Lobo da montanha…

Ok, o blog não vai falar que Gene Haas ganhou o direito de ter a 12ª equipe no Mundial de F-1 a partir de 2015, muito provavelmente com o V6 desenvolvido pela Cosworth (ainda em estado de projeto), com uma possível retomada da dobradinha com a Ford – por motivos óbvios Tony Stewart, sócio de Haas, na Nascar, não está entre os pilotos cotados, já que Smokey simplesmente não caberia no carro. Mas tem bons motivos para ser uma iniciativa séria, que seja para abrir mais dois postos no circo.

O post ressucita uma marca que desembarcou no circo surpreendendo e impressionando, também impulsionada por um bilionário da América do Norte (Canadense, para ser mais exato) que resolveu encarar as feras com um sobrenome ameaçador: Walter Wolf (lobo) confiou primeiro nos serviços de um certo Frank Williams, comprou o que restou dos delírios de Lord Hesketh e, depois de uma temporada 1976 incolor, venceu a primeira corrida de 1977 com Jody Scheckter no volante do carro preto e dourado. Foram apenas três anos, suficientes para conseguir três vitórias e 10 pódios, mas a concorrência dos carros-asa levou o homem do petróleo (que praticamente lançou Keke Rosberg) a vender o pacote fechado para… Emerson Fittipaldi, já sem o apoio da Copersucar.

Seria apenas mais uma das histórias de uma era romântica do circo se a marca do lobo não estivesse mais ativa e atual do que nunca. Os direitos de uso foram adquiridos por um fundo de investimentos norte-americano (sempre eles) e repassados à equipe Avelon Racing, da família italiana Bellarosa (o filho, Ivan, é piloto dos bons), que resolveu desenvolver um protótipo CN2 em carbono, para competições como o VdeV e a Speed Euroseries.

Algumas dezenas de protótipos vendidos, na Europa, Ásia e EUA (nas categorias da SCCA há vários), surgiu o projeto de um monoposto para encarar as subidas de montanha, verdadeira febre nos países do Velho Mundo – este ano a FIA criou um Masters, em Luxemburgo, que premiará os melhores da modalidade. Surgiu então o projeto do GB08F1, que vai ganhar um V8 Zytek de cerca de 500 cavalos, para dançar entre as curvas e barrancos. Aliás, já ganhou, e faz os primeiros testes com o piloto luxemburguês David Hauser, responsável por comandar o monstro nas provas do Europeu e do Italiano. Só não tem a tradicional decoração em preto e dourado, mas a mesma logomarca dos tempos da F-1 está lá, firme. O lobo resolveu mostrar as garras na montanha, e a iniciativa promete… 

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