Poucos com muito, muitos com nada

Argo, Alba, Gebhardt, Ralt, Reynard, G-Force, WR, Lister, Spice, Courage, Lucchini, Mooncraft, March, Kudzu, Konrad, ALD, Crawford, Epsilon Euskadi, Tampolli e Debora. O que representa essa penca de nomes? Trata-se de uma amostra dos construtores de carros de competição que desapareceram nos últimos anos, pelos motivos mais variados. Em comum, o fato de não terem conseguido resistir à força de quem se mantém mais forte do que nunca. Basta procurar nos grids das principais categorias de fórmula e endurance e, tirando os times de fábrica, restam cinco ou seis nomes, não mais do que isso. A Lola, último bastião de uma tradição britânica, está em vias de ser salva por um consórcio de empresas canadense (Multimatic) e norte-americana (a Haas Auto, de Carl Haas), já que a empresa-mãe teve a insolvência decretada pela justiça. E olha que a marca criada por Eric Broadley já havia quebrado e teve uma primeira tentativa de sobrevivência garantida pelo irlandês Martin Birrane, que não deu conta do recado.

Pegue a Indycar, Indy Lights, GP2, GP3, F-Renault World Series, a F-3, a F-ADAC Masters e, a partir de 2013, a Super Formula (ex F-Nippon). O que elas têm em comum? Os carros de todas as categorias são projetados, concebidos e fabricados pela Dallara. Nada contra a casa de Varano, muito pelo contrário, mas, como única em condições de investir, ela vai atropelando os pequenos. O mais curioso é que pode perder justamente o título italiano de F-3 para a Mygale, que há dois anos se atreveu a desenhar sua máquina, vendeu pouquíssimas e pode acabar beneficiando quem acreditou.

Situação semelhante ocorre entre os protótipos. A Oreca, de Hughes de Chaunac, fagocitou a Courage e passou a fabricar modelos para a LMP2 e a LMPC (a categoria com motores Chevrolet V8) que tem, em Bruno Junqueira, um de seus destaques. Quem apostou na Lola reza para que o problema envolvendo a fábrica de Huntingdon se resolva e voltem a ser fabricadas peças de reposição. E, salvo raras e honrosas exceções, como a sul-africana Bailey, não se vê no horizonte quem mantenha o espírito romântico e a capacidade de transformar sonho e desenhos de computador em algo concreto, com quatro rodas e motor. Caso não se saiba, a variedade e a concorrência são fundamentais também no automobilismo e será triste se a escolha se resumir a duas ou três marcas, como parece ser o panorama…

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