Olha a agenda aí…

Fim de semana animado quando o assunto é o automobilismo na telinha (desta vez quem para é a turma das duas rodas), graças ao retorno do Mundial de F-1 depois de longo e nem tão tenebroso inverno (nosso, já que eles estão no verão) e, com ele, da GP2. Do outro lado do Atlântico tem a Indy nos saltos e ondulações de Baltimore, como comentei no post abaixo, com direito à transmissão ao vivo da American Le Mans no site da categoria (antes que alguém reclame, a etapa de Road America foi complicada de assistir e mesmo os norte-americanos reclamaram). Por estas bandas, destaque para o GT Brasil em Guaporé, serra gaúcha. E, na velocidade das voltas do mundo, já estamos em setembro. Para alguns campeonatos e categorias, já é hora de pensar em título…

Sábado (1º)

6h   Mundial de Fórmula 1: GP da Bélgica (treino livre)                Sportv

9h   Mundial de Fórmula 1: GP da Bélgica (treino oficial)             Globo

10h30 GP2 (etapa de Spa-Francorchamps)                                Sportv

17h30 American Le Mans (etapa de Baltimore)                           http://www.alms.com

Domingo (2)

5h30  GP2 (etapa de Spa-Francorchamps)                                Sportv

9h  GP da Bélgica                                                                       Globo

12h  GT Brasil (etapa de Guaporé)                                            Rede TV

17h30 Indycar: GP de Baltimore                                                 Band Sports

20h30  Nascar Sprint Cup (etapa de Atlanta)                              Fox Sports

2 a 0 para nós…

Esta é para ninguém, entre pilotos, organizadores e dirigentes da Indycar reclamar do que é feito nas ruas de São Paulo. Tudo bem que não é simpático “valorizar” os defeitos dos outros, mas por vezes é bom mostrar que a grama do vizinho nem sempre é tão verdinha quanto parece. Depois dos buracos inexplicáveis no asfalto do traçado do Belle Isle Park, em Detroit, o que fez com que a corrida deste ano fosse dividida em duas, deixando o público nas arquibancadas e diante da TV com cara de tacho, foi a vez das ruas de Baltimore comprometerem o espetáculo. Numa corrida organizada pela empresa de Michael Andretti – vale o mérito de levar categorias como a Indy e a American Le Mans a uma praça valorizada e até então deixada de lado pelo automobilismo – deu pena dos pilotos e suas costelas no primeiro dia de treinos. Além dos trilhos de bonde, a diferença de altura entre as placas de concreto e as irregularidades no asfalto urbano transformaram os treinos em prova de motocross – a cena do Dallara Honda de Simon Pagenaud bom meio metro longe do chão já correu o mundo. A solução de última hora foi criar uma chicane com uma barreira de pneus na reta principal – resolver não resolve, mas ameniza as pancadas. Fica a curiosidade sobre o estado de Bruno Junqueira depois de encerrar a maratona de duas categorias e quatro treinos num só dia. E viva o circuito do Anhembi, que eu percorri a pé em 2010 e estava um tapete em sua maior parte, com uma ondulação ou outra, nada mais…

Sexta maluca…

É o que acontece quando um piloto já tem um fim de semana repleto e recebe um irrecusável convite para voltar à Fórmula Indy, sem pressão. Felizmente tem quem tome conta de detalhes como macacão, luvas e sapatilhas – mesmo eles mudam de uma categoria para a outra. Para que o amigo leitor tenha uma ideia, assim será a sexta-feira de Bruno Junqueira em Baltimore, dividido entre o protótipo Oreca-Chevrolet da equipe RSR Racing, na oitava etapa da American Le Mans Series (ALMS) e o Dallara Honda da equipe Sarah Fisher na antepenúltima prova da temporada da Indy. O detalhe é que as ruas da cidade portuária estão entre os trechos mais ondulados do automobilismo internacional – imagine quicar este tempo todo (os horários são de Brasília):

10h30 às 11h    Indy: treino livre Grupo A (novatos e pilotos que não estão entre os 10 primeiros no campeonato)

11h às 11h30    Indy: treino livre (todos os pilotos)

11h50 às 12h50   ALMS: treino livre

15h05 às 16h45   Indy: treino livre

17h05 às 18h05   ALMS: treino livre

18h50 às 19h05   ALMS: qualificação

Somando tudo, são quase seis horas de pista – nos casos mais complicados serão 20 minutos para descer de um carro e estar pronto no outro. É bem verdade que muito desse tempo é gasto nos boxes; que o companheiro do mineiro no comando do protótipo, Tomy Drissi, também tem que andar, mas, ainda assim, é asfalto até não poder mais. Coisa para se fazer uma vez ou outra, e mesmo assim com o preparo aeróbico de atleta do campeão sul-americano de F-3 e intercontinental de F-3000, fruto de muitas horas de pedaladas em ritmo forte. Mas ainda estou para ver um piloto reclamar por ter andado muito. Essa raça talentosa quer é mais mesmo… Tomara que saia tudo conforme o figurino e haja sucesso nas duas empreitadas…

Para dar um gostinho…

Esta é para que o amigo leitor tenha uma ideia do que promete ser o fim de semana no reformulado e ampliado circuito do Mega Space, com a abertura do Circuito Street Racing, evento que terá como principal atração o Mineiro de Marcas e Pilotos. O fato de a categoria ser disputada com modelos próximos dos de rua e com a preocupação de conter os custos de participação ao máximo não impede (muito pelo contrário) que a iniciativa seja cercada de muito profissionalismo. Como você pode ver clicando na imagem – vai se abrir um teaser de 30 segundos mostrando o que vem pela frente. Muito bacana…

Mais um brazuca na Indy…

O blog antecipa com exclusividade: domingo, nas ruas de Baltimore, mais um brasileiro se junta a Rubens Barrichello, Tony Kanaan e Hélio Castroneves no grid para a antepenúltima etapa da Fórmula Indy. Como Josef Newgarden sofreu uma forte contusão na mão durante o GP de Sonoma, a ex-piloto e hoje dona de equipe Sarah Fisher chamou o “supersub” Bruno Junqueira, que nos últimos anos mostrou do que era capaz ao se classificar “aos 45 do segundo tempo” para as 500 Milhas de Indianápolis, mesmo sem ter participado dos treinos livres.

O detalhe é que Bruno nunca andou nos novos carros (o chassi Dallara FW12 com motor turbo, no caso, o Honda Indy), mas isso não o desanima, muito pelo contrário. Como ele próprio lembra, já se vão 12 anos desde a estreia na categoria, e muita areia passou sob a ponte. O mais divertido da história é que ele não abrirá mão de participar da prova da American Le Mans Series (ALMS), sábado, no mesmo traçado de rua, com o protótipo Oreca-Chevrolet da RSR Racing. “Vou sair de um carro e sentar no outro imediatamente umas quatro vezes, mas vai ser interessante”, garante. O fim de semana ainda terá Rafa Matos novamente acelerando na ALMS, no comando do protótipo da Performance Tech, o mesmo que conduziu nas 12h de Sebring…

Rumo ao topo, na íntegra…

Tudo bem, vai ter quem me ache obcecado pela subida de montanha de Pikes Peak, mas é que a oportunidade era boa demais para desperdiçar. A equipe do francês Romain Dumas, que na minha humilde e modesta opinião é um dos pilotos mais completos da atualidade – o cara venceu as 24h de Le Mans, Nurburgring e Spa-Francorchamps, fez bonito no extinto Europeu de F-3000, corre ralis em seu país brigando pela vitória geral e acelera qualquer coisa que colocarem pela frente – divulgou a íntegra do vídeo da subida que valeu a segunda posição geral, a primeira na categoria Open Wheel, com um Porsche 911 GT3RS megapreparado, não apenas em termos de motor. Enquanto gente bastante acostumada às 156 curvas do traçado ficava pelo caminho, monsieur Dumas subiu de forma impecável. E os últimos metros do desafio foram mais do que complicados, com chuva e vento forte aos mais de 4.200m de altitude do famoso pico do Colorado. São pouco mais de 11 minutos que valem a pena ser vistos e admirados. Coisa de quem entende do assunto… Clique na foto e curta…

Acha que é fácil fazer automobilismo?

Essa é para quem acha que competir em qualquer categoria do automobilismo é simples: a equipe toma conta de todos os fatores, prepara uma série de check-lists, monta e desmonta os carros, revisa os componentes, faz as manutenções previstas, testa, treina, alinha e… acaba desclassificada por um problema teoricamente insignificante…

Foi o que aconteceu com uma das mais experientes formações das provas internacionais de endurance e GT, a francesa Larbre Competition, campeã mundial e francesa e vencedora, na categoria GT2, das 24h de Le Mans. O time comandado por Jack Lecomte fez tudo certinho nas 6 Horas de Silverstone, quarta etapa do Mundial de Endurance e recebeu a bandeirada na segunda posição da categoria GTE Am com seu Corvette.

Mas… na vistoria técnica obrigatória, os comissários descobriram que um dos extintores de incêndio estava com a data de validade vencida. Erro assumido numa nota oficial, não houve à equipe outra alternativa a não ser pôr o rabo entre as pernas e aceitar a desclassificação. Acontece nas melhores famílias. E nas melhores equipes também…

O noivado mais rápido do mundo…

Ser piloto de testes na Fórmula 1 atual significa levar uma boa quantia de dinheiro para equipe sem a garantia de andar – a não ser que você seja “a aposta” ou tenha levado ainda mais grana para o orçamento do time. Na fase atual do circo, em que os treinos durante a temporada são proibidos, salvo raras e honrosas exceções, o jeito é fazer exibições com  modelos de campeonatos anteriores, acompanhar o que se passa na pista com o fone no ouvido e dar tchauzinho para as câmeras quando flagrado nos boxes.

Pois o holandês Giedo van der Garde fez da necessidade virtude. Na condição de reserva da Caterham, além de representante do time na GP2, ele ganhou a chance de fazer graça num evento nas ruas de Roterdã (o City Racing Rotterdam, para ser exato). Na área VIP estava Denise, namorada de Giedo. O que fez ele ao parar o carro depois de muitos donuts (giros de 360 graus) e outras manobras do gênero? Tirou uma caixinha do bolso com duas alianças e… pediu a amada em casamento. Lógico que foi aceito, ainda mais diante de uma multidão. Taí um noivado diferente, que não é para qualquer um. E que faz lembrar o casamento do hoje octacampeão mundial de rali Sebastien Loeb. Depois do “eu vos declaro marido e mulher”, ele e Severine partiram para a lua de mel no Citroën Xsara WRC então usado pelo gênio de Haguenau…