História feita nas alturas…

Não é exagero dizer que o dia 28 de junho de 2015 marca um divisor de águas para o auomobilismo mundial. Afinal, Rhys Millen conseguiu o resultado esperado e se tornou, como o pai, Rod, vencedor da Subida de Montanha Internacional de Pikes Peak. Com um detalhe: ao levar em menos tempo ao topo da montanha do Colorado o protótipo Drive eO PP03, desenvolvido na Letônia, ele fez com que pela primeira vez a classificação geral de um evento sobre quatro rodas fosse dominada por um veículo integralmente movido por propulsão de origem elétrica. Pois se há troféus para as diversas categorias (e se há diversas categorias), o reconhecimento maior vem de que consegue o melhor tempo no fim das contas e das subidas, e foi justamente a máquina silenciosa, que exigiu inclusive uma mudança simples, mas importante na logística da prova – os responsáveis pela segurança e controle de público avisam com apitos a chegada dos concorrentes carregados na tomada – a melhor entre as 133 que se lançaram morro acima.

E a essa altura pouco importa que a marca para os 19.800m e 156 curvas de ascensão tenha sido 54 segundos mais alta que o recorde estabelecido por sua majestade Sebastien Loeb em 2013, mesmo porque o francês preparou meticulosamente sua invasão, até mesmo levando o fiel navegador Daniel Elena para os treinos de reconhecimento, que o ajudaram a memorizar o que enfrentaria. Millen não teve a chance de fazer tanto, mas contou com um carro que resistiu – poderia ter ficado pelo caminho, tratando-se de um conceito inovador e arriscado. Especialmente quando se tem, nos seis motores elétricos e acumulados nas baterias de ions de lítio, quase 1.400cv, num desafio em que a tração nas saídas de curvas lentas e tudo, e basta passar um pouquinho da conta para beijar um barranco ou despencar por um precipício.

E nada garante que o Honda HPD ARX-04B que seria comandado por Justin Wilson caso poupado dos problemas de câmbio e motor, conseguiria fazer melhor. Millen sabia que o principal adversário dele era ele mesmo, e tratou de conseguir a primeira posição, que já é muito mais do que se esperava numa primeira tentativa. E os 9min07s222 do norte-americano de origem neozelandesa, assim como os 9min32s401 de Nobuhiro “Monster” Tajima, também com um protótipo movido a eletricidade, mostram não apenas o quanto a teconologia evoluiu, como confirmam que um motor a combustão equipado com turbo leva desvantagem com o ar rarefeito. Como está na tradição da prova, que em 2016 venha alguém ainda melhor armado para encarar a montanha (e saiba fazer bom uso do arsenal à disposição, como fazem os vencedores). Por fim, a curiosidade de ver na oitava posição, a bordo de um protótipo Radical, Dominic Dobson, piloto bom de serviço da Indy e de turismo nos anos 80 e 90. Vida longa à “Corrida para as nuvens”.

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