Boas notícias para Nicolas…

No último dia 9 comentei aqui, neste post http://www.dzai.com.br/gini/manage/edipos?tv_pos_id=127192 a história do único piloto brasileiro que conseguiu um título internacional nos monopostos em 2012 (dois, na verdade, já que foi campeão europeu e italiano de F-Abarth) e, inexplicavelmente, seguia sem patrocínio ou perspectivas de dar prosseguimento à categoria – tivesse o mínimo de apoio e estaria na GP3, na F-Renault ou até mesmo na Auto GP, onde certamente não faria feio mesmo com o triplo da potência nas costas.

Pois Nicolas Costa anunciou que dia 9, na pista norte-americana de Mid-Ohio, participará dos treinos coletivos da F-Star Mazda pela elogiada equipe Pelfrey. Ele lembra que não há nada acertado ainda, que muito dependerá do que fizer na pista, mas não será necessário fazer mais do que o de sempre para abrir uma nova fronteira para a carreira. Nova, aliás, não, já que foi nos EUA que o carioca amadureceu e cresceu profissionalmente a ponto de voltar ao Brasil para ficar com o título da F-Futuro e se tornar piloto da Ferrari Drivers Academy (FDA) em 2011, perdendo de forma injustificada e injusta o cavalinho no macacão ano passado, já que, como escrevi, foi duplamente campeão. Que ele repita então a trajetória de alguém que ficou com o título da mesma Star Mazda em 2005, o mineiro Rafa Matos, que viria a vencer depois a extinta F-Atlantic e a Indy Lights para chegar à Indy e se tornar piloto de ponta. Os tempos na terra do Tio Sam não são tão propícios quanto naquela época, mas vale toda a torcida…

Mais cuidado com nossos circuitos…

So frisar que é lamentável a situação de Tarumã. Um circuito maravilhoso que faz parte da história do automobilismo merece melhores cuidados.

A frase acima foi postada no Twitter por Thiago Camilo, piloto com uma certa (muita) autoridade para falar do estado de nossas pistas. E se é verdade que quem vive o automobilismo corre em qualquer lugar, desde que haja segurança, chega um ponto em que este tipo de alerta merece ser analisado com cuidado. Não é só a estrutura de boxes que parou no tempo, lembra as fotos das pistas europeias… das décadas de 1970 e 1980. Quando se tem referências como Interlagos, o Velopark, o renovado Cascavel ou Curitiba – olha que nem estamos falando de circuitos faraônicos como os que se vê por aí – fica complicado oferecer uma pista interessante sem que a embalagem favoreça quem faz o espetáculo. E pior ainda foi saber que os capacetes de Rafa Matos, Wellington Justino e Diego Nunes foram roubados, já que não havia segurança própria nos boxes no momento. Sim, pode acontecer em qualquer lugar, mas não deveria ocorrer em lugar algum.

Sei que administrar essa massa de asfalto, concreto, grama e brita não é tarefa fácil e, em termos de eventos e utilização, só posso tirar o chapéu para o Automóvel Clube do Rio Grande do Sul, mas é necessário avançar no tempo. E o mesmo vale para Goiânia, Brasília (Jacarepaguá morreu antes que a situação ficasse insustentável, já que os boxes eram pré-históricos…). Não é porque não há um Bernie Ecclestone cobrando mudanças e reformas todo o ano que elas não se fazem necessárias. De nada adianta nossas categorias e pilotos ficarem cada vez mais profissionais; o espetáculo cada vez mais bonito, se as condições de trabalho nos autódromos se tornarem a cada dia mais precárias. É para se pensar…

Fórmula 1 pela paz na Terra Santa…

Exibições de carros da Fórmula 1, recentes ou menos recentes, nas ruas de várias cidades pelo mundo não são propriamente uma novidade – além de expandir o fascínio da categoria a locais que não recebem os GPs, são uma ótima forma de os patrocinadores conseguirem exposição extra. Mas o vai acontecer nos dias 13 e 14 de junho é totalmente diferente de tudo o que já se viu a respeito.

A Ferrari tem demonstrado grande preocupação social, tanto assim que leiloou um modelo 599 e reverteu o valor arrecadado às vítimas dos terremotos na Emilia Romagna. Desta vez, vai levar um carro da principal categoria do automobilismo mundial a uma cidade que deveria ser sinônimo de paz, mas se transformou no máximo de uma odiosa e condenável divisão: Jerusalém. Nos dias citados, Giancarlo Fisichella vai acelerar uma F10 pelas ruas da Terra Santa, como parte de um evento chamado “Peace and Road Show”, em que o automobilismo, depois de tantas outras modalidades, pedirá a paz entre judeus e palestinos. Além de proporcionar cenas sensacionais, com certeza será mais uma tentativa de atrair os olhos do mundo para uma realidade tão triste.

Se está na tela, está no blog…

Tem corrida na telinha, está no blog. Há um bom tempo que é assim, e continua sendo para que o amigo leitor programe a pipoca e o calendário. Para quem reza apenas o credo da F-1 e da Indy, pode não ser dos finais de semana mais emocionantes. Se você é como eu e gosta de tudo o que tem rodas e motor, a coisa muda de figura. Quem leu o post abaixo sabe que emoções não vão faltar. E eu mostro onde e quando.

Sexta (26)

20h30     Nascar Nationwide Series: etapa de Richmond                Fox Sports

Sábado (27)

16h  Stock Car: terceira etapa, em Tarumã – treino oficial               Sportv2

18h30  Renault World Series 3.5 – Motorland Aragón (VT)           Band Sports

20h30  Nascar Sprint Cup: etapa de Richmond                               Fox Sports

Domingo

11h  Stock Car: terceira etapa, em Tarumã                                      Sportv

17h  Renault World Series 3.5 – Motorland Aragón (VT)           Band Sports

Tem muita coisa no fim de semana…

Numa primeira analisada parece que o fim de semana é daqueles insossos em se tratando de eventos sobre duas e quatro rodas. Pois eu garanto, se é que ainda precisa, que até novembro ou dezembro, não tem como ser o caso. Corridas não vão faltar, para a alegria de quem curte a velocidade, ainda que a F-1 esteja fazendo a viagem de volta para a Europa e a Indy comece a desembarcar malas e bagagens no circuito do Anhembi…

Brasil

Brasileiro de Stock Car: terceira etapa (Tarumã)

Copa Minas-Rio de Marcas e Pilotos: primeira etapa (Mega Space)

Exterior

Renault 3.5 World Series: primeira etapa (Motorland Aragón-ESP)

Europeu de F-Renault: primeira etapa (Motorland Aragón-ESP)

Megane Eurocup: primeira etapa (Motorland Aragón-ESP)

Nascar Sprint Cup Series: nona etapa (Richmond)

Nascar Nationwide Series: sétima etapa (Richmond)

Mundial de Turismo (FIA WTCC): terceira etapa (Slovakia Ring-SLO)

GT Open: primeira etapa (Paul Ricard-FRA)

F-3 Open: primeira etapa (Paul Ricard-FRA)

Radical Masters Euroseries: segunda etapa (Paul Ricard-FRA)

Europeu de Rali: quarta etapa (Açores-POR)

Super GT Series: segunda etapa (Fuji)

Mundial de Superbikes: terceira etapa (Assen-HOL)

Mundial/Norte-americano de Supercross: 16ª etapa (Salt Lake City)

Copa Minas-Rio: agora vai…

Era para ser em 24 de março, acabou adiado para que pilotos e equipes tivessem mais tempo para preparar as baratas e também para que a Prefeitura do Rio concretizasse o prometido apoio aos cariocas que perderam o autódromo e ficaram sem ter onde correr. Até onde consta o dinheiro ainda não saiu, mas mesmo assim quatro carros do Carioca de Marcas estão no circuito do Mega Space, em Santa Luzia, para a primeira etapa da Copa Minas-Rio que, duas décadas depois, revive o Rio-Minas do hoje saudoso Jacarepaguá.

O mais importante é que está começando, com apoio da Marshall, que também fornece pneus ao Paulista, e pelo menos 22 carros estarão na pista amanhã e domingo, num traçado diferente de tudo o que há por aí, para definir de forma breve. E tudo indica que outros cariocas, além de capixabas e dos mineiros que ainda preparam seus esquemas (tem carro ainda recebendo ajustes nas oficinas) vão dar as caras nas cinco rodadas duplas restantes da temporada. Não é o ideal, não resolve o problema de uma das praças mais tradicionais do automobilismo e do motociclismo mundial, mas vai proporcionar belas disputas e começa com tudo. Isso é o mais importante… Que os sinais vermelhos se apaguem e o pelotão encare o subidão depois da reta dos boxes…

Langheck x Kurzheck

Calma, amigo leitor, não se trata de tipos de cerveja ou de salsichão diferentes – dá para ter uma ideia de que estamos falando em alemão (eu não, já que confesso que não entendo lhufas do idioma natal de Michael Schumacher e Sebastian Vettel). Mas os dois termos ficaram conhecidos no mundo da velocidade, especialmente em provas de endurance, e mais especialmente ainda nas 24h de Le Mans. Desde que as máquinas concebidas para a rua deram lugar aos protótipos, engenheiros e técnicos descobriram que uma carroceria mais longa poderia trazer imenso benefício aerodinâmico no retão de Hunaudiéres. Tanto assim que a Porsche fez história com os 917 e 917K (de kurzheck, que quer dizer traseira curta). E se havia uma Kurzheck, havia também uma Langheck, que é a traseira alongada. Como os italianos tinham a “Coda lunga” e a “Coda corta, ou tronca”.

       Audi Sport Team Joest/divulgação

Só que Hunaudiéres, de dois quilômetros, foi partida em três retas menores, cortadas por chicanes, e começou a ficar caro desenvolver uma versão apenas para Le Mans. Até que a Audi resolveu ousar, consciente de que a ameaça da Toyota é mais que concreta. A marca dos quatro anéis fez ressurgir a tradição dos Langheck e equipou seu R18 e-Tron Quattro com uma carenagem prolongada, para aproveitar cada milésimo de segundo possível. A máquina foi testada em Monza, numa versão sem a primeira chicane, com médias que bateram os 340km/h. A máquina vai andar nas 6h de Spa para os ajustes (inclusive com Lucas di Grassi) e na mais tradicional prova de longa duração do planeta, desta vez para vencer…

WRR: o rali do Brasil vai aparecer para o mundo…

Não é fácil atrair as atenções do mundo do automobilismo para uma modalidade em que apenas agora somos presença constante nos primeiros lugares, temos grids maiores e respira-se ares internacionais. Na década de 1980, quando precursores como Jorge Fleck, Paulo Lemos e Sady Bordin resolveram encarar o rali na Europa, brigar por títulos sul-americanos, o país das pistas era visto com desconfiança na terra, como um peixe fora d´água. Passou o tempo, o mercado se abriu, ganhamos em profissionalismo e hoje temos representantes nos principais campeonatos. O baiano Daniel Oliveira resolveu encarar o Europeu inteiro, no continente não fazemos feio e não faltam duplas capazes de fazer bonito no WRC caso tenham a merecida chance. O Rali de Erechim, que abrirá o Sul-Americano em maio, já bate nos 60 inscritos e o Brasil ganha força como candidato a receber os melhores do mundo em um futuro não muito distante. Quem acompanhou o Rallycross nos X Games de Foz do Iguaçu viu como a modalidade chegou com tudo…

Pois o que se faz por estas bandas não tinha o devido reconhecimento internacional. E este que vos escreve resolveu juntar a fome com a vontade de comer. Foi descobrir que a Associação Internacional de Pilotos de Rali (IRDA) procurava alguém para administrar a página do World Rally Ranking (WRR) no Facebook e eu me candidatei. Algumas mensagens trocadas e cá estou eu com a nova missão: aproveitar a chance proporcionada pela entidade, sediada na Itália, e abastecer o espaço com fotos, vídeos e notícias. Conto com a ajuda de todos, curtam o endereço https://www.facebook.com/pages/WRR-World-Rally-Ranking/ e ajudem a dar ainda mais vez e voz ao rali brasileiro…

A Honda também sobe. E dá o exemplo…

O primeiro sintoma de que as coisas não vão bem em momentos de crise para as grandes montadoras é o corte dos investimentos no automobilismo. Reúne-se um conselho de administração e, em nome dos números e de pretensas economias, corta-se sumariamente times oficiais – a Peugeot enterrou seu time de endurance ano passado quando tudo estava pronto para uma sessão de testes em Sebring, o que rendeu um gasto imenso para trazer todo o equipamento de volta à França.

Felizmente, passado o impacto inicial, as fábricas que têm a competição no DNA ou que compreendem a importância de investir nas pistas, repensam seus planos e começam a dar sinais positivos. Vejam o caso da Honda. Fechou o time de F-1, desistiu do turismo, fechou o bolso até… que voltou a acreditar no WTCC (de forma discreta, no melhor estilo japonês), já estuda um retorno ao circo e, nos EUA, segue acreditando em novos projetos. Equipa a Indy, na rivalidade com a Chevrolet, desenvolveu um simpático Fit de rali, semelhante ao que corre na Austrália e, agora, junta-se a pequenos e gigantes num desafio chamado Pikes Peak. Ela mesma, a subida de montanha lendária que é personagem carimbada neste espaço.

E de uma forma até surpreendente. Vai alinhar 10 carros diferentes em nove categorias e escolheu o versátil e rapidíssimo francês Simon Pagenaud para ser o líder do time. Como vale tudo na categoria Unlimited, que já terá sua majestade Sebastien Loeb (aliás, seu Peugeot terá um V6 3.200cc biturbo de 875cv para 875kg, quase coisa de F-1), Jean-Philippe Dayraut com um Mini mostrado aqui e certamente ainda haverá mais gente boa aparecendo por aí. Como o percurso de 156 curvas agora é integralmente asfaltado, não seria de se estranhar que um dos protótipos HPD (Honda Performance Department, o braço da marca nos EUA) ganhe alguns centímetros do solo, uma suspensão de maior curso e mesmo uma cara do projeto do novo NSX, que virá para reeditar o sucesso do carro tornado lendário por Ayrton Senna. Como for, nove carros de uma só vez são mais do que uma declaração de amor às competições. E isso o blog apoia, e como…

A Honda também sobe. E dá o exemplo…

O primeiro sintoma de que as coisas não vão bem em momentos de crise para as grandes montadoras é o corte dos investimentos no automobilismo. Reúne-se um conselho de administração e, em nome dos números e de pretensas economias, corta-se sumariamente times oficiais – a Peugeot enterrou seu time de endurance ano passado quando tudo estava pronto para uma sessão de testes em Sebring, o que rendeu um gasto imenso para trazer todo o equipamento de volta à França.

Felizmente, passado o impacto inicial, as fábricas que têm a competição no DNA ou que compreendem a importância de investir nas pistas, repensam seus planos e começam a dar sinais positivos. Vejam o caso da Honda. Fechou o time de F-1, desistiu do turismo, fechou o bolso até… que voltou a acreditar no WTCC (de forma discreta, no melhor estilo japonês), já estuda um retorno ao circo e, nos EUA, segue acreditando em novos projetos. Equipa a Indy, na rivalidade com a Chevrolet, desenvolveu um simpático Fit de rali, semelhante ao que corre na Austrália e, agora, junta-se a pequenos e gigantes num desafio chamado Pikes Peak. Ela mesma, a subida de montanha lendária que é personagem carimbada neste espaço.

E de uma forma até surpreendente. Vai alinhar 10 carros diferentes em nove categorias e escolheu o versátil e rapidíssimo francês Simon Pagenaud para ser o líder do time. Como vale tudo na categoria Unlimited, que já terá sua majestade Sebastien Loeb (aliás, seu Peugeot terá um V6 3.200cc biturbo de 875cv para 875kg, quase coisa de F-1), Jean-Philippe Dayraut com um Mini mostrado aqui e certamente ainda haverá mais gente boa aparecendo por aí. Como o percurso de 156 curvas agora é integralmente asfaltado, não seria de se estranhar que um dos protótipos HPD (Honda Performance Department, o braço da marca nos EUA) ganhe alguns centímetros do solo, uma suspensão de maior curso e mesmo uma cara do projeto do novo NSX, que virá para reeditar o sucesso do carro tornado lendário por Ayrton Senna. Como for, nove carros de uma só vez são mais do que uma declaração de amor às competições. E isso o blog apoia, e como…