Agenda ainda recheada…

Então chegamos a dezembro, sinônimo de férias e motores em silêncio, na maioria dos casos. Felizmente há exceções à regra e campeonatos que prosseguem, ou eventos que valem por uma temporada movimentando o final de semana da velocidade. Inclusive a última etapa do último Mundial FIA ainda em aberto, o de Endurance, com as 6h do Barein, com destaque para a briga na categoria GTLM. Por aqui, vez da última etapa do Brasileiro de Marcas, ainda indefinido, e do Sul-Americano de F-3 (cabe um parêntese: a explicação para o campeonato perder o status sul-americano em 2014 seria a preocupação em conter gastos, mas um campeonato forte e bem vendido do lado de lá da fronteira teria toda a importância e significado), em Curitiba. E as 500 Milhas de Kart, agora no Beto Carrero World, seguem reunindo a nata das pistas verde e amarelas, bem como convidados mais do que especiais, unidos pelo espírito de festa e disputa sadia. Sem contar que, na pista gaúcha de Guaporé, os melhores pilotos dos estaduais de Marcas e Pilotos medem forças em mais um Festival Nacional, como grid cheio como deveria ser sempre, e na maior parte das categorias. Dito isto…

Internacional

Mundial de Endurance: última etapa – 6h do Barein

Nacional

Brasileiro de Marcas: oitava etapa – Curitiba

Sul-Americano de F-3: oitava etapa – Curitiba

Festival Brasileiro de Marcas 1.600 – Guaporé

500 Milhas de Kart – Beto Carrero World (SC)

Mineiro de Kart: sétima etapa (RBC Racing)

Na telinha

Sábado (30)

9h         Mundial de Endurance: 6h do Barein (live streaming em www.fiawec.com)

Domingo (1º)

12h35   Brasileiro de Marcas: etapa de Curitiba                                    Band

Aventura que foi parar na revista

Ficou faltando um relato digno da experiência deste que vos escreve como aluno do Toni Gardemeister Driving Academy, em Córdoba, quando o jornalista ficou de lado e o piloto procurou aprender segredos de quem realmente entende para fazer melhor e mais rápido nos próximos ralis. Como surgiu o convite para transformar a experiência em matéria para a edição 5 da Revista MotorMachine, da qual me tornei orgulhoso colaborador, melhor não falar duas vezes do mesmo assunto e reproduzir o que está nas páginas, com fotos. E passar um pouco do que foi um dia inesquecível, de um aprendizado imenso, com direito à chance de acelerar um verdadeiro carro de corrida: o Subaru Impreza 4×4 turbo, ainda com o adesivo com numeral do Rali da Argentina (WRC) no teto… Confiram…

 

Rodrigo Gini

“Não tentem repetir isto em casa”. A provocação do italiano Luca

Pregliasco, diretor de uma das mais respeitadas equipes do rali

europeu, a Astra Racing, tem lá seu fundo de verdade. Estamos no

Parque Temático de Córdoba, onde se disputa a prime da etapa argentina

do Mundial de Rali, o WRC, e um Palio acelera no caminho estreito de

terra como se estivesse sobre trilhos. No comando, está a principal

razão de 60 pilotos argentinos, uruguaios, paraguaios, equatorianos,

chilenos, bolivianos e um brasileiro (eu) estarmos ali ao longo de uma

semana, divididos em grupos diários de 10: o finlandês Toni

Gardemeister, que foi piloto oficial de Mitsubishi e Suzuki, além de

ter pódios em provas míticas como o Rali de Montecarlo.

Sim, foi apenas um dia, mas a experiência de ver de perto toda a

perícia e as dicas de uma lenda do esporte valeu por muitos. Ainda

mais com a presença de outros instrutores de currículo respeitável,

como Gabriel Pozzo, campeão mundial de Produção (Grupo N4) em 2001, ou

os navegadores Jose Maria Volta (diretor-técnico do Argentino de Rali)

e Rubén Garcia, ambos com larga trajetória internacional. Não faltaram

conselhos, dicas, conversas animadas em torno da mesa ou diante da

prancheta, sempre com os dois Palios e os dois Subaru Impreza 4×4 à

espera. Em cada grupo, desde gente que sentava num carro de rali pela

primeira vez a outros que se preparam para competir na Europa e já

mostram muito serviço. E nada de discriminação. “Vocês estão aqui para

aprender, não para impressionar alguém”, era o recado.

E a primeira volta com o finlandês, ainda no Palio, é de impressionar.

Movimentos firmes e ao mesmo tempo contidos, ele faz questão de

mostrar, com a mão direita, cada ação. “Agora estou freando com o pé

esquerdo. Agora, apenas usando a transferência de peso para deixar o

carro deslizar”. Passa rápido, muito rápido, com gosto de quero mais.

Depois é a vez de assumir o volante e, ao lado de García, fazer o

levantamento para os 6 quilômetros do circuito. Na cabeça, em meio à

diversão, o mantra: “vocês estão aqui para aprender”. Longe de mim

querer chegar sequer perto do que vivi momentos antes. Sigo as

referências, erro uma freada e passo reto numa curva à direita, mas

faz parte. Pensei que ouviria mais do navegador, mas nada de broncas,

apenas alguns conselhos para ser mais eficiente.

Podia ter completado a programação com o valente Fiat, mas a chance de

acelerar pela primeira vez os 200… e tantos cavalos e a tração

integral do japonês é tentadora. Volto a dar uma de passageiro e a

força da frenagem ou a capacidade de aceitar desaforos do Impreza nas

mãos de Pozzo é impressionante. O inconsciente acha que não vai dar

para frear a tempo, mas logo o lado racional mostra que sim. Com ele

ou Toni no volante, a paisagem anda ainda mais veloz. Antes que alguém

pergunte, “vai encarar?”, lá estou eu no banco da esquerda, levando

Pozzo para passear. Até mesmo pela falta total de familiaridade com

tanto carro, logo brinco: “vamos andar e você vai dizer para eu mudar

de esporte, jogar xadrez, por exemplo”. Completamos a brincadeira

intactos e ele me responde: “está muito bom, piloto, não esqueça que

tem pelo menos 15 anos que estou acostumado a andar nos 4×4″. É

verdade. E o comentário vale tanto ou mais que o diploma, as

conversas, a troca de experiências. Quem não foi certamente perdeu.

Mas tem uma nova turma do Toni Gardemeister Driving Academy prevista

para fevereiro.

Pikes Peak à Argentina

E se… um país apaixonado pelo automobilismo em suas mais diferentes modalidades resolvesse seguir o exemplo dos norte-americanos e criasse uma versão doméstica da subida de montanha de Pikes Peak, o PPIHC tantas vezes comentado e mostrado no blog? E se o percurso, em 5 quilômetros, contasse com 40 curvas bastante técnicas e levasse os competidores a mais que razoáveis 1.310m de altitude? Não é apenas uma provocação, mas uma ideia do várias vezes campeão Juan María Traverso, com apoio do governo da província de San Luís e o cenário paradisíaco de Potrero de los Funes (que foi palco de etapas do Mundial FIA GT) de pano de fundo. Aproveitando a visita do Super TC2000 ao circuito, neste fim de semana, o campeão Lionel Pernía e seu rival Matias Rossi farão “subidas exploratórias”, para verificar as condições gerais da montanha com as máquinas de corrida. Se o veredicto for positivo, já em 2014 deve ser realizada a primeira edição, no melhor espírito dos norte-americanos: subirá qualquer coisa que respeite as regras de segurança. Tomara…

Novas sul-americanas… Não tão boas…

Meio na surdina, já que foi pouco divulgado por estas bandas, a Confederação Sul-Americana de Automobilismo (Codasur), decidiu, em assembleia, as linhas-mestras das competições regionais para 2014. Mantido o status de Sul-Americano para a F-Truck, não se falou no GT e, segundo o texto da assessoria de imprensa, a Fórmula-3 deixará de ser um campeonato internacional pela primeira vez desde 1994, ano em que a briga entre brasileiros e argentinos (uma patriotada portenha favoreceu Fernando Croceri, prejudicando Hélio Castroneves no ano anterior) provocou a criação de duas séries paralelas.

Desta vez não é o caso, carros e equipes estão do lado de cá, e alguns pilotos argentinos também, seria ideal manter a porta aberta aos vizinhos, como era o caso nas décadas de 1980 e 1990 – houve peruanos, chilenos, uruguaios e paraguaios nos tempos de glória da competição. E o mais estranho é que a criação de um Sul-Americano de F-4, antecipada por aqui, com os ex-F-Futuro de Felipe Massa, foi oficializada. No que eu pergunto: de que adianta dar o primeiro passo se o segundo só estará disponível na Europa. E as trajetórias de Cristiano da Matta, Helinho, Bruno Junqueira, Ricardo Zonta, Nelsinho Piquet, Luiz Razia e Gonzalo Rodríguez, só para citar alguns exemplos notáveis? Quer dizer que não valeu de nada ter passado pela “F-3 Sudam”?

A assembleia da Codasur se decidiu ainda, e aí foi a grande bola dentro, pela criação de um campeonato sul-americano de rali cross-country, na esteira do sucesso do Dakar. E fala na criação de uma “Formula Radical” que, apesar do nome, seria um campeonato de turismo, do qual não se sabe lhufas. No rali, pelo menos, fica tudo praticamente como está, que em time que está ganhando não se mexe… Mas essa da F-3…

Um belo presente…

Tem US$ 1 milhão na conta e é alucinado por Fórmula 1? Então este post é para você. Se o caso é a paixão, mas não a conta bancária polpuda, vale ler a história do mesmo jeito. Não se trata de ninguém vendendo um monoposto campeão do mundo, ou da chance de patrocinar um piloto ou time do circo. Trata-se da mais nova empreitada de Bernie Ecclestone. O grupo editorial Opus Media criou, com a autorização de “Mr. E”, um calhamaço de 852 páginas que vem numa embalagem de fibra de carbono e tem, segundo os responsáveis, “milhões de fotos e detalhes nunca vistos pelos fãs”. De brinde, o feliz proprietário da obra, intitulada “The Bernie”, poderá assistir todos os GPs de 2014 no Paddock Club, com tratamento VIP, e direito a três convidados. Bom, para justificar o investimento, o livro vem ainda com autógrafos autênticos dos 22 campeões vivos. O exemplar único será oferecido em um leilão, na véspera do Natal (não é uma boa ideia de presente?).

Mas, se você não tem tamanha comodidade financeira, não vá embora ainda. Uma edição Champions, também com estojo em carbono e 100 exemplares (além dos autógrafos) estará disponível por módicos US$ 32,5 mil. E ainda assim você não se sentir tentado, 1.500 exemplares serão oferecidos com capa normal e sem autógrafos (só o do próprio Bernie), a US$ 3.250. Eu já reservei o meu. Só não vou comprar…

Festa mais que merecida – Coluna Sexta Marcha (GP do Brasil)

*** Um GP do Brasil de “mais do mesmo”, em que o protagonista principal não foi apenas o de sempre, agora recordista de vitórias numa temporada (e principalmente de triunfos consecutivos num mesmo ano). Felipe Massa e Mark Webber também tiveram seus momentos de emoção, como a coluna comenta. Boa leitura…

Festa mais que merecida

Dois alemães, duas histórias de supremacia no Mundial de Fórmula 1, dois comportamentos diferentes de quem é fã do circo. Porque, se havia uma torcida anti-Schumacher clara já quando o piloto de Huerth-Hermuelheim conquistava pela quarta vez a condição de número 1, não dá para imaginar o mesmo do prodígio de Heppenheim.

O único defeito de Sebastian Vettel talvez seja o de estragar qualquer disputa, mandar o suspense passear longe, desafiar prognósticos, especialmente o de que a categoria, com as regras atuais, seria mais competitiva do que nunca. E enquanto o heptacampeão tentava transparecer alguma emoção com suas expressões faciais por vezes indecifráveis, não pensava duas vezes ao mostrar o lado “Dick Vigarista”; adotava a lógica maquiavélica de que os fins justificam os meios, seu sucessor mantém o sorriso rasgado, a simpatia e uma alegria que não se esgota a cada nova vitória ou título.

Sim, a gente tem a tendência de preferir os mais fracos, de torcer pelos azarões, de querer que o circo pegue fogo (não literalmente), mas é difícil não tirar o chapéu e nutrir admiração pelos feitos deste moleque. Bastou ver o asfalto de Interlagos molhado e a tranquilidade com que Vettel conduzia sua Red Bull; uma pilotagem que beira a perfeição, para ter a enésima prova de que ele merece cada novo feito, e tem tudo para reescrever todos os recordes da categoria. E dificilmente vai enjoar das poles, das vitórias, do penta, do hexa, do que mais vier.

Não dá para deixar de pensar também numa manhã do fim de 2004, quando Dietrich Mateschitz entrou num galpão em Milton Keynes e levantou lágrimas de vários pais de família ao garantir que nenhum deles perderia o emprego com o fechamento da Jaguar, já que todos fariam parte de uma aventura chamada Red Bull. Tudo bem, para chegar ao que é hoje foi necessário deixar muito da descontração pelo caminho, mas valeu a pena, já que a farra passou a ser constante no alto do pódio, como era o objetivo.

Como também não dá para deixar de curtir os últimos momentos de Mark Webber na F-1. Tudo bem, ele não foi pelo menos vice, como o equipamento poderia fazer supor, mas pense num cara que saiu de uma cidadezinha australiana, teve o incentivo decisivo de David Campese, lenda do rúgbi e seu compatriota, que garantiu o dinheiro necessário para um ano na F-Ford britânica. E que pontuou na estreia, em casa, comandando uma Minardi. Webbo é dos poucos pilotos que não perdeu a humildade e a simpatia a cada passo rumo ao topo do grid. Gente finíssima, capaz de gastar bons minutos com os jornalistas seja para falar de seu trabalho, seja para recomendar um bom point de surfe ou um restaurante em sua terra natal. E que felizmente tem muita lenha para queimar em seu novo desafio, o Mundial de Endurance, com a Porsche. Tudo bem que as cenas em Interlagos não foram muito diferentes das que se viram desde o começo da temporada mas, que atire a primeira pedra quem acha que não é merecido. Os rivais que se virem para mudar o panorama em 2014, algo que nem as novas regras devem fazer.

Recordes

Atualizadas as estatísticas no fim de mais um Mundial, Vettel ostenta 39 vitórias, 45 poles e, em 2013, venceu 13 de 19 GPs, igualando feito de Schumacher, os últimos nove consecutivos, mais um recorde. Que, a bem da verdade (e aqui me perdoem os italianos, que pensam o contrário), vale mais que o de Alberto Ascari, em 1952/1953. Nada de comparações entre eras diferentes, mas de uma constatação: como eram consideradas um evento à parte, as 500 Milhas de Indianápolis de 1953 não entram na conta, embora valessem igualmente pelo campeonato. Que os europeus não atravessavam o Atlântico para correr no oval é outra história, mas a prova está nos arquivos da categoria…

Massa

Comentei no blog e, para quem não leu, repito aqui: a mudança para a Williams é o que poderia ocorrer de melhor para Felipe Massa, que ganha a chance de comandar uma retomada da escuderia de Grove rumo a novos tempos de bonança. Na Lotus, além da incômoda concorrência de Romain Grosjean, ele já começaria com a pressão de manter os resultados do time em 2014. Na nova casa, tudo que fizer de bom será lucro – e o suporte de Pat Symonds e do fiel escudeiro Rob Smedley é algo que não pode ser ignorado.

O que muda na F-1 em 2014

Pra quem não pôde ler na versão impressa, aí vai uma ilustração resumindo o que muda no equipamento para o Mundial de F-1 em 2014. O regulamento técnico encaminhado às equipes tem 88 páginas e seria praticamente impossível detalhar tudo. Mas a arte montada pelo colega Walfredo Veiga, outro alucinado por velocidade, resume bem o que vem por aí nesta nova era do circo…

 

 

Lógico que tem agenda…

Final de semana com GP do Brasil de Fórmula 1 não pode ser apenas mais um, ao menos por estas bandas. E ainda que tudo esteja mais do que definido, é sempre uma ocasião especial, ainda mais considerando que falamos de mais uma categoria que fecha os trabalhos por este ano. E quando voltar, em 2014, estará marcada por uma série de novidades, sobre as quais eu falo em matéria no Estado de Minas de domingo. E como sempre é o caso à medida que dezembro se aproxima, a agenda não falha, mas encolhe. Nos Estados Unidos nada mais há digno de nota, exceção feita ao Skusa Supernationals, festa do kart em Las Vegas. Na Europa é tempo das provas comemorativas ou conclusivas, além do encerramento do FIA GT Series, na longínqua Baku (Azerbaijão), com presença brasuca. E de Mundial restará apenas o de Endurance, com uma corrida no Barein que servirá para cumprir tabela, embora sempre agradável de acompanhar. Felizmente no Brasil o calendário ainda avança, que o clima favorece, e teremos Stock, Brasileiros de Turismo, Marcas, F-Truck e Endurance, 12h de Tarumã, Sul-Americano de F-3. E assim vamos, que ainda tem bastante velocidade para curtir… De brinde, o primeiro esboço do carro da Indy Lights para 2015. Muitas fábricas e consórcios estavam na briga mas, como sempre, deu Dallara na pinta…

Indy Lights Chassis Renderings

Internacional

Mundial de F-1: 19ª etapa – GP do Brasil (Interlagos)

Mundial de Kart (classes KF e KF Júnior) – Sakhir (Barein)

FIA GT Series: 6ª etapa – Baku City Challenge (AZE)

Rali de Monza (Itália)

17º Skusa Supernationals Kart – Las Vegas (EUA)

Nacional

Porsche GT3 Cup Challenge: 8ª etapa – Interlagos

Mitsubishi Cup: 7ª etapa – Indaiatuba (SP)

Na telinha
Sábado (23)

11h  Mundial de F-1: GP do Brasil (terceiro treino livre)                  Sportv

14h Mundial de F-1: GP do Brasil (treino oficial)                             Globo

Domingo (24)

7h   FIA GT Series: Baku City Challenge                                 Sportv

14h Mundial de F-1: GP do Brasil (corrida)                             Globo

Opções não faltam. E pilotos?

No espaço de uma semana a Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) e a Vicar, promotora do Sul-Americano de F-3, prometeram somar forças para encontrar quem comande os 27 Dallaras disponíveis no país em 2014 – trabalham com um universo de 150 kartistas e ex-kartistas como público-alvo –, enquanto, do outro lado da fronteira, segue o projeto de uma F-4 Sul-Americana, aos moldes do que será feito no resto do mundo, e usando os chassis Signatech da finada F-Futuro, criada por Felipe Massa (aliás, o que aconteceria se a parceria com a Fiat ainda estivesse viva? Perderíamos agora um evento que se foi ano passado? Melhor deixar a pergunta pra lá…).

O empresário uruguaio Gerardo Salaverria arrematou o lote de carros e motores e prepara o equipamento para oferecê-lo a jovens saídos do kart de todo o continente. E, como se não bastasse, os sempre esforçados e competentes gaúchos deram nova vida à F-Júnior que não conseguiu sobreviver em sua primeira encarnação, apesar de revelar feras como Rafa Matos e Júlio Campos. Corre-se bem, pagando relativamente pouco e com a oportunidade de acelerar em quatro circuitos (Tarumã, Guaporé, Velopark e Santa Cruz do Sul), total que aumentará em 2014 com a inclusão dos autódromos paranaenses no calendário.

Donde vem a pergunta: se você tem seus 15, 16 anos (ou até um pouco mais), quer avançar na ladeira das pistas e tem um orçamento razoável para prosseguir. Qual o caminho? Nos últimos anos se tornou comum pular dos 28 cavalos do kart para os quase 260 de um F-3, como se fosse natural. Não é. Quem consegue vingar realmente é bom de braço, mas desde que o mundo é mundo sempre existiu um campeonato prévio, com carros menos potentes e mais simples, uma verdadeira escola. Infelizmente a F-Ford é passado. não adianta chorar a gasolina derramada. Se realmente uma temporada na F-3 Light valer R$ 195 mil como prometido, é até razoável. Os quase R$ 500 mil da divisão principal não são baratos, mas valem o suficiente considerando o nível do equipamento e tudo o que ele ensina. Sou fã de carteirinha da F-3, mas ainda acho que uma passagem, seja pela F-4, seja pela F-Júnior, é a trajetória ideal. Não vai ser fácil encontrar pilotos para tantos grids, mas talvez passe da hora de quem manda entender o esporte como uma sucessão de passos, que devem ser incentivados e facilitados dentro do possível. Puxa vida, 27 carros na garagem…