A molecada passou do limite…

Desde o começo do ano tem sido assunto no blog, para o bem e para o mal, a corrida de jovens pilotos rumo ao Europeu de Fórmula 3, muitas vezes direto do kart, algo que pude presenciar na segunda etapa da temporada em Hockenheim, quando o comportamento do pelotão foi digno de elogios, salvo uma ou outra exceção. Acompanhei as três corridas do fim de semana ao lado do pai do mineiro Sérgio Sette Câmara e, em nenhuma delas houve motivos para preocupação, apenas torcida.

Só que não foi o caso neste fim de semana, em Monza, circuito que exige algo mais de experiência e cabeça, já que o risco de acidentes sérios é diretamente proporcional às velocidades atingidas. E não foram poucos os casos: Lance Stroll, Matthew Rao, Ryan Tveter e Dorian Bocolacci voaram perigosamente, e muita gente acabou vitimada sem a menor culpa (Serginho foi um deles, atingido a meia-nau a ponto de o pai revelar que estava com o coração na boca. Um dos novatos, Alessio Lorandi, também vindo do kart, manifestou sua preocupação nas redes sociais e postou essa foto que eu reproduzo aqui, da reportagem da respeitadíssima Autosprint sobre a prova, com o título “Além dos limites da segurança” – vale lembrar que a terceira corrida foi encerrada antes da hora para evitar acidentes ainda mais sérios.

Curiosamente tudo ocorre depois que Max Verstappen, o louvado e elogiado exemplo de maturidade, capaz de saltar da F-3 para a F-1 com apenas 17 anos, aprontou das suas em Mônaco, esquecendo-se que não estávamos numa bateria de kart, e levou consigo Romain Grosjean. Concordo que a molecada está cada vez mais precoce e mostra, ao menos fora da pista, seriedade e responsabilidade de gente grande. Só que o comportamento deveria se manter uma vez baixada a viseira. Mais experiente da turma, o sueco Felix Rosenqvist, de 24 anos, também deu o grito, e é de se cobrar ação mais rigorosa dos comissários, mesmo porque a categoria ainda visitará Spa-Francorchamps. De nada adianta ter talento e capacidade suficientes para domar os duzentos e poucos cavalos se a mentalidade ficou lá atrás, no começo de carreira, quando bater rodas era coisa normal. E não é assim que um novo Verstappen será garimpado, seja para o circo, o DTM, o Mundial de Endurance ou o que quer que seja. Calma, molecada…

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