Dois protótipos, duas histórias…

O blog começa a semana com as histórias de dois protótipos que, de alguma forma, estão ligados pela categoria, embora sejam de momentos completamente distintos. O mais recente – aliás, acabou de deixar a condição de projeto para percorrer seus primeiros metros na pista – é o Honda ARX-04b, novo herdeiro de uma dinastia iniciada pelo departamento de competições norte-americano da montadora (o HPD), em parceria com o escritório de projetos de Nick Wirth (o mesmo que concebeu o primeiro modelo da Virgin/Marussia apenas com a ajuda da computação, sem a ajuda do túnel de vento). Wirth e a Honda entraram no mercado modificando chassis da francesa Courage e chegaram a desenvolver um LMP1, que foi à pista com a equipe de Gil de Ferran, que formou forte dobradinha com Simon Pagenaud.

Com as novas regras e a exigência de modelos fechados também para a categoria LMP2, a Honda e a Wirth resolveram desenvolver seu primeiro projeto 100% original para a categoria, considerando que teriam um cliente para garantir a compra de dois chassis (a Extreme Speed Motorsports, de Scott Sharp e Ed Brown, o homem da Tequila Patrón). Pois o modelo final é bastante fiel aos desenhos e projeções e se torna o primeiro rival à altura da Ligier JSP2, que envelheceu a concorrência rapidamente ao ganhar a pista. É bem verdade que o envolvimento direto da montadora japonesa foge um pouco do espírito da P2, que deveria ser território de caça dos construtores privados (Oreca, Ligier/OAK, Lotus, Wolf e SMP). Mas, se os adversários não reclamaram, melhor assim. Aliás, tudo indica que o ARX-04b será o escolhido pela Brabham para seu retorno, no Mundial.

O segundo protótipo da história nasceu em 2000, quando SR1 e SR2 eram as classes principais nas competições da modalidade. Depois de lançar na Inglaterra os LM3000, que chegaram a formar um grid à parte, Mike Millard e Ian Flux resolveram produzir um modelo homologado para o ISRS/SRWC, então o principal campeonato da Europa. O Rapier ganhou motor Nissan V6 3.000cc, apareceu em pistas como Donington, Nurburgring e Spa-Francorchamps e, por oito longos anos, permaneceu guardado numa garagem britânica, até que voltasse a mostrar serviço na série Britcar de endurance. Mostra de que um carro de corrida, quando bem cuidado e projetado, não envelhece, ele segue dando trabalho a adversários bem mais novos. Porque, afinal, lugar de modelos como este é no asfalto, não pegando poeira….

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s