Fim de semana de inéditas e de tragédia…

O fim de semana nas pistas pelo mundo foi marcado pelo signo da novidade. Nem o mais fervoroso fã imaginou que Mick Schumacher fosse ao alto do pódio em sua primeira etapa no comando de um monoposto – o avô Rolf o acompanhou em Oschersleben, e é de se questionar se, e como o pai terá reagido ao resultado. Tudo bem que ele deve ter limado meia Europa com seu F-4, que se preparou com uma disciplina que é marca de família, mas estávamos falando de 39 carros no grid e de uma categoria em que é muito difícil fazer a diferença no equipamento.

E aqui ao lado, nas estradas de terra próximas a Córdoba, Kris Meeke, que já havia mostrado seu talento em terras brazucas ao vencer uma etapa do finado IRC em Curitiba, entrou para a galeria de vencedores de provas do Mundial de Rali, o WRC, com o Citroën DS3. Pouco importa se os principais adversários ficaram pelo caminho pelos problemas mais variados – corrida é assim mesmo, e fica cada vez mais claro que Sebastien Ogier está longe de ter a mesma estrela do xará Loeb; o britânico não passeou, andou sério e aprendeu com os erros alheios. Para um campeonato que parecia estar marcado pelo signo da VW, um resultado a comemorar, que pode inclusive convencer os dirigentes franceses a permanecer na categoria por mais tempo, quem sabe apostando em mais um jovem talento do país.

Pena que nem todas as notícias foram boas, e há algo a lamentar. Os treinos para a subida de montanha de Rechberg, na Áustria foram fatais para o experiente tcheco Otakar Kramsky, piloto e engenheiro dos bons e presença constante nas provas do Europeu (CEM). Seu Reynard 2KL (modelo de F-Nippon, com chassi em carbono e um razoável standard de segurança) escapou em direção a um bosque e os impactos não lhe deixaram qualquer chance. Como sempre, tão logo a poeira baixou, surgiram indícios de que a proteção no local era insuficiente. A modalidade é muitas vezes ingrata em termos de riscos, mas o número de acidentes graves felizmente é contido em comparação com o número de provas. Não resolve nada, mas que fique a mensagem postada no site do piloto: “ele se foi fazendo o que gostava…”

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