Ele não desiste. Ainda bem…

Você já viu no blog (espero que tenha visto, claro) o desafio que o engenheiro Nicholas Perrin se impôs. Francês radicado na Inglaterra, com consultorias e serviços prestados para vários times de ponta, ele achou que era hora de mostrar o know-how com seu próprio sobrenome, e pôs na cabeça que projetaria um protótipo LMP1 capaz de ser competitivo no Mundial de Endurance e nas 24h de Le Mans. E abriu a iniciativa para quem quisesse participar, tal como fez recentemente David Brabham para trazer de volta a escuderia lançada pelo pai – aliás, a vaquinha não só chegou muito próximo da meta de arrecadação (94%, ou 230 mil libras, o que é quase R$ 1 mi, para a Brabham em versão 2015 dar os primeiros passos), como é o projeto esportivo de maior sucesso neste tipo de empreitada.

Mas estamos falando de Perrin (a empresa tem um N a mais, é Perrinn) e seu projeto “open source”, em que as principais fases foram tornadas públicas pra quem quisesse acompanhar: esboços, desenhos no computador, fluidodinâmica (CFD), até que foi possível construir uma maquete em tamanho real, que passou a passear no reboque do carro do francês. A bem da verdade, falta para o projeto decolar um maior tino comercial, fazer o que fez Brabham, com um site bem feito, um pacote de recompensas atraente, um maior envolvimento dos interessados em investir. E o mais curioso é que o primeiro chassi produzido pode servir a um tal Brasil Le Mans Team, se a iniciativa de um empresário também francês, radicado em São Paulo, for adiante. Por enquanto há um vídeo, mas ainda não se sabe como e onde colaborar. Mais de 40 anos depois da participação de Paulo Gomes e Alfredo Guaraná, poderíamos ter novamente um time 100% verde-amarelo no circuito da Sarthe.

E Perrin não parou em seu LMP1, que agora só depende do sinal verde ($) para trocar o plástico da maquete pelo carbono do chassi. Aproveitando que o escritório estava livre, começou a conceber um Fórmula 1: sim, isso mesmo que você leu. Um carro que, se fosse o caso, poderia ser desenvolvido para qualquer nova escuderia interessada em integrar o circo. E que já responde às novas regras em relação ao bico, bem mais simpático que os atuais. Pela imagem você há de convir que estamos num estágio inicial, mas é melhor não duvidar da capacidade deste engenheiro. Pena que vê-lo na pista é ainda mais complicado do que o protótipo – já pensaram se alguém topasse comandar uma equipe nascida por meio da colaboração de fãs do mundo todo, que se tornasse um sucesso nas redes sociais a ponto de conseguir seu lugar no circo? Sonho, apenas sonho. Mas, ainda bem que eles existem…

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