Está nascendo um autódromo no coração de Minas (fotos)

Está valendo a pena acreditar – olha que eu também podia ser taxado de ingênuo por ter apostado e dado espaço à ideia quando ela não era mais do que isso, uma ideia. Pedaços de papel desenhados, plantas, possíveis terrenos, iniciativas houve várias de se fazer um autódromo internacional em Minas desde que eu me entendo por gente. E quando esta surgiu, parecia mais uma loucura, porque era, teoricamente, a menos provável de dar certo. Um projeto privado, sem o suporte da Fiat (que a bem da verdade sempre teve seu nome ligado a toda e qualquer ideia do gênero, mas nunca quis nada com nenhuma delas, especialmente depois que deu de costas para o automobilismo brasileiro) ou de qualquer grande conglomerado; que teria que angariar simpatizantes, investidores, convencer as esferas de poder de que geraria empregos, impostos, fluxo de turistas, e por aí vai.

Ainda bem que aqueles que sonharam eram (e são) loucos o suficiente para levar tudo adiante, quando muita gente apostava o contrário. Já contei em inúmeros posts que o terreno era um, passou a ser outro; que houve momentos em que dois projetos paralelos caminharam, até que, diante da perspectiva de ver mais uma vez o sonho naufragar, conseguiu-se juntar forças, convencer prefeitura, governo do estado, trazer gente de peso para a empreitada, que avançava mineiramente.

Felizmente já vai longe o dia em que tudo o que havia era um plano ambicioso. Hoje há máquinas trabalhando (e a ausência de chuva nesse aspecto acabou favorecendo, já que não foi necessário reduzir o ritmo das obras). E no meio do cerrado uma grande extensão de terra fica a cada dia mais parecida com as imagens do computador; com as projeções arquitetônicas. Curvelo terá sim um autódromo internacional padrão FIA e FIM; uma alternativa a mais para os calendários das nossas categorias, cada vez mais estrangulados em meia-dúzia de pistas. E sonhar não custa, a Moto GP quer muito voltar ao Brasil; o WTCC também poderia, e se não ele, o TCR International Series; o que não falta é demanda para um complexo do gênero. E o público das Minas Gerais, tão apaixonado, merece ver de perto Stock, F-3, F-Truck e o que mais vier.

Confesso que, enquanto acompanhava os primeiros passos da “brincadeira”, sonhava com que chegasse o dia de a bola de neve começar a descer a ladeira. Aquele momento em que nada, ou ninguém, é capaz de detê-la, de impedir que cresça. E melhor do que qualquer palavra, as fotos recentes das obras no Circuito dos Cristais mostram que é exatamente neste estágio em que se chegou. Se haverá corridas já este ano ou só ano que vem agora é o de menos. Porque vai haver corridas, muitas, e isso é o que importa.

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