontos enquanto Fernando Alonso, aos trancos e barrancos, soma 37, só aumenta a munição da imprensa italiana, que passou do estágio de pedir a cabeça do brasileiro da Ferrari para apostar no bom humor – sobram piadas em veículos mais ou menos sérios afirmando que a escuderia de Maranello é o único time de um só piloto, ou que mantê-lo no comando do carro 6 é desperdício de gasolina – a nota atribuída ao vice-campeão do mundo em 2008 despenca a cada GP, e não são poucos a lembrar que, fora ele, apenas os pilotos das três equipes mais fracas (Caterham, Marussia e Hispania) não saíram do zero.

Lógico que Massa, por menos competitivo que possa ser, é o primeiro a se pressionar – isso é máxima que vale para qualquer piloto de competição, especialmente quando se vão dois anos dos últimos rasgos de competitividade (não é possível que ele não sinta a obrigação de mostrar o talento dos bons tempos, que não sinta saudades dos tempos de poles e vitórias, que não queira mexer em suas estatísticas, há tanto tempo paradas).

Só que… só que mesmo o maior vencedor da categoria em todos os tempos não conseguiu, sozinho, fazer da Mercedes um carro vencedor. Para que isso ocorresse, passaram três anos, Ross Brawn precisou reunir um time competente nos bastidores e a fábrica alemã investiu a fundo perdido até colher os frutos. Felipe sentiu particularmente a proibição dos testes extra-oficiais e não consegue se encontrar numa era em que é fundamental ser bom no simulador. As exigências da F-1 não combinaram com seu estilo, a falta de carga aerodinâmica especialmente na dianteira comprometeu sua pilotagem. Os pneus Pirelli mudaram bastante as reações das máquinas e o brasileiro continua perdido. De quem não conseguia aquecer os pneus rapidamente, passou a destruí-los em poucas voltas, e lógico que o F2012 não ajuda.

Mas não há como imaginar, por enquanto, uma estratégia a la…Sergio Pérez (a comparação não é proposital, mas assim o mexicano fez a Sauber dar um salto ano passado), com uma parada só e um ritmo constante. Lógico que ele, o fiel engenheiro Rob Smedley e as demais cabeças pensantes da Scuderia estão queimando fosfato para encontrar uma solução, mas não podem deixar de lado o programa de desenvolvimento do carro, que não nasceu bem como se previa e está distante de ser uma máquina capaz de brigar por vitórias. Continuo acreditando que é como a bola de neve: quando a maré virar, o aspecto psicológico se encarrega de estabilizar as coisas, mas a cobrança é cada vez maior, o tempo urge e fica a certeza incômoda de que Felipe hoje, numa eventual volta à ponta, será obrigado a lidar com o comentário “Fernando é mais rápido que você” e abrir caminho. Ele continua acreditando num quadro semelhante ao de 2008, quando começou mal, iniciou a recuperação no Barein e terminou o ano acariciando a taça, mas Alonso não é irregular como Raikkonen, e uma série de coincidências digna de última rodada de Copa Libertadores teria de ocorrer para deixar o brasileiro numa situação mais confortável. Torcida não falta, tomara que ainda seja tempo…