Filho de projetista, piloto é…

Era uma vez um projetista que, menino ainda, teve na Copersucar a primeira chance de mostrar serviço e, desde então, se especializou em conceber máquinas que entraram para a história da Fórmula 1, da March CG881 às linhagens de carros da Williams e da McLaren que proporcionaram tantos títulos às duas escuderias. Um conterrâneo de William Shakespeare que, uma vez parte de uma aventura chamada Red Bull, fez um grupo praticamente sem tradição no circo (ok, era Stewart e Jaguar antes mas, ainda assim…) se tornar uma potência que só mesmo a fragilidade do motor Renault fez cortar as asas.

Lógico que o leitor já sacou que me refiro a Adrian Newey, de tal forma apaixonado e obcecado pela velocidade que resolveu se divertir não apenas diante da tela do computador (aliás, dizem que ele não gosta, prefere a boa e velha prancheta), como também mostrou que é um piloto bastante razoável, a ponto de disputar as 24h de Le Mans, eventos históricos na sua Inglaterra natal e outras provas de longa duração inclusive a bordo de uma Maserati MC12, um dos GT1 mais extremos já produzidos. Aliás, é só chamar para participar de uma prova do troféu da fábrica italiana destinado aos GranTurismo MC que ele marca presença.

O que o leitor talvez não saiba é que a continuidade do sobrenome nas pistas não deve se dar na mureta dos boxes, mas acelerando no asfalto mesmo. Harrison, filho de Adrian, resolveu levar adiante o sonho de uma carreira e, depois de uma trajetória no mínimo regular no kart, encarou este ano o Inglês de F-4, ainda não disputado conforme o regulamento internacional da categoria, mas equilibrado e formativo assim mesmo.

Pois estamos a uma rodada do fim do campeonato e, se o título foi garantido por outro piloto de sobrenome conhecido (Will Palmer, filho de Jonathan e irmão mais novo de Jolyon), o jovem (17 anos) Harri Newey faz bonito e está muito próximo de confirmar o vice-campeonato. Neste fim de semana, em Donington Park, venceu uma corrida, sua primeira na temporada, e confirmou que entende do riscado. Talvez seja prematuro pensar num salto para o Europeu de F-3, mas, quem sabe um ano no Alemão ou no Italiano de F-4 (do primeiro ele já tem participado) ou a mudança para a F-Renault sejam bons passos para um moleque que, se for 40% na pista do que o pai é fora dela, vai chegar longe…

BRDC F4/divulgação

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