Meio canadense, meio brasileiro, um pé no circo e… piloto

A maior parte das atenções na primeira etapa do Francês de F-4, em Lédenon, se voltou para Giuliano Alesi, que venceu duas das três corridas, e que tive o prazer de conhecer há dois anos, no Mundial de Kart (KFJ) em Sarno, na Itália, onde conversei com o pai, que também é uma espécie de coordenador da equipe de pista da Federação Francesa (FFSA). Mas outro piloto do mesmo grid, que esteve bastante próximo do pódio e mostrou potencial, tem história igualmente interessante, ou até mais.

Já ouviu falar em Kami Moreira Laliberté? Confesso que era novidade para mim até a Copa do Mundo de Kart de 2012, em Zuera (Espanha), quando me chamou a atenção o segundo sobrenome, o mesmo do fundador do Cirque du Soleil, Guy Laliberté. Fui procurar saber e a primeira supresa foi uma bandeira brasileira no trailer da equipe, ao lado da canadense. Quando disse que trabalhava para um jornal de Belo Horizonte, a segunda novidade: o adolescente, em português impecável, me disse: “ué, mas é a terra da minha mãe”.

E a suspeita principal se confirmou. Kami é filho do fundador de uma das mais elogiadas e sensacionais trupes de entretenimento do planeta. E ao contrário do pai, que fez fama e fortuna a partir de espetáculos de rua em Montreal; ou da irmã, que compete em provas de hipismo, tem como paixão a velocidade. Uma trajetória que começou graças à amizade com outro canadense que vem ganhando espaço nas pistas do mundo, Lance Stroll, filho de Lawrence Stroll, dono de um império que inclui, entre outras, a grife Tommy Hilfiger. De algumas brincadeiras num kartódromo canadense qualquer, surgiu a vontade de seguir adiante e levar a coisa a sério.

O pai, com quem conversei então – está aqui a foto dos dois, tirada na época – dá total apoio, embora seja algo mais modesto do que Stroll Sr., que tinha um motorhome maior até que o usado por Michael Schumacher para seu Mick. E Kami está fazendo o caminho certo, começando por uma categoria que ensina os rudimentos, antes de encarar desafios mais sérios como a F-Renault ou a F-3. Quando ouvir este nome de agora em diante, vale torcer, já que tem um quê de verde e amarelo por baixo do capacete.

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