Carros de computador… que podem não sair dele…

Se você gosta de competições de endurance e acompanha o que se passa no meio, talvez já tenha visto a imagem do Perrinn LMP1, um estudo conduzido pelo projetista francês Nicolas Perrinn, radicado na Inglaterra para a categoria principal do Mundial de Endurance, que, aliás, agora só existe nele (a partir de 2014 eles não mais poderão correr no novo USCR). Ele é apenas o ponto de partida para o post, que mostra como as coisas mudaram no automobilismo.

Até a década de 1990, qualquer ideia ou protótipo ganhava contornos de realidade e logo estava nas pistas, ainda que não corresse, ou não vingasse. Eram tempos de construtores fortes, como March, Ralt, Reynard, Lola, Tiga, Spice, entre outros, que precisavam do sucesso de seus produtos para sobreviver. E acabaram metendo os pés pelas mãos ou pagando por problemas de gestão e não sobreviveram (a Lola vive por aparelhos, com os direitos concedidos à canadense Multimatic e a Tiga voltou apenas com o nome). Então, se o projeto era sério, rapidamente surgiam imagens da maquete, do chassi, e logo da máquina completa.

Os tempos mudaram, a crise chegou com força e isso se reflete na forma de projetar os carros da nova década. Perrinn deixou claro que o protótipo sensacional das imagens (ainda que nada traga de radical ou inovador) depende de uma encomenda, no mínimo, para se tornar realidade. E não sem razão: o custo estimado de venda é de 1 milhão de libras esterlinas, quase R$ 4 milhões, coisa que não é qualquer um que pode pagar. Mesmo os hoje grandes fabricantes, como Oreca, OAK/Morgan, Dallara, HPD/Honda/Wirth, estão cheios de estudos e esboços, mas por enquanto não os colocam em prática. O Lotus T128, um LMP2, foi uma rara exceção. Concebido pelo estúdio Adess, ligado à equipe Kodewa, de Colin Kolles, o carro ganhou vida e só então tornou-se motivo de interesse de times privados, mesmo porque já responde 100% às novas regras, que entram em vigor ano que vem. A tendência é vermos cada vez mais imagens como as que ilustram o post, e cada vez menos sua versão “real”.

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