Curvelo no mapa da velocidade – agora é oficial…

Quando tomei conhecimento da ideia de se construir um complexo da velocidade em Curvelo, a 170 quilômetros de Belo Horizonte, para quem não sabe, confesso que fiquei surpreso, porque tudo o que havia era um sonho e muita vontade de concretizá-lo – e foram o currículo e a experiência de quem estava por trás da iniciativa que me fizeram acreditar, imaginar que finalmente não seria como os tantos traçados, terrenos, possibilidades cogitadas desde que me entendo por gente no esporte. Já vi tantos esboços, mapas, pseudoprojetos e sempre me frustrei por não ver a coisa ir adiante. Por essas e outras é que sou fã de carteirinha do Mega Space. Era o que se podia fazer no terreno, é simples e funcional e atende às exigências de boa parte das categorias nacionais. Tudo muito bom…

Mas, a perspectiva de um autódromo internacional, homologado FIA e FIM, valendo-se de tudo o que funcionou e deu certo em traçados modernos da Europa, é mais do que tentadora. E não é segredo para ninguém que Interlagos é um oásis em meio a diversos circuitos incapacitados de receber eventos de grande porte. Melhor ainda quando toda a programação prevê investimentos privados e apenas incentivos públicos. E que os prazos são condizentes e o caminho seguido tem tudo para vingar. Num evento prestigiado até mesmo pelo presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), Cleyton Pinteiro, a sensação geral nas conversas era de que, se não sair agora, nunca mais sairá.

Mas tudo está bem amarrado, e o sonho cresceu de tal forma que a bola de neve começou a rolar e vai se tornar uma avalanche. Eu acreditava desde o início, continuo acreditando e espero que ainda mais gente se junte a este esforço, curta, invista, dê sugestões, empreste prestígio e conhecimento. Como tive a possibilidade de comentar durante a cerimônia, espero que essa foto aí embaixo seja o emblema, a lembrança de um momento que proporcionou uma nova era para nossas pistas, especialmente quando Jacarepaguá morreu dinamitada, sobre os olhos risonhos dos políticos, que acreditam ser possível transformar um pântano em Deodoro num complexo à altura (e eu quero ver de onde vai surgir dinheiro com tantas obras para Copa do Mundo e Olimpíada). Todo sucesso ao projeto, a seus criadores e a quem acreditou, o blog continuará dando notícias e de olho na difícil empreitada. E doido para chegar o momento em que será possível despencar a reta de mais de 900m a toda, acelerar neste mundo de asfalto e concreto. Que venha o fim de 2014, quando o brinquedo estará preparado para receber qualquer categoria. E vamos todos nos lembrar deste 28 de novembro de 2012, quando a saudável loucura ganhou forma, contorno, nomes, e o rumo do sucesso…

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