Rush, eu vi e…

Antes de comentar as mazelas da F-1 atual e dar meu pitaco na saída confirmada de Felipe Massa da Ferrari, melhor falar de outra história envolvendo um ferrarista. O bom de trabalhar com o que se gosta é ter a chance de viver experiências como a de hoje – recebi a missão de assistir a pré-estreia de Rush e escrivinhar uma resenha para o caderno Divirta-se, do Estado de Minas, que será publicada sexta-feira, dia em que a película começa a ser exibida no circuitão. Não é o caso de esperar até lá para dividir com o amigo leitor minhas impressões, mesmo porque são públicos diferentes – aqui estamos falando dos petrolheads, aqueles que devem estar mais ansiosos do que o restante para ver no que deu o trabalho de Ron Howard.

Sem exagero, não espere um minuto sequer pra comprar seu ingresso e se deliciar com 123 minutos de cinema de qualidade. Já dava nos nervos a falta de um filme sobre automobilismo que se aproximasse de clássicos como Grand Prix e Le Mans – nos últimos tempos o que se fez de melhor foram as animações Carros (e Carros 2) e Turbo, que brincavam com a fantasia e a paixão pela velocidade.

Por mais que você já saiba o que deu a temporada de 1976, que tenha ouvido falar, lido da extrema unção dada a Niki Lauda, conheça a fama de playboy inconsequente de James Hunt, não perca, por nada nesse mundo. Howard se meteu numa encrenca dos diabos ao tentar recriar o cenário de 37 anos atrás, e conseguiu. Tem um pouco de documentário, muito de reconstituição, um ou outro deslize (que só quem gosta muito e acompanha de perto vai identificar) e atuações primorosas de Daniel Brühl e Chris Hemsworth.

Não espere todas as provas, manobras reproduzidas à perfeição, mas prepare-se para um resumo completo do que foi aquele ano, um retrato excitante e adrenalínico, um mergulho em personagens opostas como Lauda e Hunt. E nada de cenas chutadas, de forcação de barra – nos créditos é possível ver quantos times que fazem as máquinas daquele tempo andar e pilotos habituados a comandá-las participaram da empreitada. E é muito bacana reconhecer os protagonistas, quem dava as cartas dentro e fora da pista. Não chegaria ao ponto de apostar que você vai sair satisfeito do cinema, mas acho muito difícil o contrário, vá por mim…

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s