Pirelli World Challenge: ótimo por um lado, nem tanto por outro…

PWC. Não se trata das iniciais da firma de consultoria, mas do Pirelli World Challenge, campeonato que se tornou coqueluche nos EUA, embora exista há 26 anos. Tudo começou com o objetivo de permitir, às fábricas e aos times particulares, acelerar com seus modelos em condições de equilíbrio e sem custos absurdos. nas melhores pistas da terra do Tio Sam, em provas de duração não superior a 50 minutos; ou seja, nada de trocas de pilotos ou de duplas. E o leque é grande: vai de modelos de turismo com preparação limitada (Honda Fit, Fiat 500, Mini Cooper) aos GTs de sonho, como McLaren 650, Ferrari 458, Lamborghini Gallardo, Bentley Continental, Aston Martin Vantage e Porsches 911 e Cayman; Cadillac ATS VR GT3. E uma gama de pilotos que vai dos gentlemen completos a nomes com vitórias nas principais provas de endurance do planeta. Ao todo, são sete categorias: GT, GTA, GT Cup, GTS, TC, TCA e TCB. Como lá no alto há várias entidades organizadoras, o PWC está sob a responsabilidade do Sports Car Club of America (SCCA).

Considerando-se que há mais de 100 carros inscritos para a abertura da temporada, de 6 a 8 de março, no Circuit of the Americas (COTA), em Austin; que a Cadillac desenvolveu um GT3 específico para a competição e que cada vez mais fábricas – praticamente todas as que vendem seus carros nos EUA –, se fazem representar, seria motivo de otimismo e festa (vale lembrar que, ano passado, o paulista Marcelo Hahn marcou presença e foi um dos destaques da GTA, com uma Lamborghini).

Só que… em tempos de vacas relativamente magras, o sucesso de um normalmente implica em prejuízo de outro, e é exatamente o que parece acontecer. Depois de toda pompa e circunstância que marcaram a reunificação das categorias de endurance, com a criação do Tudor United SportsCar Championship (TUSC), várias equipes tradicionais das provas de longa duração resolveram abraçar o PWC. Casos da Dyson (Bentley), Turner (BMW), Scuderia Corsa (Ferrari), TRG-AMR (Aston Martin) e NGT Motorsport (Porsche). E nem todos têm condições de manter a programação dupla. A última a ameaçar fazer as malas é a RSR Racing, de Paul Gentilozzi, que há anos tem o mineiro Bruno Junqueira como piloto de referência.

Enquanto isso, há o temor, justificado, de que os grids no TUSC encolham consideravelmente depois das 12h de Sebring. Para piorar, a IMSA, que é o sanctioning brand da série, não prevê premiações em dinheiro para os melhores times, e está no meio de uma polêmica, com as regras para pitstops que dividiram os pilotos. O dinamarquês David Heinemeier-Hansson cobrou que seja adotado o mesmo procedimento do Mundial de Endurance, em que os motores são desligados e cada operação é feita de forma independente (primeiro se reabastece, depois é feita a troca dos pneus). Mesmo com 700 adesões, ele não obteve sucesso, e tudo segue como está. Não que vá arruinar os eventos norte-americanos de endurance, mas estamos diante de uma nova divisão em que o grande derrotado pode ser o automobilismo.

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