O novo carro de um velho conhecido…

Difícil alguém que acompanhe os ralis pelo mundo e nunca tenha ouvido falar de Gianluigi Galli (Gigi Galli), um dos mais espetaculares pilotos da modalidade nos últimos tempos, não por acaso muitas vezes comparado, como generosidade da forma de conduzir e pelo espírito combatente, ao saudoso Colin McRae. Dos compatriotas, Galli recebeu o apelido, justificadíssimo, de Acrobata de Livigno, tal a capacidade de desafiar as leis da física sobre quatro rodas. Apesar de tanto talento, nem sempre o equipamento esteve à altura e, não fosse muito esforço em busca de patrocinadores e equipes, ele não teria completado 66 ralis no WRC, dois deles no pódio, quando os principais rivais se chamavam Loeb, Burns, Sainz, McRae, Gronholm, Solberg, Gardemeister e Hirvonen, apenas para citar os principais. O ano de 2008, com um Focus WRC do time satélite M-Sport Stobart prometia ser o mais positivo, até que um forte acidente na Alemanha encerrou a temporada antes da hora e fechou as portas do Mundial para o italiano.

Galli não quis se enveredar pelos ralis cross-country, muito menos se contentar em acelerar em provas nacionais e continentais. Seguiu como instrutor de pilotagem, participava de um evento aqui, outro ali, mas nunca escondeu de ninguém que gostaria de voltar a competir de forma séria. No ano passado teve a chance de disputar a etapa de casa do Mundial de Rallycross com um Fiesta do Team Olsbergs e, por muito pouco, não avançou à final.

A vontade de voltar pesou e, com o incentivo dos vários fãs e a ajuda de Giovanni Bernacchini, navegador campeão do mundo do WRC2, com Nasser al-Attiyah e filho do não menos lendário Arnaldo Bernacchini, o acrobata de Livigno resolveu fazer melhor: criou uma equipe e desenvolveu um modelo que não existia nas competições, o Kia Rio, cujas dimensões e linhas são ideais para o RX. Eis que, pouco antes da volta do campeonato à pista de Franciacorta, próxima a Brescia, foi revelada a bela máquina, que chega para colocar o nariz entre as de Solberg, Hansen, Kristofferson, Ekstrom e outras feras. Dificilmente vai ficar só numa etapa e, se não vier apoio para o Mundial, pelo título europeu com certeza haverá briga em 2016. O que é muito bom para quem gosta da velocidade em doses cavalares e de pilotos com carisma…

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