Sobre Schumacher e a vida…

Não adianta muito transformar o blog em fonte de atualizações sobre o estado de saúde de Michael Schumacher depois do sério acidente sofrido numa pista de esqui da estação alpina francesa de Méribel – na internet não falta quem acompanhe a evolução do estado de saúde do heptacampeão mundial de F-1, nos mais diversos idiomas e formas (texto, rádio, etc…). O que dá pra fazer é repassar o link das transmissões ao vivo da rádio RMC Sport (http://rmcsport.bfmtv.com/player/), que monitora a situação diretamente da porta do CHU de Grenoble, onde o alemão está internado.

Mais do que qualquer coisa, penso em como a vida é irônica, considerando que o nativo mais famoso de Huerth-Hermuelheim passou a vida arriscando a própria a mais de 300 quilômetros por hora, e vê a existência em risco por conta de um “banal” passeio de esqui com o filho, ainda mais por estar usando equipamento de segurança. Nestas horas não dá para falar em risco, em irresponsabilidade, coisas que alguém haverá de ter pensado quando da primeira aposentadoria e das estrepolias sobre duas rodas.

Tudo bem que não dá para ser fã da postura de Schumacher fora das pistas – há adversários que ganharam quase tanto quanto e conseguem ser bem mais humanos e próximos, mas não estamos falando em campeonato de simpatia – mas não há quem goste da velocidade que seja incapaz de reconhecer a grandiosidade dos feitos deste cara, que tive a oportunidade de ver de perto pela última vez em outubro, na pista italiana de Sarno, quando acompanhava o filho Mick no Mundial de Kart. Por questão de proteção, ele não fala do rebento (nem deixa que fotografem o garoto), mas não deixa de dar autógrafos e tentar ser normal, tomando um café ou mesmo uma cerveja no bar da pista.

Vem à mente o ocorrido com o mineiro Cristiano da Matta, durante testes da F-Indy em 2006, no temido circuito de Road America. A mais de 240 km/h ele teve a infelicidade de atropelar um alce, que o atingiu com uma força que nem o capacete foi capaz de suportar. Lesão craniana séria, coma induzido, uma doída e demorada recuperação, especialmente para a família, mas que trouxe de volta a mesma pessoa de antes. Que seja o mesmo com Schumacher e fique apenas o susto, já que ele ainda tem muita lenha para queimar, sobre quatro, duas ou nenhuma roda… Os médicos prometem uma entrevista para falar das condições do piloto às11h (horário local), o que, por si só, é uma boa notícia…

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