Uns voltam, outros fazem sua estreia…

Na esteira do post abaixo, sobre a volta da Mazda às competições de endurance e a agonia lenta da Lola, continuo falando de protótipos, mas de uma classe algo mais “modesta”, que vem fazendo sucesso nas pistas da Europa, com custos baixos, desempenho bastante interessante e a possibilidade de andar como preliminar das etapas do Mundial de Endurance e da European Le Mans Series, os CN2. Máquinas que ganharam chassis de carbono (há quem ainda use o bom e velho alumínio, as estruturas em honeycomb) e são empurradas por motores Honda 4 cilindros de 2.000cc, potentes e confiáveis. Há competições do gênero na Itália, Alemanha, França (Série VdeV), Inglaterra, Espanha/Portugal (Cisp, ou Ibérico de Esporte-protótipos), além da Speed Euro Series, que como o próprio nome indica engloba todo o Velho Continente. E entre as marcas há nomes conhecidos, como Wolf (os norte-americanos donos dos direitos sobre a denominação encomendaram ao time italiano Avelon a construção de seu GB08), Norma, Ligier, e outros menos, como os britânicos da Juno.

Eu já havia falado do projeto de outra fábrica italiana, a Tatuus, que depois de criar monopostos para inúmeras categorias (F-Renault, F-Abarth, F-Pilota China, F-Toyota neozelandesa), resolveu entrar no mercado promissor dos CN2, com seu PY012. Que percorreu os primeiros quilômetros de testes e mostra uma aerodinâmica bastante cuidada, para brigar de cara pelas vitórias. Agora chega a notícia do ressurgimento de outra fábrica que fez história nos anos 1970 em 1980. Criada em 1974 pelos pilotos australianos Tim Schenken e Howden Ganley (com as iniciais do nome de um e do sobrenome do outro), a Tiga havia fechado as portas em 1989, depois de várias vitórias no Grupo C2 do Mundial de Endurance e nas 24h de Le Mans. O empresário Mike Newton (parceiro do brasileiro Thomas Erdos por vários anos no time Ray Mallock) adquiriu os direitos comerciais e encontrou um carro promissor encostado, o Chiron. Mexe aqui, ajusta dali, e o Chiron virou Tiga. E ficou muito bonito.

Nada contra os Spyder ou Metal Moro brasileiros, muito pelo contrário (são projetos muito interessantes), mas que seria bacana termos algo semelhante por aqui, a exemplo da Divisão 4, da década de 1970. Os motores Honda já existem (os I-Vtec que equipam o Civic SI, com 192cv de base), competência para desenhar chassis de carbono e todos os periféricos também. Enquanto não acontece, curta as imagens do Tiga e do Tatuus…

 

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