A caminho do sonho, parte II

Eu gostaria de estar escrevendo mais para o blog nestes dias, mesmo porque assunto não falta, mas resolvi entrar de corpo e alma num projeto que começou tímido e foi ganhando força pelo caminho, até se aproximar da concretização, não sem antes proporcionar um imenso frio na barriga. Caso o amigo leitor esteja chegando agora, em menos de 10 dias estarei na Itália disputando a última etapa do Campeonato Italiano WRC (o certame aberto às máquinas que correm no mundial): o Rally de Como, na Lombardia. Lógico que não será no comando de uma máquina 4×4 de trezentos e tantos cavalos, que o bolso e a habilidade não permitem, mas a bordo de um valente e atrevido Suzuki Swift R1 – quem conhece a modalidade sabe que é um modelo da base da pirâmide, ideal para quem nunca encarou uma prova no asfalto.

Olha que teve gente (menos acostumada ao esporte, lógico), perguntando se eu levaria o carro do Brasil. Não será o caso, mesmo porque estamos falando de uma das principais pátrias do esporte. Lá há equipes várias com toda a logística disponível. Ainda assim não estamos falando bem de um “arrive and drive”. São muitos detalhes na lista, a começar por levantar a quantia necessária, o que ainda não ocorreu 100% – e é por isso que a vaquinha virtual, no endereço abaixo, segue firme e forte.

Fora que era preciso encontrar um navegador disposto a encarar a aventura, e felizmente as redes sociais e as amizades já feitas do outro lado do Atlântico (sim, já tem até torcida…) definiram o ocupante do banco da direita, o varesino Roberto Conti, que virou parceiro obrigatório. E é camisa (tá aí, nas fotos), inscrição, equipamento, papelada, adesivos, material promocional, divulgação de imprensa (aqui e lá), retorno para os patrocinadores, não é pouca coisa não… Mas tudo encarado com uma vontade cada vez maior. E uma ponta de orgulho em ser o único brasileiro a competir num rali europeu este ano. Olha que não é tão caro ou complicado assim mas, se a loucura e a coragem ao volante sobra por estas bandas, falta um bocado delas fora da máquina.

E é sensacional acompanhar, daqui, toda a movimentação que a prova proporciona. Já há quem diga que o vencedor geral de 2012 pode alinhar novamente, um tal de Robert Kubica, que dispensa apresentações. E há campeões europeus, pilotos e navegadores com experiência no WRC, há carros caríssimos de última geração e modelos lendários de custos modestos. E eu entre eles, à espera de ver meu nome na lista oficial de inscritos, de chegar à Itália e fazer, no rumo inverso, o caminho do meu avô, Emilio, que não cheguei a conhecer, mas que, como ciclista e motociclista de competição, além de mecânico dos bons, certamente me transferiu, de algum modo, a paixão pela velocidade. É por isso que o projeto se chama ‘Retorno às origens’. Mas poderia se chamar “A caminho do sonho”, tal qual o post. Se você puder colaborar com a vaquinha, ótimo. Se não for o caso, já valerá a torcida para que tudo saia como o esperado. O que vier eu conto, mostro, fotografo e divido sem miséria com o amigo leitor. E nunca é demais agradecer às empresas que me deram uma grande força: a Orange BH, concessionária KTM de Belo Horizonte; a Lalubema, o Circuito dos Cristais, a Revista MotorMachine e a OMP, assim como o Consulado da Itália na capital mineira – aproveito para fazer o merchan da Sportsplace, a lojinha virtual de automobilismo deste que vos escreve. Vamos que vamos!

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