Roubado, mas encontrado…

Sabem o carro 44 do Team Xtreme, que deveria ter alinhado nos treinos para a segunda etapa da Nascar Sprint Cup, em Atlanta, não tivesse sido roubado nas cercanias da cidade da Georgia – estava em um trailer com um motor de reserva e cerca de US$ 18 mil em equipamentos? Pois é, como a polícia norte-americana previa, foi deixado pelos larápios numa área desabitada de Gwinett County. Os amigos do alheio se dariam conta, como deram, que seria uma fria ficar com um Chevrolet SS todo plotado e praticamente único, e o largaram sem deixar vestígios. O mais impressionante é que ainda assim levaram o trailer, o motor e os equipamentos, na esperança de fazer algum troco. Então, cuidado com os V8, ferramentas e outras traquitanas oferecidas por aí a preço de banana. Podem estar sendo procurados pelos tiras…Enquanto isso, o time promete estar de volta semana que vem, em Las Vegas, com Travis Kvapil. Tomara…

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A agenda começa a encorpar…

Fim de semana chegou, é tempo da tradicional e imperdível agenda da velocidade nas pistas do Brasil e do mundo, que começa a ganhar corpo com a chegada de março, quando praticamente todos os principais campeonatos iniciam suas temporadas. A Nascar entrou em sua montanha russa de corridas praticamente a cada sábado ou domingo, uma correria que só chega ao fim em novembro, para a nossa alegria, como diria a música. E por aqui, muito embora a Fórmula 3 já esteja em marcha depois da etapa ao lado dos treinos coletivos da Stock Car, em Curitiba, a coisa ganha fôlego a partir de agora, com a primeira etapa da Fórmula Truck, em Caruaru.

Internacional

Nascar Sprint Cup: segunda etapa – QuikTrip 500 (Atlanta)

Nascar Xfinity Series: segunda etapa – Hisense 250 (Atlanta)

Nascar Camping World Truck Series: segunda etapa – Hyundai Construction 300 (Atlanta)

Mundial de Superenduro: penúltima etapa – Mineirinho (Belo Horizonte)

Nacional

Brasileiro de F-Truck: primeira etapa (Caruaru)

Na telinha

Sábado (28)

19h45     Nascar Camping World: etapa de Atlanta               Fox Sports 2

Domingo (1°)

13h         F-Truck: etapa de Caruaru                                     Band

15h05     Nascar Sprint Cup: etapa de Atlanta                      Fox Sports 2

SCG003: um superesportivo sem disfarces

Os leitores do blog há mais tempo com certeza se lembram da história do norte-americano Jim Glickenhaus, milionário, cineasta e, acima de tudo, apaixonado por mecânicas exóticas e cheias de cavalos e tradição. Com uma garagem de dar inveja a qualquer amante do automobilismo, ele resolveu não apenas colecionar superesportivos, mas também criar os seus. Por meio da Scuderia Cameron Glickenhaus, quis reviver o mito da Ferrari P4 dos anos 1960/70 transformando uma 430 no protótipo P4/5, que só não teve o aval de Maranello. Mas acelerou nas 24h de Nurburgring com o V8 do Cavallino no ventre e uma turma caprichada de pilotos (Nicola Larini e Fabrizio Giovanardi entre eles).

Apesar do amor pela Ferrari e tudo o que representa, Glickenhaus foi buscar em outras praias a forma de materializar seu novo sonho. O SCG003, que já havia sido mostrado aqui como esboço, teaser e disfarçado, não se inspira em nenhum modelo. Foi concebido sem compromissos por um time capitaneado por Paolo Catone, projetista dos Peugeot 908, dos Pescarolo e do recém-apresentado BR01 LMP2. Chassi em carbono, formas que lembram um pouco as máquinas da era de ouro dos GT1 e um motor de corrida, não uma unidade de produção devidamente preparada. No peito da nova máquina bate um coração Honda V6 biturbo, o mesmo usado pelos protótipos LMP2 que competem com motorização nipônica.

Desta vez, a ideia é não apenas competir em Nurburgring (e no futuro disputar as 24h de Le Mans como parte do Projeto Garage 56, levando os carros da pista francesa a Paris por estrada, para comprovar sua versatilidade), mas oferecer modelos de rua, que adornem coleções exclusivas como a de Glickenhaus. Sim, porque a máquina, que será oficialmente revelada no Salão de Genebra, terá preço de cerca de US$ 2,4 milhões, o que a torna coisa para pouquíssimos. Como não é o meu caso, e provavelmente não é o seu, admiremos pois essa obra de arte sobre rodas, que ficou bela na decoração “corsaiola”.

Mais uma dos amigos do alheio…

É, no primeiro mundo também acontece – aliás, o blog noticiou certa vez o sumiço de uma Ferrari 360 GT de corrida devidamente subtraída de um estacionamento na Inglaterra. Desta vez a vítima foi o pequeno Team XTreme, que disputa parte do calendário da Nascar Sprint Cup com muita dificuldade, tentando se qualificar a cada evento, e conta com um piloto experiente como Travis Kvapil (Reed Sorenson disputou as 500 Milhas de Daytona).

Enquanto a carreta do time já estava no Atlanta Motor Speedway, palco da segunda etapa da temporada, uma picape Ford F350 levava, a bordo de um trailer, o Chevrolet SS #44, com um motor de reserva e material de corrida – um conjunto estimado em quase US$ 400 mil. E do estacionamento do hotel em que estava, em Morrow, o equipamento foi sorrateiramente levado por duas pessoas num jipe, deixando a pequena equipe literalmente na mão. A polícia acredita que, tão logo os larápios dêm conta do que está a bordo, vão se desfazer do carro em algum lugar pouco movimentado. Ainda que seja o caso, nada de Team XTreme em Atlanta. No máximo em Las Vegas, dia 8. Se você por acaso vir o #44 por aí, avise. Nunca se sabe…

A vez dos atrasados…

Em tempos bicudos, mais do que respeitar prazos, é fundamental se manter vivo e, por isso, tanto a apresentação tardia da Force India VJM08 Mercedes quanto a efetivação de Will Stevens como piloto da Manor no próximo Mundial de Fórmula 1 são motivos de comemoração, mais que de críticas. Sobre a primeira, é de se estranhar a demora se não há problemas financeiros, como insiste em garantir Vijay Mallya. E não deve haver mesmo, ou Nico Hulkenberg teria sido trocado sem cerimônia por um piloto pagante – Sergio Perez tem a vantagem de unir o talento aos dólares da Telmex e de outras empresas mexicanas.

Como o motor mudou relativamente pouco em relação ao de 2014 e o VJM07 foi um dos carros mais bem desenvolvidos (no sentido de que apresentou poucos problemas de juventude), é de se interrogar o que pode ter havido no projeto. Falha no crash-test? A tal da falta de relacionamento entre os dados do túnel de vento e a prática? Atraso de fornecedores? Nenhum deles explicaria a dificuldade para concluir um projeto que nada tem de radical. É sim uma tentativa de continuidade, já que permanecer onde está seria um feito a comemorar para a escuderia de Silverstone, que nasceu Jordan e virou Midland e Spyker antes de sua denominação atual.

Dito isso, a insistência da Manor e de quem está por trás de seu retorno é louvável, e se a escuderia realmente puser a mão nos milhões de dólares que conquistou ao ser a nona entre os construtores ainda como Marussia, terminar a temporada não deverá ser tão complicado. Lógico que os dois carros vão correr (andar seria o melhor termo) sozinhos, mas é sempre bom para o espetáculo, tanto mais que em 2016 tem a Haas F-1 chegando. Acima de tudo é um sinal de força num momento delicado, em que a principal categoria do automobilismo mundial estuda formas de não perder o trem da história. Então, como diz o ditado, antes tarde do que nunca…

Se é pra fazer, por que desfez?

A declaração veio do agora principal dirigente da Renault Sport, Cyril Abiteboul (ex-Caterham), e, embora não muito comentada, causou espanto. O dirigente admitiu que a Régie estuda voltar a ter uma escuderia no Mundial de F-1, já que avalia que os louros dos quatro anos de sucesso equipando a Red Bull foram pouco explorados – a marca de energético praticamente ofuscava o losango em termos de retorno de imagem. E o mais surpreendente é que a fala vem justamente no momento em que os franceses, segundo especula a própria imprensa do país, pensariam em deixar a categoria, agora que só equipam os dois times com o touro vermelho na carenagem.

Para quem não se lembra, a montadora francesa resolveu se desfazer do time no Mundial de Fórmula 1 em 2010, concentrando-se apenas na tarefa de desenvolver e produzir motores – vendeu a antena britânica de Enstone para o grupo Genii Capital, que transformou em Lotus o que começou como Toleman, passou a ser Benetton e, em 2002 havia se tornado Renault. Bem verdade que o Cingapuragate de 2008 começou a desmoronar as coisas; que a equipe só se justificou mesmo quando teve Fernando Alonso, mas o quadro de recessão mundial sempre foi apontado como principal motivo para a despedida. E desenvolvendo propulsores na sede de Viry-Chatillon a marca parecia ter encontrado seu espaço, sem gigantismos ou exageros.

O mais impressionante é que, enquanto a Renault fala em voltar – e a “parceira/subsidiária” Nissan investe no Mundial de Endurance e no GT –, a Genii, dia sim, outro não, é citada como interessada em passar a Lotus adiante, já que não teria ganho (em $) o que esperava. Se bem que teria sido muito mais inteligente e barato comprar o espólio da Caterham e montar uma nova estrutura para desenvolver chassis. Sei não, mas num momento em que há apenas uma montadora envolvida de forma integral no circo (sim, a Mercedes), parece no mínimo equivocado arriscar a reputação sem ótimas cartas na manga. A se aguardar…

A agenda voltou, e agora continua…

Faltava termos um campeonato em finais de semana consecutivos para a tradicional agenda retomar seu espaço nas sextas-feiras. O WRC começou com Montecarlo, saltou para a Suécia, e só agora começa a entrar em velocidade de cruzeiro. O mesmo com o Tudor United Sportscar Championship – as 24h de Daytona são passado quase distante, e Sebring ainda demora um bocado. Então, surge a Nascar para nos salvar, com novidades. A principal delas é a troca do patrocinador principal da série secundária (saiu a Nationwide, do ramo de seguros, entrou a Xfinity, provedor de internet e TV a cabo).

Mexidas na dança das cadeiras à parte (uma delas a ida de Carl Edwards da Roush Fenway para a Joe Gibbs), a temporada começa sob o signo da continuidade, depois de a solução encontrada ano passado para definir o campeão (os playoffs por etapas, sobrando apenas quatro postulantes), com as 500 Milhas de Daytona. Prova que se adapta perfeitamente às características do novo soberano da Sprint Cup, Kevin Harvick, e do carro da RCR. Mas ovais são ovais, e tudo pode acontecer, como diria o filósofo. Dito isso, comemoremos que agora tem corrida sempre, seja por qual categoria for…

Internacional

Nascar Sprint Cup: 1ª etapa – 500 Milhas de Daytona

Nascar Xfinity Series: 1ª etapa – Daytona

Nascar Camping World Truck Series: 1ª etapa – Daytona

Mundial de Superbikes (World SBK): 1ª etapa – Phillip Island (AUS)

Na telinha

Sexta-feira (20)

22h35  Nascar Camping World Truck Series: etapa de Daytona           Fox Sports 2

Domingo (22)

15h     Nascar Sprint Cup: 500 Milhas de Daytona                              Fox Sports 2

Pirelli World Challenge: ótimo por um lado, nem tanto por outro…

PWC. Não se trata das iniciais da firma de consultoria, mas do Pirelli World Challenge, campeonato que se tornou coqueluche nos EUA, embora exista há 26 anos. Tudo começou com o objetivo de permitir, às fábricas e aos times particulares, acelerar com seus modelos em condições de equilíbrio e sem custos absurdos. nas melhores pistas da terra do Tio Sam, em provas de duração não superior a 50 minutos; ou seja, nada de trocas de pilotos ou de duplas. E o leque é grande: vai de modelos de turismo com preparação limitada (Honda Fit, Fiat 500, Mini Cooper) aos GTs de sonho, como McLaren 650, Ferrari 458, Lamborghini Gallardo, Bentley Continental, Aston Martin Vantage e Porsches 911 e Cayman; Cadillac ATS VR GT3. E uma gama de pilotos que vai dos gentlemen completos a nomes com vitórias nas principais provas de endurance do planeta. Ao todo, são sete categorias: GT, GTA, GT Cup, GTS, TC, TCA e TCB. Como lá no alto há várias entidades organizadoras, o PWC está sob a responsabilidade do Sports Car Club of America (SCCA).

Considerando-se que há mais de 100 carros inscritos para a abertura da temporada, de 6 a 8 de março, no Circuit of the Americas (COTA), em Austin; que a Cadillac desenvolveu um GT3 específico para a competição e que cada vez mais fábricas – praticamente todas as que vendem seus carros nos EUA –, se fazem representar, seria motivo de otimismo e festa (vale lembrar que, ano passado, o paulista Marcelo Hahn marcou presença e foi um dos destaques da GTA, com uma Lamborghini).

Só que… em tempos de vacas relativamente magras, o sucesso de um normalmente implica em prejuízo de outro, e é exatamente o que parece acontecer. Depois de toda pompa e circunstância que marcaram a reunificação das categorias de endurance, com a criação do Tudor United SportsCar Championship (TUSC), várias equipes tradicionais das provas de longa duração resolveram abraçar o PWC. Casos da Dyson (Bentley), Turner (BMW), Scuderia Corsa (Ferrari), TRG-AMR (Aston Martin) e NGT Motorsport (Porsche). E nem todos têm condições de manter a programação dupla. A última a ameaçar fazer as malas é a RSR Racing, de Paul Gentilozzi, que há anos tem o mineiro Bruno Junqueira como piloto de referência.

Enquanto isso, há o temor, justificado, de que os grids no TUSC encolham consideravelmente depois das 12h de Sebring. Para piorar, a IMSA, que é o sanctioning brand da série, não prevê premiações em dinheiro para os melhores times, e está no meio de uma polêmica, com as regras para pitstops que dividiram os pilotos. O dinamarquês David Heinemeier-Hansson cobrou que seja adotado o mesmo procedimento do Mundial de Endurance, em que os motores são desligados e cada operação é feita de forma independente (primeiro se reabastece, depois é feita a troca dos pneus). Mesmo com 700 adesões, ele não obteve sucesso, e tudo segue como está. Não que vá arruinar os eventos norte-americanos de endurance, mas estamos diante de uma nova divisão em que o grande derrotado pode ser o automobilismo.

Presente e futuro num só dia…

Terça-feira de Carnaval, que é um dia normal no resto do mundo, embora feriado por aqui, e duas imagens chamaram a atenção: uma real, e sinônimo do presente. Outra, por enquanto, virtual, e uma provocação sobre o que pode ser o futuro. E as duas estão muito mais interligadas do que parece, como eu explico no post.

Comecemos pela segunda, que é um exercício de estilo da Ferrari sobre o que poderiam ser os carros da F-1 se as regras não fossem tão engessadas e a preocupação com o espetáculo fosse o fator mais importante. Lógico que foi tudo muito bem trabalhado pelos setores de design e estilo mas, também, pela turma do Reparto Corse, que precisava casar a “embalagem” futurística com um conjunto mecânico viável. A começar pelas rodas aro 18, que se tornaram praticamente um mantra de quem quer ver um circo mais movimentado e emocionante.

Ficou bonito? Na minha humilde e modesta opinião, sim, mas com uma leve tendência ao design da Fórmula Indy. Fora que há um sério problema. Os projetistas só desenvolveriam máquinas assim em duas circunstâncias: se as regras obrigarem, ou se as análises de computadores e túneis de vento determinarem que são as formas ideais para vencer corridas. Do contrário, está mais do que claro que não há escrúpulos em adotar soluções como bicos feios, se isso representar décimos de segundo a menos.

E o melhor exemplo de que a teoria muitas vezes está a quilômetros de distância da prática veio exatamente da Indy, com a Chevrolet divulgando o tão esperado kit aerodinâmico próprio para os Dallara DW12. O regulamento dá tão poucos espaços que bico, carenagem do motor e asa traseira seguem os mesmos. O que apareceu foi uma enxurrada de asas, asinhas e aletas, defletores e coisas do tipo para aumentar o downforce e agilizar a passagem do ar. O Dallara é um carro bastante próximo do conceito mostrado pela Ferrari e até hoje eu não me convenço de que é mais bonito do que os antecessores, simples e de linhas limpas. O desenho só mudou em nome da segurança – não houvesse acontecido a tragédia com Dan Wheldon e eu duvido muito que se ousasse tanto.

A vontade da Ferrari de levantar o debate e pressionar por mudanças é louvável, mas não dá pra acreditar que a Red Bull adotaria o conceito criado por Adrian Newey (e mostrado aqui) para uma máquina que só acelera nos videogames. Liberar as regras em relação a motor e desenho, tal como o Mundial de Endurance, é algo muito improvável, e sabe-se lá que interpretações surgiriam nas pranchetas e telas. Felizmente a Comissão de F-1 da FIA vetou mudanças radicais para 2016. Talvez aumentar a potência dos motores e adotar pneus maiores sejam duas boas formas de começar, sem chegar ao extremo apresentado pela Ferrari que, dificilmente, ficaria barato em tempos bicudos…

O diabo veste Prada… E o filho acelera no WRC…

Se há uma coisa da qual não podemos questionar é nossa origem familiar – se nascemos numa família mais modesta ou em berço de ouro. Também não é o caso de ser hipócrita e, no segundo caso, renegar a condição favorável, ou deixar de se aproveitar dela, desde que justa e fruto de trabalho sério e competente. Pois é exatamente o que anda fazendo um piloto que, neste ano, faz sua estreia na categoria principal do Mundial de Rali, a WRC, depois de ficar em terceiro no WRC2 (o Mundial para carros com especificações R5, S2000 e RRC), vencido em 2013 por um certo Robert Kubica.

Lorenzo Bertelli vem fazendo as coisas como se deve: começou com carros menos potentes, valeu-se da assessoria do ex-piloto Piero Liatti e tem contado com navegadores experientes para ganhar rodagem e maldade nas especiais de todo o mundo. Não sabe de quem eu estou falando? Talvez não saiba porque ele preferiu adotar o sobrenome paterno, embora não renegue a presença e a torcida materna. Sua mãe é ninguém menos que Miuccia Prada, estilista e empresária que criou um império da moda, sinônimo de bom gosto e requinte. Ela mesma, que, indiretamente, inspirou a história do sucesso “O Diabo veste Prada”.

Bertelli não teve que correr atrás de patrocinadores – seu carro é imaculadamente verde em tom militar e tem apenas as logomarcas dos apoiadores técnicos –, muito menos precisa fazer merchandising da casa familiar. E usou de bom humor para criar sua escuderia, cujo nome dispensa traduções: é o Fuckmatié World Rally Team (FWRT). Em Mônaco ele descobriu como é complicada a vida no topo, mas, assim que o Mundial iniciar as provas fora da Europa, com menos inscritos em sua categoria, não demorará a marcar seus pontos com um Fiesta assistido pela M-Sport, de Malcolm Wilson. E vem sendo acompanhado de perto pelos compatriotas, nem tanto por ser filho de quem é, mas porque, como na F-1, é cada vez mais rara a presença de representantes da terra da bota no topo. Certo está ele, que se eu estivesse no lugar faria absolutamente a mesma coisa…