Renault Sport Trophy: caminho diferente para o sonho…

Que as categorias do Renault World Series sofreram um baque com o fenômeno Max Verstappen e sua ascensão rápida à F-1 via F-3 é fato (especialmente o Europeu de F-Renault, que tinha quase 40 carros no grid e se equilibra hoje com média de 25). O mais interessante, no entanto, é que a carta na manga da montadora francesa para manter em alta a marca e o evento pode vir de onde ela mesma não esperava. Parece complicado? Eu explico.

Neste fim de semana finalmente decola o Renault Sports Trophy, série com os R.S 01 criados em parceria com a Dallara, equipados com motores Nissan V6 de 3.800cc de 550cv – a demora se deveu ao desenvolvimento dos carros e aos necessários testes. Desde o começo a proposta era de criar uma fórmula Pro-Am, em que pilotos de ponta e outros considerados gentlemen drivers dividissem o tempo de pista e os custos. Pois uma olhada na lista de inscritos para a primeira etapa, em Spa-Francorchamps, mostra que muita gente boa deu as costas para o sonho de uma carreira nos monopostos e resolveu apostar na premiação oferecida para o campeão (além dos prêmios em dinheiro): um estágio no Japão com um Nissan GT-R e a possibilidade de integrar o time oficial de pilotos da fábrica japonesa.

Fazem parte da relação o inglês Luciano Bacheta (último campeão da F-2), o francês Andrea Pizzitola (destaque da F-Renault ano passado), os italianos Vittorio Ghirelli (orientado pelo brasileiro Roberto Streit e ex-Indy Lights e Auto GP) e David Fumanelli; os irmãos holandeses Bas e Jeroen Schoothorst e, para a nossa alegria, o pernambucano Henrique Baptista, que estava na Euroformula Open (F-3).

Ok, você haverá de dizer que nenhum deles vai fazer o dólar cair, que talvez não esteja entre eles um novo Verstappen, mas dá para acreditar que boa parte da turma em breve estará desbravando o mundo das provas de longa duração, muito provavelmente como profissionais. Enfim, finalmente (e a Porsche já havia mostrado seu caminho), quem quer seguir carreira no automobilismo começa a enxergar que o sonho da F-1 não é, em 99,9% dos casos, nada mais que isso: um sonho…

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