Meio cheio ou meio vazio?

Antes de mais nada, peço desculpas aos fieis leitores pela freada sofrida pelo blog nesta semana, com menos posts do que o costume, mas é que acabei me encarregando de uma missão quase impossível e, além de jornalista e piloto (que bom que não existe quase piloto, posso ter muito a evoluir mas as carteirinhas da CBA não mentem), comecei a exercitar o lado organizador, e a viabilizar a vinda ao Brasil do Toni Gardemeister Driving Academy, o curso de pilotagem que tive o privilégio de fazer ano passado, na Argentina, com o finlandês voador, dono de 113 largadas e cinco pódios no WRC, o que não é pouco. E a coisa está evoluindo bem – as turmas serão montadas em outubro –, mas dá um trabalho difícil de descrever ou medir.

Dito isso, que você também não tem qualquer culpa, voltemos aos assuntos mais quentes e imediatos. Já há um bom tempo venho comentando o estado de penúria vivido pela endurance brasileira, com muita força e inscritos no Rio Grande do Sul (e quem tem estrutura descendo para se juntar aos gaúchos), e praticamente nada nos demais estados. Até que finalmente resolveram se mexer, deixar de lado diferenças e retomar os tradicionais (líssimos) 500km de Interlagos que, com a pista em reforma, se transformaram nos 500km de São Paulo, e foram transferidos para o Velo Cittá, da Mitsubishi, hoje o complexo mais novo do país (Goiânia ganhou roupa nova, mas é da década de 1970).

A iniciativa merece todos os elogios, especialmente por trazer a reboque uma série de homenagens a personagens como Silvio Zambello; além de provas de clássicos e exibições. A corrida de domingo, com status de Copa Brasil, tinha tudo para chacoalhar o ambiente, e dando uma olhada em algumas das máquinas e pilotos inscritos, seria quase o caso. Afinal, tempos Aston Martin, Lamborghini, Ginetta, um Radical SR8, um Lancer ex-Stock, alguns representantes da produção nacional… e só. Era de se esperar que das garagens paulistanas e paulistas saíssem vários carros mais, mas serão apenas 16 no grid. E aquela democracia anárquica das provas verde e amarelas, com Fuscas, modelos praticamente de rua ou mexidos no fundo de uma oficina. Não foi o caso. Temos apenas um New Fiesta que bem gostaria de ter concorrência, mas vai ficar na poeira dos V8, V6, V12 e outros engenhos. Lógico que vale pela tentativa, mas é o caso de se perguntar: é para ver o copo meio cheio ou meio vazio? Dúvida difícil…

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s