Alívio nada imediato…

Num comunicado divulgado à imprensa, a Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) revelou que seis pilotos foram submetidos ao exame antidoping depois da primeira etapa do Brasileiro de Stock Car, em Interlagos. Nada mais adequado, considerando que a FIA é filiada ao Comitê Olímpico Internacional (COI) e, como a entidade máxima de qualquer esporte, ela e seus filiados têm de zelar pelo respeito às regras quanto ao uso de substâncias proibidas. Especialmente depois dos resultados positivos que provocaram as suspensões de Marcos Gomes e Alceu Feldmann (que se negou a fornecer a contraprova o que, mérito do caso à parte, é considerado juridicamente confissão de culpa).

Até aí vai a parte séria do post. Porque o que se segue beirou o folclore e teve muito de divertido (não para o principal interessado, é verdade). Mas foi só Rafa Matos descer do carro, tirar capacete e balaclava, receber os cumprimentos da equipe, da família e dos amigos e surgiu um japonesinho de colete da CBA e sua prancheta, com o aviso de que o piloto de Belo Horizonte era um dos seis. Lógico que o fundamental era ter a vontade de ir ao banheiro e colher a urina para análise, mas Rafa estava extenuado – o sistema de refrigeração do macacão quebrou e os 45 minutos de prova foram no melhor estilo sauna, com litros e litros de líquido transpirado.

O esforço o deixou à beira de um colapso, e logo apareceram biscoitos, bombons, qualquer coisa que o fizesse recuperar a glicose ou evitar a queda de pressão. E ele, completamente empapado, começou a tomar água de coco, isotônico, água, sempre com o “fiscal” por perto, enquanto batia papo com a mãe, a irmã, patrocinadores, o chefe de equipe Amadeu Rodrigues. E, por conta das regras, não podia trocar de roupa.

Eu tinha mais o que fazer e não pude ficar até o fim da conversa, mas voltei a tempo de saber que, quase uma hora depois, finalmente Rafa estava aliviado, em todos os sentidos. E o melhor foi o relato da irmã, Bárbara, que acabou envolvida na história. “Quando ele foi pegar o frasco, alguém tinha de assinar como testemunha do procedimento, e eu assinei. Porque é preciso se certificar que ninguém mais teve contato com o frasco, o material de identificação. Só não fui ao banheiro”, fez questão de deixar claro, antes que alguém achasse que chegaria a tanto, em meio às risadas. Para quem pensa que é só no futebol que o atleta é obrigado a tamanha espera, a prova em Interlagos mostrou o contrário. E que siga assim, pelo bem do esporte, mesmo porque finalmente o “sombra”, apelido que o fiscal da CBA logo ganhou, pôde dar fim à marcação cerrada tão logo o piloto fez sua parte…

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