Segura que a agenda tá caprichada…

Coisas da coincidência de calendários e da quantidade de campeonatos aqui e lá fora (longe de mim querer reclamar, nada disso), mas o fim de semana está daqueles especiais para quem curte a velocidade. A ponto de o Brasil, no mesmo tempo em que recebe pelo segundo ano consecutivo as 6h de São Paulo, etapa do Mundial de Endurance (trazida com muita competência e empenho por Emerson Fittipaldi) ver vários dos pilotos que poderiam estar em Interlagos acelerando em Cascavel, na oitava etapa da Stock Car. Aliás, se você puder ir ao Autódromo José Carlos Pace, não perca a chance. Protótipos e GTs proporcionam um espetáculo único, sem contar as inúmeras atrações para ocupar boas seis horas de corrida. Eu vi ano passado e valeu muito…

Para não encher linguiça, é só lembrar que teremos Indy, ALMS, Nascar, Auto GP, Superstars, GT Sprint, Mundial de Motociclismo, Porsche GT Cup Brasil… Como virou costume, abaixo está o que acontece e o que pinta nas telas…

Internacional

Mundial de Endurance (FIA WEC): 4ª etapa – 6h de Interlagos

Mundial de Motociclismo: 12ª etapa – GP da Inglaterra (Silverstone)

Fórmula Indy: 14ª etapa – GP de Baltimore

American Le Mans Series: 8ª etapa – Baltimore

Nascar Sprint Cup: 25ª etapa – Atlanta

Nascar Nationwide Series: 24ª etapa – Atlanta

Nascar Camping World Truck Series: 14ª etapa – Mosport (CAN)

Superstars International Series: 6ª etapa – Donington Park (ING)

GT Sprint Series: 6ª etapa – Donington Park (ING)

Auto GP: 7ª etapa – Donington Park (ING)

Nacional

Stock Car: 8ª etapa – Cascavel

Brasileiro de Turismo: 4ª etapa – Cascavel

Porsche GT Challenge: Interlagos

Na telinha
Sábado (31)

8h30     Mundial de Motociclismo: GP da Inglaterra (treinos oficiais)  Sportv2

16h45   ALMS: etapa de Baltimore                   live streaming em www.alms.com

20h30   Nascar Nationwide Series (Atlanta)                                      Fox Sports

Domingo  (1º)

7h15     Mundial de Motociclismo: GP da Inglaterra                          Sportv

11h       Stock Car: etapa de Cascavel                                              Globo

11h30   Stock Car: etapa de Cascavel                                              Sportv

12h       Mundial de Endurance: 6h de Interlagos    live streaming em www.fiawec.com

15h30   Fórmula Indy: GP de Baltimore                                            Band Sports

Para descer de bicicleta, carro de corrida…

Calma, o blog não mudou de assunto, muito pelo contrário. Aliás, uniu duas grandes paixões deste que vos escreve. A história começa assim: o francês Thibaut Pinot, da equipe Française des Jeux (ou simplesmente FDJ) é um dos mais promissores nomes do pelotão profissional, venceu etapas no Tour de France e seria uma grande esperança de seu país para voltar a vencer as provas prestigiosas do ciclismo internacional. Seria, porque há um problema: ele é confessadamente nervoso nas descidas, aquelas encaradas a mais de 80, 90 km/h com montanhas de um lado e penhascos do outro. Com isso, ele pode até fazer bonito em percursos que terminem no alto, mas nem tanto nas provas de vários dias, quando necessariamente se desce.

Algo teria de ser feito para que Pinot não fosse obrigado a abrir mão de uma carreira promissora. O capitão do time, Marc Madiot, que foi ciclista dos bons, logo descartou o esqui na neve, por considerar que ele seria igualmente perigoso e não daria ao atleta a confiança necessária. A escolha recaiu, então, num carro de corrida. Assim que o calendário permitir, Pinot se sentará em alguma máquina, ainda não escolhida, para sentir a emoção de ganhar velocidade protegido. Claro que a expectativa é fazer com que ele, mesmo com a “simples” roupa de lycra, o capacete menor e ancorado em pneus com dois centímetros de largura ele solte os freios e faça as pazes com as decidas…

Fórmula Futuro é a Fórmula 4

Pois é, a FIA resolveu interceder para tornar mais fácil o acesso dos garotos saídos do kart às categorias de Fórmula e padronizou o regulamento da nova F-4, que não necessariamente precisará ser igual em todas as partes do mundo (chassis, motores, sistema de disputa), mas terá de responder a uma série de regras comuns, pensando especialmente na contenção de custos e na competitividade. Na Europa, Dallara, MSV e Mygale já se mobilizaram para lançar suas interpretações do tema.

Na América do Sul a coisa parecia menos avançada, mas a revista argentina Corsa mostra que tem gente se movendo, e partindo de uma base sólida e bastante conhecida. O empresário uruguaio Gerardo Salaverría teria, segundo a publicação, comprado os 20 chassis da defunta F-Futuro lançada por Felipe Massa e que não resistiu a mais do que duas temporadas com grids magros, embora com bons pilotos, como Nicolas Costa, o piloto da foto e Guilherme Silva, os dois campeões. As máquinas foram fabricadas pela francesa Signature, e são as mesmas que animam o campeonato da Auto Sport Academy francesa (a antiga Filiére Elf). A ideia inicial é lançar um Sul-Americano, na esteira do que ocorre com a F-3, e envolver brasileiros, uruguaios e argentinos, quem sabe até outros representantes do continente – a idade mínima será de 15 anos, tal como no Velho Mundo.

Até que o projeto se torne realidade, é necessária a aprovação da Codasur, a montagem de um calendário e a prospecção de parceiros e patrocinadores para tornar a categoria atrativa. Como os carros estavam parados (havia uma conversa de que teriam sido vendidos para a Venezuela) e a proposta é a gestão centralizada do equipamento, os custos não devem e nem podem ser absurdos, e poderemos finalmente ter um campeonato que, ao menos na essência e na proposta, se aproximará das saudosas F-Vê, F-Ford e similares…

Conselho importante

Caros leitores, por acaso renovaram o seguro do seu carro?Um tempo atrás, estava procurando na rede qual a forma mais prática de cotar seguro automovel online.Todo brasileiro sempre esquece do seguro de carros, mas encontrei um site que faz isso com ótimos preços.Espero que vocês, assim como eu, se lembrem que é importante renovar o seguro de carro, SEGURO AUTO e confira a dica do Sexta Marcha : Minuto Seguros

Uma pista que faz valer qualquer GP (Coluna Sexta Marcha)

*** Então é isso: Sebastian Vettel caminha a passos largos (ou será aceleradas decididas) rumo ao tetracampeonato, mas nem o domínio incontestável no fim de semana em Spa – não fosse a chuva e certamente o alemão sairia da pole – foi capaz de estragar a magia de um evento único, com atrativos muito maiores que os de várias outras “pseudopistas” do circo. Saiu exatamente assim no Estado de Minas, e você agora lê por estas bandas…

Uma pista que faz valer qualquer GP Não dá para conceber o Mundial de Fórmula 1 sem seu palco mais sensacional. Que Monza e Silverstone são dois templos que resistem ao tempo e conseguem conservar o charme apesar de tantas mudanças ao longo dos anos é fato, mas a extensão de terra do que um dia foi apenas a ligação viária entre Spa e Francorchamps tem um algo a mais, que nem mesmo a mania de asseptizar e a capacidade de tirar o que há de mais característico em cada circuito conseguiram prejudicar. Ok, a Eau Rouge já foi curva que separava os homens dos meninos e hoje, ao menos em termos de pilotagem, se transformou em “mais uma”, mas é nas cercanias de Liége que a F-1 faz as pazes com o passado, sai do lugar comum, oferece tantos fatores quantos sejam possíveis para definir um GP.

Longe vão os tempos brilhantemente trazidos de volta pela patrocinadora da corrida de ontem, num vídeo de meia hora que mostra o que era acelerar por aquelas bandas no remoto 1955 (que, aliás, está no blog, para quem quiser curtir). Quando a extensão do circuito era dobrada, e os riscos multiplicados à enésima potência. Tempos em que uma rodada poderia levar uma máquina descontrolada ao jardim de uma das casas do entorno, quando não a um poste, uma mureta, ou coisa pior. E em que brilhar exigia mais do que muitas pitadas de coragem insana e amplo controle do equipamento, mas também uma capacidade de memorização insana para não se confundir em meio a tantas curvas cegas; subidas e descidas, freadas e mergulhos em total apneia rumo a um carrossel de velocidade e desafio.

Por estas e outras que não dá para sair em defesa de Cingapura, Abu Dhabi, Barein ou Sepang, é simplesmente covardia. E nem mesmo uma corrida com desfecho escrito desde a sexta-feira, que o treino oficial quis brincar de desmentir, é capaz de estragar o espetáculo. Porque a F-1 na Bélgica são arquibancadas novamente lotadas; é a visão aérea do sobe e desce único na temporada; a velocidade absurda com que se percorre algumas sequências de curvas. São 7.004m que aguçam o instinto de quem realmente sabe, convidam a tentar, a ser agressivo, não a se contentar com alguns pontos a mais. Mesmo que não acabe bem, o que muitas vezes é o caso.

Não deixa de ser irônico que o carro com a menor velocidade de reta entre as máquinas de ponta leve a melhor também em Spa. E mais uma vez o fato de ser sob o comando de um tal piloto de Heppenheim, a cada dia com mais dificuldades para encontrar estantes que caibam tantos troféus, o que mostra, no mínimo, que Sebastian Vettel merece o RB9, e vice-versa. Que o talento, sozinho, não basta para vencer corridas e campeonatos, salvo raras exceções, não é algo novo, o que Fernando Alonso deveria saber há tempos. Pena que ele faça questão de não lembrar que boa parte do sucesso em seus dois títulos se deveu á eficiência dos pneus Michelin, em época de guerra de trincheiras com a Bridgestone. Que diferença ver o prazer com que Lewis Hamilton e Kimi Räikkönen encaram cada metro de pista, cada resultado acima da expectativa – e não será a cara amarrada do asturiano que lhe dará a chance de reverter o cenário. Teorias da conspiração à parte, se num regulamento tão estável e restritivo alguém consegue fazer a diferença com inspiração e transpiração, merece mesmo deixar a concorrência falando sozinha. E que venha Monza, onde a história e a atmosfera também são capazes de tornar um GP comum numa prova, digamos, diferente.

Altos e baixos Na era dos simuladores que quase fariam de um campeão de videogames um bom piloto (olha que a Nissan lançou uma academia em conjunto com a Sony – Playstation – e os resultados têm sido surpreendentes em competições de GT), Spa serviu ainda para lembrar que o buraco, as vezes, é bem mais embaixo. Chega a ser impiedosa a comparação entre os dois mexicanos do circo – Sergio Perez e Esteban Gutierrez – e seus respectivos companheiros. E pensar que houve gente que se apressou ao considerá-los as novas joias do circo, assim como o finlandês Valterri Bottas, outro que continua devendo. Os mesmos que saíram em campanha desenfreada contra Bruno Senna, como se o trabalho honesto do brasileiro com uma Williams pífia não fosse digno de nota. Coisas do “Piranha’s Club”, como sempre bem definiu Eddie Jordan: um mundo em que todos estão com os dentes afiados à espera da próxima presa, sem perdão…

Para quem ficou curioso, eis o Dimep GT R1

Houve quem dissesse, assim que surgiram fotos da máquina estacionada nos boxes de Interlagos, que o Brasil poderia ter não apenas pilotos, mas também um carro inscrito nas 6h de São Paulo, que trazem ao Brasil novamente no fim de semana a elite da endurance mundial para a segunda edição da prova. Não é bem o caso, já que o chassi é fabricado em tubos de aço com reforço em honeycomb de alumínio o que, embora respeite o Anexo J da FIA, não basta para disputar o WEC. Mas o protótipo usado por Emerson Fittipaldi para dar carona a Roberto Carlos (e depois ser passageiro do cantor pelos 4.309m da pista paulista) é um belo concentrado de tecnologia e, principalmente, criatividade 100% verde e amarela, na linha do que vem sendo feito por projetistas como o gaúcho Luiz Fernando Cruz, que mostrou sua competência em terras inglesas.

O Dimep GT R1 foi concebido para a disputa do Brascar, campeonato de protótipos que não chegou a sair do papel. O desenvolvimento prosseguiu e, com um confiável e potente V8 Chevrolet (600cv) atrás do cockpit, o carro tem sido presença constante em provas de Endurance, tanto assim que reforçará o grid dos 500 km de Interlagos, dia 7. Seu criador é o engenheiro Jaime Gulinelli, que se valeu da consultoria de ninguém menos que Ricardo Divila, o histórico projetista que, ajudado pelos então jovens e iniciantes Adrian Newey e Harvey Postlethwaite, foi o principal artífice dos Copersucar.

Nem é necessário dizer que o resultado ficou visualmente sensacional, com cara e jeito de carro de corrida, como deve ser. Pena que o protótipo por enquanto é filho único, mas fica a torcida por novas versões, se possível evoluídas, para um cenário que merecia muitas máquinas do gênero, para brigar com os MRX, Spyders, os GTs estrangeiros e todo o tipo de carro que cabe em nossa endurance. Enquanto isso, quem for a Interlagos para as 6h terá a oportunidade de vê-lo em ação em voltas promocionais. Mais um exemplo de que, apesar de todas as dificuldades e limitações, sabemos fazer bem feito sem precisar importar modelos ou copiar ideias…

Agenda, desta vez sem erros…

O leitor deve lembrar que, na agenda da semana passada, o Brasileiro de Marcas e o Sul-Americano de F-3 acabaram entrando fora de hora, e motivaram apenas um post com pedido de desculpas. Desta vez eles estão na lista de eventos, assim como o reinício da temporada da F-1, em Spa-Francorchamps, a Indy em Sonoma, o Mundial de Moto GP, GP2 e GP3, Nascar… Lembrando que semana que vem tem a segunda edição das 6h de São Paulo, válida pelo Mundial de Endurance…

Internacional

Mundial de F-1: GP da Bélgica (11ª etapa) – Spa-Francorchamps

Mundial de Moto GP: 11ª etapa: GP da República Tcheca (Brno)

Mundial de Rali: nona etapa – Rali da Alemanha

Fórmula Indy: 13ª etapa – GP de Sonoma

GP2: oitava etapa – Spa-Francorchamps (BEL)

GP3: sexta etapa – Spa-Francorchamps (BEL)

Nascar Sprint Cup: 24ª etapa (Bristol)

Nascar Nationwide Series: 23ª etapa (Bristol)

Nascar Camping World Truck Series: 13ª etapa (Bristol) *** vitória de Kyle Busch

Sul-Americano de F-3: quinta etapa – Curitiba

Porsche Supercup: sexta etapa – Spa-Francorchamps

Nacional

Brasileiro de Marcas: quarta etapa – Curitiba

Moto 1000 GP: quarta etapa – Cascavel

Copa Minas-Rio de Marcas e Pilotos: quarta etapa (Mega Space)

Sul-Brasileiro de Kart: segunda etapa (Florianópolis)

Na telinha

Sábado (24)

6h   Mundial de F-1: GP da Bélgica – treino livre                                 Sportv

7h30 Mundial de Moto GP: GP da República Tcheca (treino oficial)    Sportv

9h   Mundial de F-1: GP da Bélgica – treino oficial                              Globo

20h30  Nascar Sprint Cup: etapa de Bristol                                        Fox Sports

Domingo (25)

4h20  GP3: etapa da Bélgica                                                               Sportv

5h25  GP2: etapa da Bélgica                                                               Sportv

6h    Mundial de Moto GP: GP da Rep. Tcheca                                   Sportv 2

6h40 Porsche Supercup: etapa da Bélgica                                           Sportv

9h   Mundial de F-1: GP da Bélgica                                                    Globo

12h35  Brasileiro de Marcas: etapa de Curitiba                                   Band

17h50 Fórmula Indy: GP de Sonoma                                                  Band

 

Tá achando que é difícil? Então assista este vídeo…

Antes da agenda, que tem o GP da Bélgica como grande atração, num fim de semana em que há corridas aos montes, uma curiosidade que vale a pena acompanhar. Patrocinadora da 11ª etapa do Mundial de Fórmula 1 (e da Ferrari), a Shell aproveitou a ocasião para apresentar um vídeo sobre o GP de 1955, nos então 14,1 quilômetros de uma pista muito mais perigosa e desafiadora do que a configuração atual. Duvida? Então veja os cachorros atravessando o asfalto, os postes, morros e portões de casas à beira da “pista”; a velocidade assustadora com que os carros passam diante das condições de segurança totalmente precárias. Ainda que o inglês não seja a sua praia, mais um caso em que as imagens falam por si mesmas. O detalhe é que a quarta posição da corrida, vencida por Juan Manuel Fangio, então na Mercedes, foi conquistada por Paul Frère, piloto da casa que viria a se tornar um dos mais respeitados jornalistas do automobilismo internacional, a bordo de uma Ferrari. Hoje o finado piloto dá nome a uma das curvas do sensacional complexo próximo a Liège. Viaje no tempo nesta meia hora sensacional. Eu recomendo…

Com vocês o… bem quase…

Quem acompanha o blog há mais tempo sabe que uma das diversões preferidas é encontrar carros de corrida diferentes pelo mundo (do passado e do presente) e falar um pouco mais deles. Alguns são exclusivos, outros curiosos, há aqueles que não saíram do estágio de projeto e algumas adaptações a regulamentos e exigências de mercado que criam máquinas curiosas, como é o próprio Sonic da Stock Car brasileira, que em nada lembra (nas dimensões, formas) o modelo de produção.

É assim também com o carro da foto. Nos últimos anos o Campeonato Escandinavo de Turismo (STCC) deixou de ser um certame para máquinas no regulamento S2000 FIA e passou a adotar formato semelhante ao da Stock e do DTM, só para resumir. Temos chassis tubulares com motores V6 de 400cv e apenas a carroceria faz referência ao produto à disposição nas concessionárias. Ou você acha que o belo exemplar abaixo tem algum parentesco próximo com um Dacia Logan? Quem não tem cão na linha de montagem, caça mesmo com gato. E sem problemas que o Logan é menor, diferente… Vale o esforço…

Automobilismo japonês: quem é o exótico? (parte II)

           Crédito: Super GT Series/divulgação

Prestou atenção nas fotos? Esta é mais uma característica do automobilismo japonês, especialmente depois dos tempos de crise que tiraram uma legião de fãs dos autódromos – não por acaso, um período que coincidiu com a perda de Ayrton Senna, verdadeiro mito na terra do Sol Nascente. Séries como o campeonato do Grupo C (protótipos) desapareceram, outras viram os grids encolher; a atração de jovens europeus e brasileiros de talento com salários tentadores (foi assim com Tom Kristensen, Ralf Schumacher, Michael Krumm, Pedro de la Rosa, Benoit Trèluyer, entre vários outros) diminuiu junto, mas continua sendo um panorama único, por conta da importância da competição para as montadoras locais. Não sem motivo, hoje o Japão é o único país com um campeonato nacional de monopostos com 550cv – e os novos carros da Super Formula (ex-Fórmula Nippon), desenhados pela Dallara, são de cair o queixo.

Pois voltando às fotos acima, trata-se de mais uma atração das provas do Super GT. Imagine você a chance de acompanhar a passagem dos carros a uma certa velocidade, de dentro da pista, percorrer o traçado e ter uma ideia razoável do que é acelerar máquinas assim… Os organizadores japoneses pensaram, e oferecem a atração ao público durante as voltas de alinhamento dos carros. Prato cheio para milhões de fotografias (que os nipônicos são especialistas) e vídeos. E mais uma prova de que é bom oferecer mais do que “apenas” as corridas para atrair fãs. Pode ser com voltas de ônibus, com sessões de autógrafos, apresentações nos grandes centros. Pode soar exótico, mas é, na verdade, bastante inteligente…