Luz no fim do túnel…

Não é preciso ser especialista em automobilismo para constatar que a situação das categorias de fórmula no Brasil e o futuro dos jovens saídos do kart são cada vez mais preocupantes e incertos. Com erros e acertos a F-Futuro, idealizada por Felipe Massa, bem que tentou, tanto assim que dela saiu o único brasileiro a conquistar um título de expressão em 2012 – o carioca Nicolas Costa, no Europeu e Italiano de F-Abarth – mas acabou não vingando. E ficava o dilema de encarar direto os 240cv de um carro da F-3 ou fazer precocemente as malas para a Europa, onde o cenário também não é dos mais favoráveis.

Pois dois fatores trazem ao menos um pouco de alento e a sensação de que algo está sendo feito e estamos saindo da imobilidade. Quem acompanhava a velocidade nacional no começo do século (foi outro dia…) há de lembrar da tentativa de emplacar a F-Junior, com chassis tubulares projetados pelo argentino Edgardo Fernández e motores Chevrolet 1.4. Durou pouco, mas revelou, entre outros, uns “tais” Rafa Matos e Júlio Campos, apenas para citar os mais conhecidos.

Uma década depois da primeira tentativa, equipes e dirigentes gaúchos resolveram tirar a poeira das máquinas e propor novamente o conceito, limitando-se às pistas do estado, que são quatro (Tarumã, Guaporé, Velopark e Santa Cruz do Sul). Foram feitas seletivas, testes coletivos e rapidamente se fechou o limite de 16 inscritos, todos entre 15 e 21 anos. As oito etapas em rodada dupla saem por mais que razoáveis R$ 55 mil e o campeonato começa no próximo fim de semana, em Tarumã.

Pouco acima na cadeia automobilística, finalmente a F-3 Sul-Americana parece viver novo momento de crescimento e estabilidade. Havia carros e motores, mas parados, e muita gente resolveu acreditar. A primeira estimativa é de um grid entre 12 e 15 carros, nada sensacional, mas bem razoável. E aos times tradicionais (Cesário, Prop Car, Dragão, Hitech) juntam-se outros, como Chemin, RR Racing, Kemba, todos em condições de fazer bonito com os Dallara Berta. E não custa lembrar que, por conta da tradição da categoria, a F-3 se tornou a menina dos olhos da FIA e do presidente da comissão de monopostos, um certo Gerhard Berger. Lembremos apenas de Christian Fittipaldi, Cristiano da Matta, Ricardo Zonta, Bruno Junqueira, Hélio Castroneves, Nelsinho Piquet, Vítor Meira, João Paulo de Oliveira, Jaime Melo, Xandinho Negrão, Juliano Moro e Luiz Razia para ter a certeza de que o Sul-Americano tem seu valor.

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