O blog faz as malas, parte 436,5

       Sim, não foram tantas vezes quanto brinca o título do post mas, antes mesmo de o Sexta Marcha entrar no ar, em 2010, este que vos escreve teve o privilégio de acompanhar vários eventos do automobilismo e do motociclismo longe de casa e perto da emoção. Pois não é diferente desta vez, quando mais uma viagem tem gosto de novidade, mas também de reencontro. Nos próximos dias, o escritório será o Hockenheim Motodrom, circuito lendário (ainda que vítima dos novos tempos), no coração da Floresta Negra, e palco de uma semana que faria qualquer leitor salivar só de pensar.

      Imagine que, num mesmo espaço, serão disputadas a segunda etapa do Europeu de F-3, com suas 34 máquinas e um furioso pelotão de adolescentes em busca do topo (e o promissor mineiro Sérgio Sette Câmara, cujos patrocinadores viabilizaram a viagem, será um observado especial, com a chance de acompanhar todos os bastidores de uma das mais profissionais equipes da terra dos campeões do mundo, a turma do 7 a 1); a abertura do Deutsche Tourenwagen Meisterschaft, o DTM e, cereja do bolo, a segunda parada do Mundial FIA de Rallycross (FIA RX). E isso que eu nem mencionei a Porsche Cup e a Audi TT Cup, que também integram a programação. Tudo isso diante de uma multidão que, pelo visto, não se preocupa com o fato de ter perdido o GP da F-1, já que acompanha as disputas de Audi, BMW e Mercedes com fervor quase religioso. Não se imagina menos de 80 mil pessoas ocupando as tribunas do motódromo, num espetáculo que, tudo indica, é bem mais democrático do que o oferecido pelo circo.

      Sobre o reencontro, vale a pena voltar no tempo e lembrar de um fim de ano em 1996, quando o DTM de então quis ganhar asas, virou o ITC e fez de Interlagos o palco de sua penúltima etapa. Menos de um ano de formado e lá fui eu com a missão de acompanhar tudo, mas, principalmente, falar com um certo Alessandro Nannini, que pouco tempo antes sofrera um gravíssimo acidente de de helicóptero, perdendo um dos braços, depois reimplantado. E que comandava uma Alfa Romeo 155 4×4 com pouquíssimas adaptações. Melhor de tudo foi ver um então menino Max Wilson, que correu como convidado, levar outra Alfa, esta de um time privado, a uma impressionante segunda posição na corrida decisiva, a mesma que consagrou Manuel Reuter campeão da temporada, sob uma chuva danada. Que venha Hockenheim, que o que tiver de bom eu conto e mostro…

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