Valeu, XRC!!!! (ainda o Rallycross)

Eu estava lá, num dos salões do Restaurante Madalosso, em Curitiba, há pouco mais de um ano e, antes mesmo que a capa fosse levantada, já havia sido apresentado ao XRC, que surgiu como proposta de um novo carro de rali para a realidade brasileira. Também já conhecia muito do conceito do projeto e, no dia seguinte, em pouco mais de cinco quilômetros no banco do navegador em ritmo de teste, sem dó, pude rever todos os meus conceitos de pilotagem, resistência do equipamento e ergonomia, e é muito bacana ver um carro projetado para ser assim, não adaptado do jeito que dá. Maurício Neves e a turma da ProMacchina somaram laranja com jabuticaba com melancia (os órgãos mecânicos vieram das mais variadas fontes) e o suco ficou muito bom. Não é barato, mas basta comparar com o que se pede lá fora e fica numa realidade bastante razoável.

Pois o mais bacana dessa história foi ver os valentes XRCs medindo forças com máquinas que, essas sim, são verdadeiros protótipos, na etapa brasileira dos X Games (para quem chegou agora, estamos falando do ralicross). Basta dizer que os Fiesta são montados pela M-Sport, quase a divisão de competição da Ford, e preparados pelos suecos da Olsbergs, que não medem esforços, muito menos dinheiro, para aprimorar o produto. E que o Dart de Travis Pastrana foi desenvolvido pela Mopar, esse sim o braço “armado” da Chrysler. Ou que o Mitsubishi Lancer de Nelsinho Piquet partiu de uma base mais que conhecida dos preparadores – a receita está ai, para quem quiser (e puder).

          José Mário Dias/XRC Brasil/divulgação

E não é fácil se adaptar a rodas e pneus diferentes, fazer modificações exigidas pelo regulamento e não ter qualquer parâmetro. Seria praticamente impossível simular as condições encontradas numa pista tão curta e, ao mesmo tempo, tão cheia de truques, manhas, macetes. Por isso mesmo, ainda que Maurício e Eduardo Marques tenham ficado na repescagem, a festa foi mais que justificada e merecida. Tivessem tempo de ficar girando em Foz do Iguaçu mais uns dias e a dupla certamente aprenderia bem mais mas, se bem conheço o baixinho, ele com certeza acumulou uma tonelada de informações que vão ajustar e muito o rendimento e o desempenho do carro. Tomara que haja uma segunda chance de andar em meio aos melhores do mundo, como tomara que apareça alguém capaz de repetir a brincadeira aqui mesmo, para ver esses bólidos genuinamente verde e amarelos novamente em ação. O navegador Leo Telles já foi mais longe e sugere um campeonato nacional com uma classe para os 4×4 e outra para os 4×2 (e olha que, no Ralicross, nem banco da direita o carro tem…). Valeu, XRC!!!!

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