Samba do carro doido: e adivinhe quem está por trás?

Era uma vez a equipe Kodewa, de um certo Colin Kolles, que se arvorou a construir um protótipo LMP2 por conta da Lotus, quando a atual emanação da marca, em mãos de capital malaio, achou que poderia e deveria competir em praticamente toda e qualquer categoria – em 2012 surgiu um motor para a Indy tristemente fraco; chegou a surgir um esboço de modelo para a Moto GP e o objetivo era trazer de volta para as competições de GT os modelos Elise e Exige. Pois o que fez o dentista romeno, cujas aventuras e desventuras foram devidamente comentadas neste espaço: contratou um escritório de projeto, a Adess, de Stephane Choose, para transformar a iniciativa em realidade. De onde surgiu a Lotus T128, que deu as caras nas pistas ano passado sem resultados mirabolantes (a Lola usada antes pelo time fazia melhor).

Eis que Kolles e Choose iniciaram uma disputa judicial em que cada lado alegou que o outro não cumpriu suas obrigações contratuais – e os carros chegaram a ser colocados sob custódia em Le Mans, até serem liberados para correr depois de uma guerra de limiares. Naquela de varrer a poeira para baixo do tapete, não apenas a coisa continuou, como a Lotus, ou Kodewa, ou como quer que se chame a equipe se arvorou a construir um LMP1, sem sistemas híbridos. Que deveria ter um motor V8 derivado dos usados pela Audi no DTM, mas a coisa naufragou, e foi necessário apostar no biturbo AER. O P1/01 foi apresentado no fim de semana das 24h de Le Mans deste ano, com pompa, circunstância e post no blog…

Foi só a máquina ganhar o público para que surgissem os primeiros questionamentos. A revista inglesa Racecar Engineering esmiuçou as imagens e mostrou que o chassi, teoricamente 100% novo, era uma versão recauchutada do da Lotus T128, com os devidos reforços e ajustes por conta da maior potência e das regras. Choose, a esta altura, deve estar preparando novamente a papelada para voltar à carga.

E como se não bastasse, em sua premiére diante do público, não mais havia qualquer referência à Lotus. O carro comandado por Christophe Bouchut, James Rossiter e Lucas Auer (sobrinho de Gerhard Berger) – ao menos o trio de pilotos é de qualidade – apareceu nas 6h de Austin como CLM P1/01, e ninguém na equipe fez qualquer referência. Os colegas mais espertos, de revistas e sites respeitadas, muito provavelmente mataram a charada: a sigla é de Caterham Le Mans, já que Kolles está à frente do grupo que assumiu o time da F-1 (como consultor)…

Entendeu tudo? Se não é o caso, eu explico – um carro nascido como Lotus, mas concebido por outra empresa, fez um time que não é a Lotus pensar em criar outro, 100% inédito, mas que pega emprestado o chassi da Lotus. E a nova Lotus estreia nas pistas como… CLM. Eita, doutor Kolles…

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Agenda bacana… pra não ter reclamação

Atire a primeira pedra o amigo leitor que não se considerar satisfeito com a agenda da velocidade neste fim de semana. Tem Mundial, sobre duas e quatro rodas – e no segundo caso, a etapa italiana do FIA RX Rallycross é duplamente especial, já que marca o desembarque da modalidade num pais que não lhe dava o devido valor, e também a volta às competições de Gigi Galli, um dos mais espetaculares nomes do rali mundial, que correu muito menos do que merecia, esbarrando na falta de apoio (lá também acontece…) e nos orçamentos cada vez maiores exigidos para alinhar com um equipamento de ponta. Pois ele não só ajudou a desenvolver o circuito, que usa parte do traçado asfaltado de Franciacorta, coladinho em Brescia, como comandará um Ford Fiesta da equipe MSE Olsbergs, que teve a pintura escolhida por meio de um concurso da revista Auto Sprint. Na foto, a máquina ainda está imaculada…

E tem Stock Car lá e cá. Aqui as regras voltaram a ser convencionais e o desafio é simples: quem chegar à última etapa com mais pontos festeja. Na Nascar, não apenas o playoff (Chase) continua, como criou-se uma evolução. Neste domingo, em Dover, quatro dos 16 finalistas dançam, na primeira guilhotina da fase decisiva. Sem contar o DTM, de campeão antecipado (o alemão Marco Witmann, surpresa das surpresas); Renault World Series… Tá ou não tá bom demais?

Internacional

Mundial de Motociclismo: 14ª etapa – GP de Aragón (Alcañiz-ESP)

Mundial de Rallycross: 10ª etapa – Franciacorta-ITA

Renault World Series 3.5: oitava etapa – Paul Ricard

Europeu de F-Renault: sexta etapa – Paul Ricard

DTM: nona etapa – Zandvoort (HOL)

GT Open: sétima etapa – Monza

Euroformula Open: sétima etapa – Monza

Nascar Sprint Cup: 28ª etapa – AAA 400 (Dover)

Nascar Nationwide Series: 27ª etapa – Dover 200

Nascar Camping World Truck Series: Rhino Linings 350 (Las Vegas)

Sul-Americano de F-4: nona a 12ª etapas – Mercedes (URU)

Nacional

Brasileiro de Stock Car: nona etapa (rodada dupla) – Santa Cruz do Sul

Lancer Cup: penúltima etapa – Velo Cittá

Polaris Cup: quinta etapa – Inhaúma-MG

Na telinha

Sábado (27)

7h       Renault 3.5 World Series: etapa de Paul Ricard                                           Band Sports

7h30  Mundial de Motociclismo: GP de Aragón – treinos oficiais                  Sportv

14h    Brasileiro de Stock Car: etapa de Santa Cruz do Sul (treino oficial)    Sportv2

16h30     Nascar Nationwide Series: etapa de Dover                                             Fox Sports 2

23h Nascar Camping World Truck: etapa de Las Vegas                                       Fox Sports 2

Domingo

6h     Mundial de Motociclismo: GP de Aragón – Moto3/Moto2/Moto GP     Sportv

10h     Brasileiro de Stock Car: etapa de Santa Cruz do Sul                                  Sportv

15h     Nascar Sprint Cup: etapa de Dover                                                          Fox Sports 2

Ainda sobre a Brabham: alguém duvida que vai dar certo?

Terceiro dia da campanha de financiamento coletivo (crowdfunding, para ficar alinhado com os novos tempos) e a soma arrecadada para tirar do papel o Project Brabham se aproxima alegremente da marca das 100 mil libras (algo em torno dos R$ 400 mil), mais de um terço do valor previsto para esta primeira vaquinha que, na teoria, se encerra em 1º de novembro. Sinal de que é mais do que um sucesso, e muita gente (eu entre eles, já que sou um dos 500 “early bird fans”) entendeu que a iniciativa é séria – e houve várias referências nas redes sociais à Lotus, cujo espólio nas pistas se tornou uma verdadeira bagunça – há um grupo na F-1 que mantém o nome mas não é mais patrocinado pela Proton, a montadora malaia que detém os direitos comerciais; outro liderado por Colin Kolles fabricando protótipos… que podem passar a se chamar CLM, ou Caterham Le Mans, já que o romeno se bandeou para o time verde.

Lógico que todo o romantismo de ver novamente nas pistas o legado deixado por Sir Jack Brabham, sozinho, não adiantaria. Como é lógico que David, o filho do meio do tricampeão e alma do projeto, não acredita que terá um time de ponta apostando “apenas” nas colaborações dos fãs. O nome vende, especialmente em se tratando de uma emanação direta do time original, herança de sangue, e não faltam empresas dispostas a ligar seu nome à empreitada – fornecedores de combustível, rodas, vestimentas e parceiros técnicos, que ajudam a fechar o quebra-cabeças financeiro. Sem contar que mesmo a escolha do pacote para acelerar na classe LMP2 do Mundial de Endurance pode render bons frutos. Com a Honda preparando um protótipo coberto (desenhado pela Wirth Design, de Nick Wirth, que comandou a Simtek, que teve um certo David Brabham como piloto…), seria uma escolha quase obrigatória. E um modo de corrigir uma injustiça histórica, já que Williams, Lotus e McLaren foram impulsionadas na F-1 pelos propulsores japoneses, mas a Brabham não. Felizmente não tem volta, e tudo conspira para esse nome de tamanha tradição ser novamente uma realidade – e que bacana seria ver David e o irmão Geoff, outro piloto com P maiúsculo; e os herdeiros Sam e Matthew envolvidos de alguma forma… Se quiser fazer parte da aventura também, clique na foto abaixo, que ela te leva direto ao ponto…

A volta da Brabham: que notícia para o post 1.500

Aqueles que acompanham o blog desde seus primeiros dias sabem que este que vos escreve gosta de brincar com os números, registrá-los, ainda que seja apenas… uma brincadeira. Mas quando se vê o contador de posts chegar ao 1.499, é sinal de que houve muitas histórias contadas, assunto para manter este espaço digno do nome; falar da velocidade com agilidade, sem ficar longos e intermináveis períodos quieto. E olha que, se dependesse da vontade, já estaríamos batendo nos 3.000…

Pois eis que o post 1.500, numa quarta-feira “qualquer” tinha tudo para ser um como os outros, não fosse outro post publicado semana passada, dando conta do lançamento de um certo “Projeto Brabham”, anunciado por ninguém menos do que David, o filho do meio de Sir Jack, e um dos grandes nomes da endurance mundial nas últimas décadas. Olha que ele conseguiu manter o mistério, até que filtrassem as primeiras informações: depois de uma longa luta para reaver o direito de usar o próprio sobrenome nas pistas, a Brabham recomeça sua história, sem intermediários, pelo Mundial de Endurance (FIA WEC), com um protótipo LMP2, e a proposta de envolver investidores de forma inédita, com o chamado “Open Source Racing” – quem quiser colaborar poderá fazê-lo de várias formas, com acesso a plataformas digitais que permitirão mergulhar nos bastidores do time.

“Estou fazendo 49 anos e não sei por quanto tempo mais poderei pilotar de modo competitivo. Depois de muito pensar e trabalhar, finalmente as peças do quebra-cabeças se juntaram e nos permitiram começar. A ideia inicial é permanecer por três anos no Mundial, buscando vencer as 24h de Le Mans. Mais tarde, quem sabe, buscaremos uma vaga na Fórmula E e, se as condições permitirem, até mesmo retornar à F-1”, acabou de revelar Brabs, com direito ao anúncio de que as cotas de participação começarão com 25 libras (menos de R$ 100) e irão até as 10 mil (neste caso, envolvendo um curso personalizado com o próprio em Silverstone).

Felizmente não se trata de uso indevido da marca ou de uma iniciativa oportunista, mas de uma digna forma de honrar o espírito do tricampeão mundial de F-1, primeiro homem a vencer com um carro que levava seu nome, e que nos deixou este ano. O vídeo abaixo é de arrepiar, e dá uma ideia de como será este retorno, e como fazer para ser parte dele. Tomara que em breve seja possível pensar num carro próprio, como certamente deixaria Sir Jack orgulhoso, ele que praticamente foi o primeiro construtor em série de máquinas de vencer corridas. E que os netos, Sam e Matthew, também façam parte do projeto – certamente será especial ver um time Brabham em Interlagos’2015.

Estes pilotos fantásticos e suas máquinas caprichosas… Coluna Sexta Marcha (GP de Cingapura)

Chegaram ao blog as linhas da coluna sobre o GP de Cingapura, tais e quais publicadas nas edições impressa e digital do Estado de Minas. Da corrida, além do que está escrito, a se falar apenas da capacidade da Mercedes de complicar uma temporada encaminhada – olha que eu me refiro à decisão de manter Lewis Hamilton na pista enquanto os rivais haviam feito pitstops com o safety car, obrigando o inglês a usar tudo o que tinha na manga do colete para retomar o lugar que era seu de direito. E sobre o temor de Toto Wolff de ver o campeonato decidido pela cota de problemas (ou de sorte), o texto abaixo mostra que só com muita torcida mesmo para a coisa ser justa…

Estes pilotos fantásticos

e suas máquinas caprichosas…

    O amigo leitor saberia dizer qual o tempo necessário para colocar em funcionamento o conjunto propulsor de uma Audi R18, dessas que disputam o Mundial de Endurance? Pensou em 20 minutos, meia hora? Pois é, passou longe. O procedimento, de acordo com a situação, pode começar seis horas antes de os sinais vermelhos se apagarem e ter início uma prova da categoria… Mas, pera aí, este espaço não deveria predominantemente falar da F-1?

    Sim, e é aí que eu queria chegar. Fazer uma das máquinas da principal categoria do automobilismo internacional estar em condições de render o máximo pode não demorar tanto, mas não é simples tarefa de minutos. Se a ideia de tornar os carros mais dependentes da energia recuperada e menos dos combustíveis de origem fóssil é louvável, na prática a teoria se mostrou bem mais complicada. Estique a quantidade de cabos escondida sob as carenagens e você terá pelo menos oito voltas completas pelas ruas de Cingapura. Sem contar que o ERS ligado às rodas traseiras, ao buscar na frenagem a alimentação que será devolvida em forma de potência extra também freia o carro – os engenheiros da Brembo, principal fornecedora do circo, admitem que os discos este ano são menores e menos espessos, e toda a traquitana exigiu a criação de mais um dispositivo eletrônico (o Brake-by-wire) para evitar que a ação do pedal não se repercuta nas rodas de trás como o piloto espera.

    Com certeza era bem mais simples nos tempos em que bastava prender um confiável Cosworth DFV a um chassi, com uma caixa de câmbio Hewland que se comprava praticamente no supermercado e estava tudo resolvido. Tempos em que os erros (e os acertos, lógico), dependiam bem mais do piloto, que era senhor de seu destino. Deu agonia ver a tentativa de instalar um novo volante na Mercedes de Nico Rosberg e a estrela-símbolo da marca aparecendo no meio da tela, como que a dizer: ‘espera aí, compatriota, que o computador travou e está reiniciando tudo’. E basta um probleminha nessa montoeira de cabos já citada para ficar sem a propulsão híbrida, como se fossem uns dois cilindros a menos para empurrar.

    Principalmente considerando que estamos falando do time que soube, mais do que os outros, usar cada cavalo, mas também cada kilowatt permitido pelo regulamento. O V6 fabricado em Brixworth não necessariamente é melhor do que os rivais sozinho. Já a unidade de potência alemã, essa dá um banho nas de Ferrari e Renault; lógico, quando tudo sai como o previsto.

    Imagino que os admiradores de uma boa teoria da conspiração tenham munição para voltar à carga e acreditar que, se em Monza Nico Rosberg realmente freou tarde demais nas duas vezes em que foi superado pelo companheiro, nas ruas de Marina Bay teria sido vítima de uma ação orquestrada para embolar as cartas. Menos, gente, menos. Lewis Hamilton teve bem mais problemas, e a maioria bem menos “charmosos”, se dá para falar desta forma  – na Austrália foi um mísero cabo de vela solto. E é de se esperar que, quanto mais complicada a máquina, mais panes vá apresentar. O lado ruim da história é justamente esse: a definição do campeão pode não ocorrer por merecimento ou talento, mas por sorte, bênção, iluminação, ou como se quiser chamar. E só para citar mais uma história interessante envolvendo a F-1 recente, nesta mesma Cingapura, na corrida de 2008, Mark Webber, com a Red Bull, abandonou devido a uma… interferência provocada pela linha de metrô adjacente à pista nos sistemas do carro. Goste-se ou não, a F-1 agora é assim, e não há como ser purista a ponto de querer que voltemos aos tempos românticos…

Quem te viu…

Se a coluna atribuísse notas aos pilotos como é o caso dos jogos de futebol, Felipe Massa merceria um nove sem miséria. Nem tanto pelo quinto lugar em si, mas pelas circunstâncias do resultado. Não custa lembrar que boa parte da diferença entre ele e Fernando Alonso nos tempos de Ferrari se deu pela capacidade de cuidar dos pneus. Enquanto o espanhol tinha reserva, os do brasileiro já estavam em frangalhos. E o fim de semana começou mal para as Williams justamente porque o acerto do carro fazia com que a temperatura da borracha subisse muito, e rápido. Pois foi justamente o sr.papa-borracha do grid a se manter na pista por 37 voltas (guiando como uma vovó, tudo bem…), superando as mais otimistas previsões da Pirelli. Assim é que se faz…

                                    Mercedes AMG Petronas/divulgação

Agenda de muita resistência…

A agenda da velocidade no fim de semana começa com um número, que ajuda a entender bem o título do post: 81. Que são os carros que, entre hoje e domingo estarão no circuito texano de Austin para uma dobradinha inédita entre o Mundial de Endurance e o norte-americano da modalidade, o TUSC – os mais detalhistas podem até lembrar que as duas dividiram o grid em Sebring, mas com etapas separadas é a primeira vez. E isso que eu não estou contando as máquinas do IMSA World Challenge, que também integram a programação. Considerando-se que do outro lado do Atlântico temos a última prova do Blancpain Endurance Series, os 1.000km de Nurburgring (não é mundial de GT, embora muita gente insista no contrário), e está formada a festa. Lógico que temos F-1 em Cingapura, com os rádios ainda a todo vapor, e o Rallycross na etapa alemã de seu primeiro Mundial, sem contar o kart e a reta decisiva da Nascar, bem como as competições verde e amarelas. Tudo para mostrar que, como é o caso sempre a esta altura dos campeonatos, tem atração para todos os gostos…

Internacional

Mundial de Fórmula 1: 14ª etapa – GP de Cingapura

Mundial de Endurance (FIA WEC): quarta etapa – 6h de Austin

Mundial de Rallycross: nona etapa – Estering (ALE)

Mundial de Kart (categorias KF e KJ): Essay (FRA)

Tudor United Sportscar Championship: penúltima etapa – Lone Star Endurance (Austin)

Nascar Sprint Cup: 27ª etapa – Sylvania 300 (New Hampshire)

Nascar Nationwide Series: 26ª etapa – Kentucky

Nascar Camping World Truck Series: Unoh 175 (New Hampshire)

Blancpain Endurance Series: quinta etapa – 1.000km de Nurburgring

Global Rallycross Championship: sétima etapa – Los Angeles (rodada dupla)

Nacional

Brasileiro de Rali (Velocidade): quarta etapa – Ponta Grossa (PR)

Gaúcho de Endurance: quinta etapa – Tarumã

Taça Minas Gerais de Kart: primeira etapa – RBC Racing (Vespasiano)

Na telinha

Sábado (20)

7h   F-1: GP de Cingapura (terceiro treino livre)                 Sportv

10h F-1: GP de Cingapura (treino oficial)                           Sportv/Globo (*)

14h Nascar Camping World: etapa de Kentucky                Fox Sports 2

20h30 Nascar Nationwide Series: etapa de New Hampshire  Fox Sports 2

Domingo (21)

9h    F-1: GP de Cingapura                 Globo

15h  Nascar Sprint Cup: etapa de New Hampshire    Fox Sports 2

O que quer que seja, tem meu apoio…

O blog já falou ao longo de seus cinco anos da odisseia envolvendo a equipe Brabham, que deixou de ser da família do fundador, o tricampeão Jack, falecido este ano; passou para as de Bernie Ecclestone e, em seguida, foi de um monte de gente, entre a qual está um irmão de James Hunt e um grupo japonês (Middlebridge) que manteve o time em sua última encarnação na F-1, com direito a lançar um certo Damon Hill. A família mesmo, que manteve a dinastia e chega agora à terceira geração, só podia se valer do sobrenome, sem interesses comerciais ou que fosse para homenagear a memória do patriarca.

Pois eis que David, o filho do meio de Jack, um dos mais sensacionais pilotos de endurance das últimas décadas (Geoff é o mais velho, e quem lembra do time Nissan nos tempos da IMSA – anos 1980 – com certeza sabe de quem se trata, enquanto Gary teve a vida interrompida num acidente no Inglês de F-3000), resolveu postar esta mensagem em seu perfil no Twitter. Que pode ser interpretada de várias formas, e a mais lógica é relativa a seus herdeiros Sam e Matthew, que desbravam as pistas norte-americanas. Teremos de novo máquinas de corrida com o nome Brabham? Um kart, que seja? Ou uma equipe para levar a dupla ao topo? A resposta, a própria imagem diz, será conhecida quarta-feira. Mas o que quer que seja para trazer de volta um nome de peso ao automobilismo merece todo o apoio. Especialmente por conta da marca registrada ao lado… É coisa séria…

TC3: Melhor não mexer com quem está quieto…

Era uma vez um italiano chamado Marcelo Lotti que pôs na cabeça que era possível criar um Mundial de Turismo não em etapa única como se fez em algumas temporadas, ou em duplas e com máquinas do Grupo A, tal como foi o caso na década de 1980 – tempo dos Ford Sierra, BMW M3, Holden Commodore e outros mais (havia um Europeu praticamente com status de competição planetária). Pois em 2005, com o suporte da Eurosport, rede de canais esportivos de TV por assinatura, nascia o FIA WTCC, que inaugurava o regulamento Super 2000 (motores 2.000cc aspirados), com a promessa de custos limitados e participação maciça das montadoras.

Que foi e é um sucesso se torna quase desnecessário dizer, já que o certame segue firme e forte e foi capaz de atrair pilotos como sua majestade Sebastien Loeb. Mas, depois de leais e bons serviços, il signore Lotti foi dispensado no fim de 2012 e suas funções passaram a ser exercidas por Eric Neve, ex-manager da Chevrolet no mesmíssimo WTCC e François Ribeiro, diretor da Eurosport. Até onde consta, não porque fosse necessária qualquer mudança, ou algo tivesse sido feito de errado.

Pois eis que Lotti apenas esperou a poeira baixar e, com toda a experiência acumulada e a poderosa rede de contatos, resolveu armar o contra-ataque. A partir de 2015, o automobilismo internacional vai ganhar uma nova série: o TC3 International Series. Até o nome tem sua razão de ser e não deixa de alfinetar os ex-parceiros – TC1 e TC2 são as atuais categorias do WTCC.

E qual é a ideia? Reunir carros como os Seat León (foto) que disputam um campeonato na Europa (a Eurocup); ou modelos desenvolvidos por preparadores e equipes, mesmo sem o apoio das fábricas. Os motores serão turbo (gasolina ou diesel) de 2.000cc, com cerca de 320cv, o câmbio será standard para todas as máquinas e as corridas terão, em média, 60 quilômetros, sendo curtas e rápidas justamente para atender o interesse da TV. O formato de qualificação é até desnecessário dizer de onde veio, e o objetivo é, no primeiro ano, realizar 12 etapas, três delas em solo americano (Lotti trouxe o WTCC a Curitiba, pode perfeitamente repetir a dose com a nova criatura). Com times já confirmados e a perspectiva de se criar campeonatos nacionais, o Mundial tem tudo para ganhar uma forte concorrência. Foram mexer com quem estava quieto…

Será?

Quem levantou a bola foi o norte-americano John Dagys, simplesmente o cara (ou um deles) em se tratando da endurance internacional. Periodicamente a FIA atualiza seu ranking de pilotos, que serve de base para a montagem dos times nas categorias que envolvem profissionais e amadores (LMP2/GTEAm/GT3/GTD) nas competições chanceladas pela entidade – em especial o Mundial (FIA WEC). E a última versão da lista, revelada dia 11, inclui um certo Emerson Fittipaldi. Ora, quem não quer correr não está entre os citados, o que quer dizer que há fumaça e muito provavelmente fogo. E onde mais o bicampeão mundial de F-1 e das 500 Milhas de Indianápolis gostaria de acelerar a não ser na prova que organiza e representa, as 6h de Interlagos, dia 30 de novembro?

Daí em diante é tudo pura especulação, mas não custa lembrar que ano passado ele desenferrujou ao comandar o protótipo Dimep com direito a carona a Roberto Carlos (bicho, muitas emoções…) na própria pista paulista. E que se tem 67 anos, um certo Paul Newman correu em Daytona com 80. Talvez um protótipo de última geração (mesmo um LMP2) seja fisicamente exigente em excesso, mas nada impede a participação num GT de ponta, uma Ferrari (aí seria sensacional corrigir uma injustiça histórica, o fato de ele nunca ter corrido numa máquina com o Cavallino Rampante), por exemplo? E o sobrinho Christian é ranqueado FIA (lidera o TUSC, nos EUA). O neto Pietro ainda é novo demais para encarar uma maratona destas, mas ainda tem o irmão Wilsinho, o genro Max Papis… É torcer para que se concretize, seria sensacional… Em tempo, Emmo foi caracterizado como piloto Bronze, por conta da inatividade e da idade…

Agenda de decisão e estreia…

Ainda estamos em setembro, mas já estamos em setembro. Entendeu? Achou que é loucura da minha parte? Eu explico: ao mesmo tempo em que entramos na reta final de 2014, e é normal que os principais campeonatos do esporte motor comecem a viver um clima decisivo, tem série fazendo sua estreia a esta altura. Não por atrasos ou falta de planejamento, mas justamente porque este era o objetivo desde o começo. A Formula E, campeonato comentado no post abaixo, disputado com máquinas 100% movidas a eletricidade, resolveu apostar no modelo do futebol (europeu), com uma temporada 2014/2015, que percorre seus primeiros metros nas ruas em torno do Ninho de Pássaro, em Pequim. E que só no meio do ano que vem revelará o primeiro campeão.

Mas, como eu comentava, a Indy já encerrou as atividades (oficiais) e agora as atenções se voltam para a Nascar Sprint Cup, que inicia domingo, em Chicagoland, seu Chase, as 10 provas que indicarão, entre os 14 ungidos, quem será o campeão do ano. E ainda tem Mundial de Rali na Austrália; de Moto GP em Misano Adriatico; DTM, ELMS, Renault World Series e, por estas bandas, ou quase, já que a F-Truck se apresenta em Córdoba, na vizinha Argentina, a Stock Car e o Brasileiro de Turismo agitam o Velopark, de Nova Santa Rita. Aproveite e acelere…

Internacional

Mundial de Motociclismo: 13ª etapa – GP de San Marino (Misano)

Fórmula E: 1ª etapa – Pequim

Mundial de Rali (WRC): 10ª etapa – Coffs Rally Australia

Renault World Series: 7ª etapa – Hungaroring

Europeu de F-Renault:  5ª etapa  – Hungaroring

European Le Mans Series (ELMS): 4ª etapa – Paul Ricard

DTM: 8ª etapa – Lausitzring

Super Formula:  Autopolis

Nascar Sprint Cup: 27ª etapa – Myiafibstory.com 400 (Chicagoland)

Nascar Nationwide Series: 26ª etapa – Jimmy John’s Freaky Fast 300 (Chicagoland)

Nascar Camping World Truck Series: 15ª etapa – Lucas Oil 225 (Chicagoland)

Sul-Americano de F-4: quarta etapa – El Pinar (URU)

Nacional

Brasileiro de Stock Car: 8ª etapa – Velopark (RS)

Brasileiro/Sul-Americano de F-Truck: 7ª etapa – Córdoba

Brasileiro de Turismo: 6ª etapa – Velopark (RS)

Taça Minas Gerais de Kart: primeira etapa – RBC Racing (Vespasiano)

Mineiro de Marcas e Pilotos: terceira etapa – Mega Space

Mitsubishi Cup: 5ª etapa – Indaiatuba

Destaques da telinha
Sábado (13)

1h         Fórmula E: etapa de Pequim (treino classificatório)                           Fox Sports

4h30     Fórmula E: etapa de Pequim (corrida)                                              Fox Sports

7h30     Mundial de Motociclismo: GP de San Marino (treinos oficiais)          Sportv

14h       Stock Car: etapa do Velopark (treinos oficiais)                                 Sportv2

17h45   Nascar Nationwide Series: etapa de Chicagoland                             Fox Sports

Domingo (14)

6h30     Mundial de Motociclismo: GP de San Marino (Moto 3/Moto 2/Moto GP)          Sportv

8h30     DTM: etapa de Lausitzring                                                             Bandsports

11h       Stock Car: etapa do Velopark (rodada dupla)                                 Sportv

13h       F-Truck: etapa de Córdoba               Band

15h       Nascar Sprint Cup: etapa de Chicagoland                                       Fox Sports 2

* A programação é de responsabilidade das emissoras