Conselho de tricampeão é melhor seguir…

John Young Stewart (ou J.Y.S, como gostam de resumir os súditos de sua majestade) é daqueles personagens que sempre vale ouvir, não apenas por ter sido um dos pilotos mais completos e sensacionais da história da F-1, mas por se manter bastante ativo fora das pistas, seja como simples embaixador de várias marcas de prestígio, seja como criador de uma certa equipe que, no fim das contas, virou Red Bull, seja porque é bastante direto no que pensa e não se furta a falar de assuntos polêmicos.

Entre várias outras funções, o campeão mundial de 1969, 1971 e 1973, é representante do fundo de investimentos Genii Capital, sócio-majoritário da Lotus, pela qual ele não teve a chance de correr. Pois numa entrevista bastante interessante ao colega Cesare Maria Mannucci, o mais brasileiro dos jornalistas italianos de automobilismo, na revista Autosprint, ele desfez um mito, e falou sobre uma experiência interessante…

Sir Jackie Stewart negou que tenha decidido pendurar macacão e capacete depois da morte do amigo e companheiro de equipe François Cévert, em Watkins Glen’1973. O escocês sempre foi um dos principais defensores da segurança dos pilotos e fez muito pelos colegas, mas a ideia de parar vinha de bem antes. “Quando me dei conta, tomava café em Buenos Aires, almoçava no Rio, jantava em Bogotá e teria de estar na Venezuela no dia seguinte, em compromissos publicitários. Cheguei a fazer 72 viagens num ano, e isso começou a pesar, a tirar meu prazer de pilotar. Além disso sofria com as consequências de uma mononucleose, que me enfraquecia bastante. Como melhorei no início de 1973, resolvi permanecer mais um ano”, revelou. “Lógico que não queria morrer, que a segurança me preocupava mas, assim que baixava a viseira, mergulhava num outro mundo. Tanto assim que um de meus melhores desempenhos foi no velho Nurburgring, uma das pistas mais letais do circo. Minha mulher, Helen, com certeza temia, mas eu me concentrava em pilotar…”

Sem alarde, ele diz ainda que se considera um pouco responsável pela metamorfose sofrida por Romain Grosjean, do piloto errático e perigoso de 2013 para um candidato a pódios e pontos constantes. “No fim de 2012 o chamei para passar um dia na minha casa, para conversarmos. A uma certa altura, mostrei-lhe meus tempos de voltas nos GPs e como eram constantes. Guardo até hoje os anuários oficiais da época. Era isso que eu queria que ele entendesse: que não adianta ser muito rápido numa volta e cometer erros infantis na outra. Pode não ter sido a única razão, mas com certeza ele entendeu…” Grande Jackie…

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s