O Brasil ganhou um esporte…

Ok, o saldo do fim de semana pode não ter sido dos mais pródigos nas pistas, exceções feitas ao segundo lugar de Felipe Nasr na sprint race da GP2, no Barein, superado que foi por Sam Bird por… apenas 80 milésimos de segundo, resultado que o mantém mais vivo que nunca na briga por um título que pode valer bem mais. E pelo terceiro lugar de Bruno Junqueira, em dupla com Duncan Ende, na etapa de Long Beach da American Le Mans Series, com o protótipo Oreca-Chevrolet da equipe RSR Racing (estamos falando da categoria LMPC).

Mas, vendo por outro lado, não é exagero dizer que o país ganhou mais um esporte para curtir, torcer e, se as coisas continuarem no mesmo rumo, crescer. A edição de Foz do Iguaçu dos X Games, que abriu o Global Rallycross Championship (GRC), a vertente, digamos, norte-americana do esporte, foi uma das principais atrações da festa dos radicais, e não sem motivos. Um evento que reúna sozinho dois ex-pilotos de F-1, um vencedor das 500 Milhas de Indianápolis, uma lenda como Ken Block (tem gente que torce o nariz, mas o cara é fera), o atual líder do Europeu, Tanner Foust e outros craques como Patrik Sandell e Toomas Heikkinen, além do indefinível e inexplicável Travis Pastrana. Tudo bem que a pista foi até conservadora diante do que se apronta nos EUA, a questão da poeira constante incomodou, mas teve salto e “joker lap”, um caminho mais curto que só pode ser usado uma vez por bateria. Aprenderam todos, especialmente Nelsinho Piquet e seu Mitsubishi Lancer; o “baixinho” Maurício Neves e seu XRC, assim como o companheiro de equipe Eduardo Marques.

Venceu o ex-Toro Rosso e ex-Nascar Scott Speed, com um Ford Fiesta especialíssimo, mas quem ganhou mesmo foi o Brasil, que acolheu a modalidade de braços abertos. Além de brilhar fora, talvez seja a hora de aproveitar que não é preciso muito para criar circuitos interessantes (pouco espaço e alguma estrutura) e criar um BRC, um campeonato nacional, para carros 4×4, 4×2 e o que mais puder competir. Cabe a nós imprensa, pilotos (modestamente eu me incluo nas duas categorias), equipes e dirigentes surfar na onda do sucesso da primeira edição e começar a sonhar alto. Nada daquele arremedo que Rubens Barrichello tentou fazer no Parque São Jorge em 2011, mas um regulamento alinhado com os que existem lá fora e a boa e velha competência verde e amarela para qualquer coisa com quatro rodas e motor. E que o rallycross, com dois ou um L, I ou Y, venha para ficar…

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