Ainda sobre a Brabham: alguém duvida que vai dar certo?

Terceiro dia da campanha de financiamento coletivo (crowdfunding, para ficar alinhado com os novos tempos) e a soma arrecadada para tirar do papel o Project Brabham se aproxima alegremente da marca das 100 mil libras (algo em torno dos R$ 400 mil), mais de um terço do valor previsto para esta primeira vaquinha que, na teoria, se encerra em 1º de novembro. Sinal de que é mais do que um sucesso, e muita gente (eu entre eles, já que sou um dos 500 “early bird fans”) entendeu que a iniciativa é séria – e houve várias referências nas redes sociais à Lotus, cujo espólio nas pistas se tornou uma verdadeira bagunça – há um grupo na F-1 que mantém o nome mas não é mais patrocinado pela Proton, a montadora malaia que detém os direitos comerciais; outro liderado por Colin Kolles fabricando protótipos… que podem passar a se chamar CLM, ou Caterham Le Mans, já que o romeno se bandeou para o time verde.

Lógico que todo o romantismo de ver novamente nas pistas o legado deixado por Sir Jack Brabham, sozinho, não adiantaria. Como é lógico que David, o filho do meio do tricampeão e alma do projeto, não acredita que terá um time de ponta apostando “apenas” nas colaborações dos fãs. O nome vende, especialmente em se tratando de uma emanação direta do time original, herança de sangue, e não faltam empresas dispostas a ligar seu nome à empreitada – fornecedores de combustível, rodas, vestimentas e parceiros técnicos, que ajudam a fechar o quebra-cabeças financeiro. Sem contar que mesmo a escolha do pacote para acelerar na classe LMP2 do Mundial de Endurance pode render bons frutos. Com a Honda preparando um protótipo coberto (desenhado pela Wirth Design, de Nick Wirth, que comandou a Simtek, que teve um certo David Brabham como piloto…), seria uma escolha quase obrigatória. E um modo de corrigir uma injustiça histórica, já que Williams, Lotus e McLaren foram impulsionadas na F-1 pelos propulsores japoneses, mas a Brabham não. Felizmente não tem volta, e tudo conspira para esse nome de tamanha tradição ser novamente uma realidade – e que bacana seria ver David e o irmão Geoff, outro piloto com P maiúsculo; e os herdeiros Sam e Matthew envolvidos de alguma forma… Se quiser fazer parte da aventura também, clique na foto abaixo, que ela te leva direto ao ponto…

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