Audi + über + alles = 13

Lógico que o título do post é uma brincadeira com a superstição de Mário Jorge Lobo Zagallo, campeão mundial de futebol como jogador e técnico. Mas é que a Audi chegou à 13ª vitória nas 24h de Le Mans e, mantendo o jargão dos gramados, levou a melhor sobre Toyota e Porsche jogando na retranca. Eu explico: Depois de ser a pioneira no uso dos motores diesel em provas de endurance (ao menos entre as fábricas, já que um experimento houve antes, com a equipe Taurus e um protótipo Lola), a marca dos quatro anéis foi a primeira a apostar na tecnologia híbrida assim que o regulamento permitiu. E fez de seu R18 E-Tron uma máquina com tração nas quatro rodas quando o dispositivo de recuperação de energia cinética despeja a potência extra no eixo dianteiro.

Pois neste ano, quando as regras não só estimularam a propulsão híbrida, como ainda estabeleceram três escalas de restituição de potência, em MegaJoules, a tropa do Dr. Wolfgang Ullrich, depois de muito testar, chegou à conclusão que o melhor seria usar em menor escala o calor dos freios transformado em energia elétrica. Preferiu não arriscar e, como eu brinquei, jogou na retranca, enquanto Toyota e Porsche dependiam completamente da eficiência de seus geradores auxiliares. Na teoria, o TS040 Hy chega aos 1.000cv e vinha fazendo bom uso deles até que uma pane elétrica adiou, ao menos por outro ano, o sonho de alcançar o “Santo Graal” da endurance, já no começo da manhã de domingo. Pouco depois, com a bandeirada já a caminho, foi a vez de as duas Porsches abrirem o bico. E olha que as E-Tron Quattro sofreram problemas também, mas mecânicos, de solução relativamente fácil. E quando parecia que ninguém queria se firmar na liderança, deu a lógica: Benoit Treluyer/Marcel Fässler/Andre Lotterer em primeiro, seguidos por Lucas di Grassi/Marc Gené/Tom Kristensen, e o Brasil batendo outra vez na trave.

Felizmente os acidentes sérios se limitaram à inexperiência de Sam Bird que, numa derrapada só (ok, tínhamos chuva aos montes) abalroou a Audi #3 e a Toyota #8, que conseguiu retornar para completar o pódio. Como bem lembrou Dr. Ullrich, a Audi não era a mais rápida, não era a mais forte (em termos de ritmo puro de corrida), mas a mais experiente. E isso, em Le Mans, pesa muito. Mais uma vez foi sensacional ver a noite da Sarthe atravessada pelos faróis cada vez mais poderosos; as mais de 260 mil pessoas se deliciando com as disputas que, ano que vem, ganharão o reforço da Nissan. Para os vencedores, hora de comemorar. Para os derrotados, de aprender as lições e começar a trabalhar para 2015…

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