Uma luz para o rali brasileiro…

Ainda bem que nem tudo no automobilismo brasileiro são autódromos destruídos ou jogados às traças; categorias que tinham tudo para ser um sucesso mas esbarram nos conflitos de interesses ou campeonatos que seriam relativamente simples de organizar e que não conseguem decolar (referência direta à Endurance). Num cenário nada simples como o do rali, surgem boas notícias que servem de alento e mostram que nem tudo está perdido, e um trabalho de formiguinha pode trazer frutos generosos lá na frente.

Antes de mais nada, é de se lamentar quem encara os campeonatos estaduais como ameaça ao Brasileiro, como se tratássemos de uma divisão de forças e como não fossem os estados o melhor celeiro de campeões. Para poder sonhar com voos mais altos, com objetivos mais ambiciosos, nada melhor que correr perto de casa, gastando menos e com um equipamento mais simples e confiável. Se a brincadeira for de sucesso, então o foco passa a ser mais sério e aí se começa a pensar em correr mais longe, mais vezes, com um carro melhor e um time de ponta.

Pois se o Campeonato Paulista inicia neste fim de semana mais uma temporada, na base do “com pouco é possível fazer muito”, competidores de todo o país e carros 4×4 em meio aos 4×2; e o Gaúcho, apesar de alguns entreveros, também está próximo de se concretizar, bacana foi ver pilotos, navegadores e entusiastas no Paraná, que já recebeu Mundial e IRC, se unirem para retomar um campeonato, o RallyPR. Que começa com algo inédito no país que, por si só, é digno de elogios: a primeira etapa, dias 7 e 8, em Morretes, será integralmente disputada no asfalto. Infelizmente ao longo dos anos rali no Brasil se tornou sinônimo de terra e, quando vemos pilotos daqui tentando a sorte lá fora, a falta de intimidade com o terreno se mostra uma limitação. Perguntem a Daniel Oliveira e ao hoje presidente do Palmeiras Paulo Nobre como é complicado se acostumar a uma superfície nova.

Enfim alguém pensou em tirar o atraso e propor um desafio inédito – tudo o que tínhamos até então era uma prova especial em asfalto que integrava a programação do Rali de Ouro Branco, aqui nas Minas Gerais. Falando nisso, pilotos, navegadores e entusiastas de um dos estados de maior tradição na modalidade também estão se articulando para trazer o Estadual de volta, e a coisa está bem encaminhada, com boas perspectivas de sucesso. Para quem não sabe, nas grandes pátrias do esporte, como Itália, França, Portugal, Argentina ou Espanha, há sim os campeonatos nacionais. Mas também as disputas regionais, nas províncias, de onde saem aqueles que brigarão mais tarde pelos títulos mais importantes. Sucesso então para paulistas, gaúchos, paranaenses e mineiros e quem seja de outros estados que se anime a acelerar num destes estaduais, com a certeza de que vai encontrar provas exigentes, técnicas, bem organizadas e um clima de camaradagem e disputa sadia… Que daí saia a solução para as nossas mazelas…

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