O Carioca sobrevive em Minas

Para quem não leu na edição impressa do Estado de Minas, aí vai a matéria publicada domingo sobre a vinda do Carioca de Automobilismo para o circuito do Mega Space, em Santa Luzia, dando origem à Copa Minas-Rio, duas décadas depois do Torneio Rio-Minas, em Jacarepaguá. Tudo bem que o motivo da mudança não é nada agradável – o fim melancólico do Autódromo Internacional Nelson Piquet, que sucumbe à discutível decisão de ali construir parte do Parque Olímpico para 2016. Mas como Deodoro é apenas um sonho distante, tanto melhor se o tradicional automobilismo do Rio não morrer, ainda que de forma provisória…

Já que o Rio
não tem pista…

Na última década do século passado a falta de um circuito em Minas fez

com que os pilotos do estado optassem pelo Autódromo Internacional

Nelson Piquet, em Jacarepaguá, para competir, o que deu origem ao Troféu

Rio-Minas de Marcas e Pilotos. Em ação estavam feras como Toninho da

Matta, Roberto Mourão, José Junqueira, Huéber Cimini Jr., o Juninho,

Eduardo Cunha, Ivan Mendes e Miguel Mallaco, medindo forças com adver-

sários como Andreas Mattheis, Jorge Schuback e Frank Guerra , a bordo de

Chevettes, Voyages e Passats.

O que era difícil imaginar é que, tanto tempo depois, a situação se invert-

eria e fossem os cariocas a encontrar refúgio em terras mineiras. Com a

destruição do que foi o palco de provas memoráveis da F-1 e da Moto GP e a

incerteza envolvendo um novo traçado previsto para Deodoro, em área

cedida pelo Exército – a pista não deve sair do papel antes de 2015 –, o reno-

vado circuito do Mega Space, em Santa Luzia se transformará no palco do

Torneio Rio-Minas. Nos dias 23 e 24, pilotos dos dois estados e também do

Espírito Santo prometem um espetáculo à altura da primeira versão da dis-

puta. Especialmente porque o trecho em montanha constitui um desafio

único no país.

“Das alternativas que tínhamos, esta é certamente a melhor. Fico muito

feliz com a possibilidade de manter o automobilismo carioca em ação em

Minas, onde sempre fomos muito bem acolhidos e nos sentimos em casa. E

vamos retomar os pegas da década de 1990”, explica o presidente da

Federação de Automobilismo do Estado do Rio (Faerj), Djalma de Faria

Neves. Ele terá um encontro esta semana com o prefeito do Rio, Eduardo

Paes (PMDB), para fechar o apoio prometido pelo poder público para trans-

porte dos carros e a logística de pilotos e equipes. “Seria leviano falar em

número de pilotos antes de acertarmos os detalhes, mas lugar de carro de

corrida é na pista, e há vários profissionais que dependem da competição

para sobreviver”, lembra.

Regulamento

A ideia é adotar regulamentos técnico e desportivo semelhantes, com a

mesma divisão por categorias – Super, para os graduados e mais experi-

entes; Light, para novatos e Master (acima dos 50 anos). O calendário prevê

seis etapas em sistema de rodada dupla – depois do evento de abertura, 27 e

28 de abril; 22 e 23 de junho; 27 e 28 de julho; 7 e 8 de setembro e 26 e 27 de

outubro, sempre com treinos livres e oficiais aos sábados e provas aos

domingos. Com o limite de 30 vagas no grid do Mega Space, não está descar-

tada a divisão da categorias em corridas separadas, a exemplo do que ocor-

ria nos tempos do saudoso Jacarepaguá.

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