Dança das cadeiras…

Em se confirmando de uma tacada, ou num dia só o destino de três cockpits no Mundial de F-1, oficialmente restam 11 postos a preencher, alguns com maior, outros com menor incerteza. A ida de Nico Hulkenberg para a Sauber, embora comentada há semanas, não deixa de ser surpreendente, mesmo porque o alemão não dispõe, até onde se sabe, de patrocinadores milionários capazes de bancar uma das vagas mais cobiçadas no pelotão intermediário – para quem não se lembra, depois de fazer bonito, com direito a pole com a Williams em Interlagos na temporada de estreia (2010), ele se viu obrigado a se contentar com o papel de coadjuvante e reserva na Force India até ter sua chance na atual temporada.

A seu lado, tudo indica que a vaga irá para Esteban Gutiérrez, o mexicano que dispõe do mesmo suporte do grupo Telmex dispensado a Sergio Pérez. Só por uma combinação muito improvável poderíamos ter uma surpresa agradável, como a ida de Bruno Senna, apoiado pela Embratel, que é parte da corporação multinacional de Carlos Slim. Alguém que leve na bagagem apenas o talento é possibilidade nula – a ser assim e Kamui Kobayashi fica aonde está.

Na Williams, Pastor Maldonado fica, tanto mais pela falta de opções em outros times quanto pelo suporte dos petrodólares venezuelanos (ultimamente nem eles pareciam capazes de garantir o clima tranquilo entre piloto e equipe). A não ser que… a Lotus resolva dispensar Romain Grosjean e aposte em alguém com suporte econômico ainda mais considerável. O silêncio envolvendo o franco-suíço tem algo de suspeito, e, com Kimi Raikkonen como garantia de bons resultados, uma mudança no outro carro não traria efeito negativo. Sobre a disputa entre Valterri Bottas e Bruno Senna, já há quem aposte que o finlandês poderia ser emprestado a um time nanico para pegar experiência.

Hulkenberg deixa para trás o posto na Force India que a equipe garante não depender de dinheiro, apesar das agruras do patrão Vijay Mallya e sua Kingfisher Airlines. A lista dos candidatos é grande e conta com Jaime Alguersuari, Adrian Sutil, Jules Bianchi e mesmo Luiz Razia, que participou dos testes para novatos em Magny-Cours. Até Kobayashi, por este critério, não seria surpresa. Como citei no começo do post, Daniel Ricciardo e Jean-Eric Vergne foram reconduzidos na Toro Rosso – a política de Helmut Marko é dar pelo menos dois anos de chance para uma eventual puxada de tapete.

Resta então a turma do fim do grid. A Marussia teve parte de seu controle adquirida pelo pai de Max Chilton, que já sabe o brinquedo que terá em mãos ano que vem (salvo mudanças de última hora). A vaga de Timo Glock é que fica em aberto, já que Charles Pic estaria de olho na Caterham. Se tiver paciência de permanecer no comando de um carro que promete muito mas não cumpre as expectativas, Heikki Kovalainen segue, mas o martelo não está batido e tem mais gente de olho (Senna, Davide Valsecchi, Giedo van der Garde…). Por fim, a Hispania. Narain Karthikeyan dá sinais de que gostaria de retornar aos EUA (disputou algumas etapas da Nascar Truck Series com bons resultados), enquanto Pedro de la Rosa já acrescentou toda a experiência que podia diante das limitações do time. Os próximos capítulos da novela logo se resolvem, com certeza…

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