Só mudou o nome, mas a confusão continua…

Era uma vez o Mundial de Fórmula 1 de 2010, que marcava a entrada de três novas escuderias no circo: a falida Hispania, a Virgin, que hoje é Marussia, e uma tal de Lotus, que, na verdade, se chamava 1Malaysia e, justamente por ter apoio do governo do país asiático, dono da Proton, que é dona da fábrica de esportivos criada por Colin Chapman, resolveu apostar no nome histórico, com uma pitada de British Racing Green. Nada errado não fosse o braço de competições da Lotus quem estava por trás da compra da Renault, que recebeu o escudo tradicional e um preto e dourado digno dos tempos de John Player Special. Você deve se lembrar que o caso foi parar na Justiça e, muito embora os dois lados pudessem cantar vitória, foi a turma de verde quem teve de se mexer e mudar. Tony Fernandes foi inteligente e, para seguir surfando na história, comprou a Caterham, montadora de versões modernizadas do… Lotus Super Seven, cujo projeto foi deixado de lado por Chapman, mas ainda tem uma legião de fãs pelo mundo.

Quatro anos se passaram e o balanço para um time que teve Trulli e Kovalainen como primeira dupla de pilotos; trocou o Cosworth pelo Renault e hoje conta com toda a parte traseira made by Red Bull, é modestíssimo. Com um carro um bocadinho melhor, a Marussia já pontuou e vivia dias de céu de brigadeiro até o sério acidente com Jules Bianchi.

Mas o assunto aqui é a Caterham que, depois de desiludir Fernandes, malaio com sobrenome familiar para nós, foi salva do fechamento pelo misterioso consórcio suíço Engavest (nomezinho ruim…). E só o que se sabia é que, à frente de tudo, estava mais uma vez Colin Kolles, o dentista romeno que praticamente decretou o fim da HRT e adora se envolver em confusões. Tantas que seu time de protótipos produziu uma Lotus… que teve o nome trocado para CLM01, o que poderia ser Caterham Le Mans. E até hoje briga pelos direitos sobre o desenho do T128 LMP2, na verdade desenvolvido pelo estúdio Adess, de Stephane Choose.

Pois eis que, depois de um começo de operações relativamente tranquilo (tudo bem, 40 pessoas perderam o emprego e o holandês Christian Albers, piloto de Minardi e Spyker na F-1, pediu o boné da função de team principal), o caldo começou a engrossar. O grupo Caterham (o que ficou nas mãos de Fernandes) foi posto sob liquidação judicial pelos credores, e os olhos da turma que aguarda o suado dinheirinho se voltaram… para o time de corrida. Kolles e a turma da Engavest (saúde…) mandaram procurar o ex-dono, mas este devolveu dizendo não ter recebido um centavo sequer dos novos proprietários do1Malaysia Racing Team Sdn Bhd/Caterham F1 Team (sim, este é o nome completo da criança)… E disse mais: vendeu a equipe como pacote fechado, com as dívidas e faturas a serem pagas e, a partir daí, não mais teria qualquer ligação com ela.

Agora a turma engravatada está de olho em tudo o que possa existir na sede de Leafield – como diz o filósofo, nem querem saber se o pato é macho, só querem os ovos. E independentemente de quem tenha razão na enrascada, Kolles pode mandar a segunda escuderia para a zona do rebaixamento. E o grid encolher perigosamente, em meio aos problemas de vários outros times. Que rolo…

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