Sauber C34: preocupa, preocupa muito…

Enquanto se comenta um possível risco à sobrevivência da Force India, tem escuderia no Mundial de F-1 em situação bem mais delicada. No mesmo dia em que sua fornecedora de motor, com pompa e circunstância, lançou um carro com que pretende, na pior das hipóteses, “vencer dois GPs”, a Sauber revelou seu C34, que traz algumas modificações em relação ao antecessor, mas não tantas a ponto de se acreditar numa mudança de panorama. E olha que estamos falando de um time que inicia sua 23ª temporada, e ano passado conseguiu a proeza de não pontuar mesmo quando na pista havia 18 carros (e os 10 primeiros garantiam seu quinhão).

A equipe de Peter Sauber costumava começar os campeonatos à toda, para se perder na falta de desenvolvimento durante o ano. Agora, já começa com expectativas modestas. E preocupa que os poucos reais patrocinadores tenham ido embora com Esteban Gutiérrez, a ponto de forçar uma mudança de decoração. E mais preocupante ainda é descobrir que o carro é predominantemente azul e amarelo, cores do Banco do Brasil.

Ora, qual seria o problema em questão? O problema é que isso apenas confirma os rumores de que Felipe Nasr levou algo em torno de US$ 40 milhões em patrocínio da centenária instituição financeira. Seu dinheiro, meu dinheiro, nosso dinheiro. Como a Caixa Econômica, trata-se de empresas que concorrem no mercado, concordo, mas me lembro bem em 1994 quando a Caixa resolveu abrir concorrência pública para patrocinar jovens pilotos, já que na época era estagiário no departamento de comunicação da regional Belo Horizonte. E três dos contemplados foram muito longe nas pistas do mundo – falo de Cristiano da Matta, Hélio Castroneves e Bruno Junqueira.

Concentrar todas as fichas num piloto só, por melhor que seja, sem prever outras alternativas, categorias e formas de apoio é, no mínimo, equivocado. Com a mesma quantia banca-se um na Indy, mais um na F-3 Europeia, outro na GP2 e ainda sobra um bom troco. Uma logomarca semelhante à da Petrobras na Williams estaria de bom tamanho. Mesmo porque, brincadeiras e suspeitas à parte, o trabalho de desenvolvimento de combustíveis e lubrificantes proporcionado pela parceria tem muita relevância (desde os tempos da Williams BMW), e de alguma forma se reflete na gasolina nossa de todo o dia. Sei não, mas preferia que outros patrocinadores tivessem papel preponderante, não apenas os apoiadores pessoais de Nasr e Marcus Ericsson. Pelo visto, pelos lados de Hinwill, será mais do mesmo…

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