Habemus pneus. Mas que regrinha…

A próxima temporada do Mundial de F-1 será de novidades no que diz respeito ao uso dos pneus e, por causa disso, a Pirelli resolveu se antecipar e já anunciou os compostos escolhidos para o GP da Austrália, no ainda distante 20 de março. Se você não prestou atenção, agora são três compostos oferecidos por etapa, entre os cinco (sim, temos um ultramacio, que terá banda roxa) oferecidos pela fabricante. E cada equipe, com base nas simulações e resultados do ano anterior, terá de fazer a escolha de 10 dos 13 jogos à disposição por fim de semana com uma certa antecedência, para que sejam produzidas exatamente as versões desejadas.

             Pirelli Motorsport Media/divulgação

No caso do Albert Park, médio (branco), macio (amarelo) e supermacio (vermelho) foram os compostos pré-selecionados. Como comentei, 10 dos jogos têm escolha livre – inclusive um time pode optar por quatro de um, três do segundo e três do terceiro, se achar conveniente. Aí você pergunta: tá, mas e os outros três jogos, de onde vêm?

Bom, pra complicar um bocado uma regra que já não é das mais simples, cada carro terá direito a um jogo extra do composto mais macio (tal como ocorreu este ano). Quem for ao Q3 terá de usá-lo na briga pela pole e devolvê-lo, usado ou não. Quem parar no Q2 ou no Q1 contará com ele para a corrida. Os outros dois compostos são definidos pela Pirelli, goste-se ou não. Em Melbourne será um jogo do médio e outro do macio. O detalhe é que os dois têm de estar à disposição no domingo e ao menos um deles precisa ser usado no GP, ao lado do supermacio, já que continua valendo a regra dos dois jogos diferentes obrigatoriamente. Ah, e a listinha com a decisão das equipes será mantida em sigilo até duas semanas antes de cada corrida, com o detalhe de que não é possível fazer distinção entre os carros.

Nada simples, né? Sim, e não dá para colocar a culpa na coitada da Pirelli, que tem feito o possível para ajudar no espetáculo. Aliás, os italianos (que agora têm controle acionário chinês) conseguiram, da FIA, 12 dias de testes durante o ano que vem, exclusivamente para desenvolver os pneus do que devem ser os novos carros do circo, mais rápidos e agressivos (e com rodas e borracha mais largos, como no passado). O problema é que nem mesmo o diretor de Motorsport Paul Hembery sabe como fazer tais testes, já que não dá para simular, nos modelos atuais, as condições previstas. Já se falou inclusive em tirar da garagem modelos de oito, 10 anos atrás, que teriam maior familiaridade com as regras.

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