Perguntar não ofende…

Então tá, Kimi Räikkönen preferiu operar as costas antes do fim da temporada para se recuperar a tempo dos primeiros testes para o Mundial de F-1 de 2014, quando voltará a ostentar o Cavallino Rampante no macacão. A Lotus então, o que faz? O time que já teve, num mesmo ano, uns 300 reservas – exagero, eram apenas Bruno Senna, Jerôme d’Ambrosio e Ho-Pin Tung, se não me falha a memória – desta vez conta com um único. E quando este tem a chance de mostrar serviço em condições reais, acaba preterido por alguém que venceu um GP (sim, um GP, no singular, o da Hungria’2008, que era de Felipe Massa, até que o V8 de Maranello resolvesse o contrário).

Nada contra Heikki Kovalainen, piloto dos mais dignos e bons de serviço mas, espera aí: o reserva do time de Enstone não é um desconhecido, ou alguém que deve o posto à mala cheia de dólares de patrocinadores. Estamos falando do campeão da GP2 em 2012, o italiano Davide Valsecchi que, sempre que precisou, atendeu plenamente as expectativas. Ele que é obrigado a roer o osso no simulador acaba levando uma tremenda rasteira quando chega a hora do filet mignon.

Falando em rasteiras e no circo, foi impressionante a demonstração de força da McLaren ao encerrar, sem remorsos ou arrependimentos, o relacionamento com Sergio Pérez. Nem tanto pela capacidade do piloto, que se perdeu com um carro ruim e agora fala mais do que devia, mas pelos milhões de dólares do conglomerado Telmex, do bilionário Carlos Slim. Para quem vai perder o patrocinador principal (a Vodafone) em 31 de dezembro, é muita confiança no taco (não no mexicano, aquele apimentado). O piloto de Guadalajara parecia uma cartada de mestre quando Lewis Hamilton anunciou sua saída, mas não fez nada de outro mundo para justificar a permanência e confirmar a boa impressão dos tempos de Sauber. Como faltam times pequenos para preparar os jovens talentos, entra Kevin Magnussen, que pode até ter um pouquinho menos de talento do que o pai, Jan, mas vence de goleada em termos de profissionalismo, e é rápido uma barbaridade, pelo menos por enquanto (sempre terá a seu lado a desculpa do aprendizado).

Não custa lembrar que o patriarca da família bateu um recorde que parecia eterno de Ayrton Senna na F3 inglesa, mas detestava a preparação física, podia ser visto fumando sem culpa pelos paddocks e, na própria McLaren pouco fez para sustentar a boa reputação. Bem verdade que se manteve com sucesso nas provas de endurance – é hoje um dos líderes do time oficial Corvette – mas ele próprio sabe que o herdeiro tem tudo para fazer muito mais no circo…

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