O jeito é correr com teto…

As copas monomarca com GTs de alto rendimento são território exclusivo de endinheirados amadores, certo? No Brasil até pode ser, já que as contas bancárias superam em muito o talento, tirando algumas exceções, mas na Europa não é mais o caso. Porque é cada vez maior o contingente de pilotos que, depois de boas trajetórias na F-3, na GP3 ou mesmo na Auto GP (ex-F-3000 europeia), se encontram diante de um dilema. Saltar para a Renault 3.5 ou para a GP2 exige um orçamento elevado, sem qualquer garantia de que brilhar numa das categorias leve à F-1, ou à Indy – que o diga o suíço Fabio Leimer, último campeão da GP2, que embora contasse na mala com US$ 14 milhões em patrocínio, foi esnobado pela Sauber.

Já que o sonho agora não é o de décadas passadas (quantos meninos começavam no kart acreditando que chegariam ao circo…) e o principal objetivo é viver do automobilismo e seguir carreira, a chance de acelerar em um contexto competitivo, sob os olhos atentos dos dirigentes de Porsche, Maserati, Ferrari e Lamborghini, e com a possibilidade, sempre bem-vinda, de integrar um programa de GT ou endurance ligado a uma destas marcas prestigiosas se tornou caminho quase obrigatório.

Basta ver, por exemplo, o grid do Lamborghini Blancpain Super Trofeo Europe, pomposo nome do monomarca destinado aos Gallardo LP-570-4. Sim, continuamos tendo vários pilotos de fim de semana, mas lá estão, entre outros, Mirko Bortolotti, ex-campeão italiano de F-3, campeão da F-2 e que chegou a testar Ferrari, Toro Rosso e Williams, até esbarrar no problema de sempre. Giovanni Venturini teve boa passagem pela F-Renault e estava na GP3; Edoardo Piscopo foi vice da F-3 italiana (2008) e da Auto GP (2010) e Alberto Cerqui chegou a disputar uma temporada do Mundial de Turismo (WTCC) com o time Roal, de Roberto Ravaglia. E ainda tem o colombiano Sebastian Merchan, outro que se destacou na Itália. Sim, talvez nenhum deles seja o próximo fenômeno das pistas, mas a turma é boa de braço e caminha a passos largos para garantir o pão de cada dia com o trabalho nas pistas. No comando de uma máquina de 570 cv e tração nas quatro rodas, já vi muito trabalho pior…

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