De tirar o chapéu… de caubói – Coluna Sexta Marcha

*** Aí vai a coluna Sexta Marcha publicada na edição impressa do Estado de Minas sobre o GP dos EUA; seu lado sensacional e o outro nem tanto. O último parágrafo tem uma novidade, sobre a qual eu falo com mais calma depois. E já antecipo que, a partir de quinta-feira, o blog falará direto de Interlagos, como no ano passado, com o detalhe que o clima este ano não será de fim de festa, mas de disputa acirrada por um tricampeonato, qualquer que seja o lado que leve a melhor…

De tirar o chapéu…

de caubói

Está certo, novos circuitos imponentes com curvas de trajetórias variadas e a marca de Herman Tilke não são certamente novidade no circo nos últimos anos, mas, paremos para pensar: é nos Estados Unidos, que seria para a F-1 o que São Paulo é para o samba na genialidade de Caetano Veloso. Assim como a paulicéia não é o túmulo do Carnaval, muito antes pelo contrário, a terra dos caubóis mostrou que pode marcar a reconciliação dos EUA com a mais tradicional categoria do automobilismo. Ontem, enquanto os 24 carros desfilavam pelo sensacional traçado de 5.516m – confesso que tentei encontrar a inspiração que outras pistas clássicas deram para algumas curvas e trechos e não encontrei, mas paciência – o oval de Homestead recebia nada menos que a final da Nascar. E o Circuito das Américas exibia arquibancadas lotadas (muitos mexicanos podem até ter ido, mas a maioria era de torcedores locais), vips até não poder mais e um estacionamento abarrotado de trailers e motorhomes, na melhor tradição ianque.

Tudo bem que o grande teste será o segundo ano, quando a pista terá bem mais borracha, as equipes informações de sobra e nem todos os que mataram a curiosidade ontem quererão voltar. Se a primeira impressão é a que fica, vida longa à F-1 em Austin, tanto mais que o complexo, sem gigantismos desnecessários, é o mais moderno do lado de lá do Equador. E pensar que desde o anúncio do projeto, houve disputas entre Tavo Hellmund, organizador do GP e o grupo de investidores que bancou a obra e parecia que aqueles milhares de acres de terra nunca deixariam de ser o que eram.

Felizmente não foi o que houve. Só não imaginava que a Ferrari fosse tão longe e jogasse tão baixo na tentativa de se manter viva e, ao menos, adiar a decisão para Interlagos – a esta altura, se Nossa Senhora dos Alternadores ajudar (para quem não sabe, as panes no componente são a dor de cabeça da Red Bull), dificilmente o quadro se altera em Interlagos. Apenas romperam o lacre da caixa de câmbio de Felipe Massa, derrubaram o brasileiro para 11º e catapultaram Fernando Alonso para sétimo, apostando em largar pelo lado limpo. Foi os sinais vermelhos se apagarem, 56 voltas se passarem e qual não foi a “surpresa” ao ver quem saiu da sujeira receber a bandeirada na frente. E depois de Hamilton e Vettel, Alonso em terceiro, o que o mantém vivo, e Massa logo em seguida, sete posições à frente de onde partiu, dando mais um banho no companheiro em termos de desempenho.

Exigir ainda mais de quem já tem dois títulos mundiais no currículo, bateu todos os recordes de precocidade e segue dando mostras de maturidade é exagero, mas Vettel passará pelo último teste. Em 2010 era o azarão que não tinha nada a perder. Ano passado, deixou a concorrência comendo poeira. Desta vez, terá de mostrar que é bom em administrar a vantagem. Se o fizer, virará lenda, gigante. O título ficaria em ótimas mãos se for para Alonso, mas a manobra de ontem ajudou a balança a pender para o lado do time do touro vermelho. É esperar para ver…

Politicamente correta

Depois da cartinha aos pilotos cobrando bons modos no pódio, a FIA (e Bernie Ecclestone) resolveram jogar mais pesado e fizeram Hamilton e Vettel mudar o desenho dos capacetes na correria. Tudo bem que as iniciais H.A.M, que poderiam ser do piloto da McLaren, significam um tremendo palavrão na terra de sua majestade, mas tirar a inscrição Gives you Wings na pintura de saloon do capacete do alemão sob o pretexto de evitar a poluição visual no capacete é de lascar. Aliás, o telespectador deve ter notado a frase “Bernie says: think before you drive” (Bernie diz: pense antes de dirigir) ao lado de onde os carros pararam. Será o implacável humor inglês provocando Romain Grosjean?

Do computador para a pista

O leitor que acompanha a coluna e o blog deve saber das aventuras deste que escreve como piloto. Pois nos dias 8 e 9 de dezembro, terei a chance de disputar a última etapa do Mineiro de Marcas e Pilotos, no Mega Space, graças à confiança e ao apoio da Lalubema, jovem empresa desenvolvedora de aplicativos para software cujos sócios têm tradição de acreditar no automobilismo. Vale a torcida, e eu conto os detalhes.

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